Fim de produção

O adeus do Ford C-Max e Grand C-Max já tem data marcada

Focada em melhorar a rentabilidade da sua divisão europeia, a Ford decidiu riscar da sua oferta o C-Max e Grand C-Max. A despedida está marcada para junho.

Os últimos anos não têm sido fáceis para os monovolumes, com cada vez mais modelos a despedirem-se e a darem lugar na gama das respetivas marcas aos bem mais desejados SUV. Agora, as mais “recentes” vítimas da quebra de vendas deste tipo de modelos foram o C-Max e o Grand C-max que viram a Ford confirmar aquilo que há muito se esperava.

No comunicado divulgado pela Ford, Steven Armstrong, Presidente do Conselho de Supervisão da Ford referiu que esta decisão representa “um passo importante para entregar os produtos que nossos clientes querem e um negócio mais competitivo para os nossos acionistas”.

Tanto o C-Max como o Grand C-Max são produzidos em Saarlouis, na Alemanha, sendo que a Ford planeia terminar a sua produção até ao final de junho. Com o desaparecimento dos dois modelos a fábrica alemã vai passar dos atuais três turnos para apenas dois, sendo ali produzido o Focus nas versões de cinco portas, SW, ST e Active.

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Ford Grand C-Max
Nem a versatilidade e o espaço extra têm sido capazes de ajudar os monovolumes na “guerra” com os SUV.

Um plano de restruturação mais alargado

O desaparecimento dos dois monovolumes insere-se num plano de reestruturação bem mais alargado, com a Ford a planear mudanças profundas no que à sua oferta no mercado europeu diz respeito.

Assim, do plano fazem parte a chegada de versões elétricas ou eletrificadas a todos os seus modelos, novas alianças e acordos com outras marcas (da qual o acordo com a Volkswagen é um bom exemplo) para além do desaparecimento de várias unidades fabris no Velho Continente e da revisão dos acordos laborais feitos com os seus trabalhadores.

Ford C-Max e Grand C-Max
No mercado desde 2010 e alvo de um restyling em 2015, os “irmãos” C-Max e Grand C-Max preparam-se agora para se despedir do mercado.

Não deixa de ser curioso observar que cerca de 20 anos depois do começo do boom dos monovolumes estes estejam cada vez mais a ser votados ao esquecimento, sendo já poucas as marcas que apostam neles (a Renault é uma das exceções).

Será que daqui por uns anos estaremos a ver o mesmo acontecer aos SUV?

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