Ainda 2019

“In memoriam”. Ano novo, vida nova… mas não para estes modelos

Ano novo, vida nova… Mas não para estes modelos que viram a sua carreira terminar no ano passado. Conhece os carros que desapareceram em 2019.

Entre os carros que desapareceram em 2019, sem sucessores programados, são vários os motivos por detrás da decisão dos seus respetivos construtores.

Desde a sua performance comercial à necessidade de se adaptar a um mundo automóvel em rápida mudança — sobretudo a relacionada com a redução das emissões e crescente eletrificação —, a lista que avançamos acabou por se revelar mais longa do que o esperado.

São mesmo muitos os carros que desapareceram em 2019 e mesmo assim, só mostramos os que têm — ou melhor, tiveram — carreira comercial em Portugal e no “Velho Continente”.

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O início da purga nos mais compactos e acessíveis?

Não deixa de ser intrigante que uma grande parte dos modelos listados sejam os mais compactos e acessíveis. Já há algum tempo que se fala de que os modelos mais compactos estão em risco de serem empurrados para fora do mercado nos próximos anos. A razão? Os custos crescentes em cumprir as normas de emissões e segurança, o que faz com que a rentabilidade seja substancialmente reduzida.

Prevê-se, por isso, que a oferta a este nível diminua consideravelmente durante os próximos anos. Em 2019, foram vários os modelos a verem a sua produção ou comercialização terminar: Ford Ka+, Suzuki Celerio, Opel Adam e Opel Karl.

Se no caso dos dois primeiros deve-se a um mix de custos de adaptação aos mais exigentes critérios e performance comercial, no caso dos dois modelos da Opel, deve-se ao seguimento da integração da marca alemã no Grupo PSA (adquirida em 2017).

A racionalização imposta por Carlos Tavares continua, livrando-se dos modelos financeiramente inviáveis, o que no caso Adam e Karl, produtos ainda da era General Motors, implicava também custos acrescidos à PSA.

O ano passado foi também o último dos Skoda Rapid e o “irmão” SEAT Toledo. Se a versão Spaceback do Rapid viu o seu lugar ser ocupado pelo novo Scala, as versões sedan (berlinas de quatro portas) desaparecem do catálogo. Bem, pelo menos na Europa Ocidental — o Rapid foi renovado para 2020, mas estará disponível apenas em mercados como o russo.

O Suzuki Baleno também já não se encontra disponível para encomenda. O utilitário, como se tratasse de um Swift tamanho “familiar”, desaparece da Europa, após uma carreira discreta… em demasia.

Por fim, é também… o fim definitivo do Volkswagen Carocha, ou Beetle — pela primeira vez na história da marca não existe um Carocha em produção.

Volkswagen Beetle Final Edition
Volkswagen Beetle Final Edition
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Motores de combustão não são opção

Ainda dentro dos modelos mais compactos, outra tendência que começa a ganhar tração é o extinguir as versões com motor de combustão e focar apenas nas variantes elétricas. Será a melhor forma de garantir a redução das emissões de CO2 em 2020?

Entre os pioneiros desta abordagem temos toda a Smart: em 2020 só estarão em comercialização as variantes EQ do fortwo e do forfour. A SEAT e Skoda seguem estratégia idêntica para os Mii e Citigo, respetivamente, que prescindem das suas motorizações de combustão interna em 2020.

Saltando vários tamanhos automóveis, uma referência ainda para o Jaguar XJ que terminou a sua produção em 2019. O seu sucessor só surgirá no decorrer deste ano — ao que parece existe forte probabilidade de também prescindir dos motores de combustão, reinventando-se como um topo de gama exclusivamente elétrico.

Jaguar XJR
Jaguar XJR

Adeus coupés e descapotáveis

Foram vários os coupés e descapotáveis a despedirem-se em 2019. Do lado dos italianos, temos o Fiat 124 Spider (o “irmão” do MX-5 termina com apenas três anos em produção), o mais extremista Alfa Romeo 4C, e os grandes Maserati Gran Turismo e Gran Cabrio. Se os dois primeiros não terão sucessor, no caso dos Maserati não é um adeus, mas sim um “até já”. Se os planos não forem entretanto alterados — certamente veremos mexidas devido à fusão entre a FCA e a PSA —, os GT da marca do tridente terão sucessores em 2021.

Ainda no campo dos veículos a céu aberto, também disseram adeus o Opel Cascada — ainda baseado na anterior geração do Astra —, e o Mercedes-Benz SLC.

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Menos MPV

Se a purga entre os modelos mais compactos e acessíveis parece estar agora a começar, no que toca a MPV, esta vai avançada. No ano que findou, foram mais três os MPV que se despediram do mercado. O Ford C-Max e Grand C-Max, o Citroën C4 Spacetourer e a Opel Zafira.

No caso do Citroën C4 Spacetourer (a versão de sete lugares Grand C4 Spacetourer mantém-se em produção) o seu lugar foi tomado pelo SUV C5 Aircross; enquanto no caso da Opel Zafira, é o fim do MPV, mas não do seu nome.

O ano passado vimos ser revelada a versão de passageiros da comercial Opel Vivaro que adotou o nome do MPV — recorda o nosso teste à Opel Zafira Life. Concordam que seja o uso certo do nome Zafira?

O fim de uma lenda?

Foi também em 2019 que vimos ser anunciado o fim progressivo do Mitsubishi Pajero. O lendário todo o terreno, o veículo que mais vitórias teve no rali mais duro de todos, também viu a sua comercialização terminar em vários mercados, incluindo no seu mercado doméstico, o Japão. No entanto, há esperança que possa regressar no futuro, co-desenvolvido com a Nissan, que também procura um sucessor para o Patrol.

Ainda na Mitsubishi, mas em específico para Portugal, o seu mais compacto SUV, o ASX, deixou de ser comercializado. O modelo foi renovado em 2019, mas passou a estar equipado apenas com uma motorização de 2.0 l a gasolina, prejudicando o posicionamento comercial no nosso país.

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Outro modelo a ver a sua carreira terminada não é um Mitsubishi, mas é como se fosse. A pick-up Fiat Fullback, não mais que um clone da japonesa L200, desaparece do mercado apenas três anos sobre o início da sua comercialização. Com apenas 22 mil unidades vendidas nesse período de tempo, não valia a pena persistir no modelo.

Fiat Fullback
Fiat Fullback

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