Antevisão

O futuro do grupo BMW. O que esperar até 2025

A BMW, através do seu CEO, delineou os próximos anos da sua estratégia. Uma aposta clara no luxo, nos SUV, nos elétricos e na condução autónoma.

“Para mim, duas coisas são certas: premium é à prova de futuro. E o BMW Group é à prova de futuro”. É assim que Harald Krüger, o diretor executivo da BMW, inicia uma declaração sobre o futuro do grupo alemão, que inclui a BMW, Mini e Rolls-Royce.

Já aqui tínhamos referido a enxurrada de BMW que estão previstos chegar nos próximos anos, no total de 40 modelos, entre revisões e novos modelos — um processo que se iniciou com o atual Série 5. Desde então a BMW já reviu o Série 1, Série 2 Coupé e Cabrio, Série 4 e o i3 — que ganhou variante mais possante, o i3s. Apresentou também o novo Série 6 Gran Turismo, o novo X3, e brevemente o X2 será adicionado à gama.

A Mini viu chegar um novo Countryman, incluindo uma versão PHEV, e já antecipou através de um concept o futuro Mini 100% elétrico. Enquanto isso a Rolls-Royce já apresentou o seu novo porta-estandarte, o Phantom VIII, que chegará no início do próximo ano. E até nas duas rodas, a BMW Motorrad, entre novos e revistos, já apresentou 14 modelos.

Fase II em 2018

O próximo ano marca o arranque da Fase II da ofensiva do grupo alemão, onde assistiremos a uma forte aposta no luxo. Esta aposta nos segmentos mais elevados justifica-se pela necessidade de recuperar e até aumentar a rentabilidade do grupo e aumentar os lucros, que servirão para financiar o desenvolvimento de novas tecnologias. Nomeadamente, a eletrificação da gama e adição de novos modelos 100% elétricos, assim como a condução autónoma.

Será em 2018 que conheceremos o já mencionado Rolls-Royce Phantom VIII, o BMW i8 Roadster, o Série 8 e M8 e o X7. Nas duas rodas esta aposta nos segmentos mais elevados poderá ser observada no lançamento da K1600 Grand America

Aposta contínua nos SUV

Inevitavelmente, para crescer, os SUV são uma necessidade nos dias que correm. Não que a BMW esteja mal servida — os “X” já representam, atualmente, um terço das vendas, e já foram vendidos mais de 5,5 milhões de SUV, ou SAV (Sport Activity Vehicle) na linguagem da marca, desde o lançamento do primeiro “X” em 1999, o X5.

Como já referimos, o X2 e o X7 chegam em 2018, o novo X3 estará já presente em todos os mercados, e um novo X4 também não está longe de ser conhecido.

Uma dúzia de elétricos até 2025

A BMW foi uma das pioneiras na introdução de veículos elétricos produzidos em massa e maior parte da sua gama tem versões eletrificadas (híbridos plug-in). Segundo os dados da marca, atualmente circulam nas ruas cerca de 200 mil BMW eletrificados, 90 mil dos quais são BMW i3.

Apesar do apelo de carros como o i3 e o i8, a sua construção complexa e onerosa — estrutura em fibra de carbono assente sobre chassis em alumínio —, ditaram uma mudança nos planos para melhorar a rentabilidade. Praticamente todos os futuros modelos 100% elétricos da marca derivarão das duas principais arquiteturas usadas atualmente no grupo: UKL para modelos de tração à frente, e CLAR para modelos de tração atrás.

BMW i8 Coupe

No entanto ainda teremos de esperar para 2021 para conhecer o próximo modelo da sub-marca “i”. Será nesse ano que conheceremos o que é conhecido como agora iNext, que além de elétrico, apostará forte na condução autónoma.

Mas mais 11 modelos 100% elétricos estão previstos até 2025, complementados com o lançamento de 14 novos híbridos plug-inO primeiro será conhecido antes do iNext e trata-se da versão de produção do Mini Electric Concept que chega em 2019.

Em 2020 será a vez do iX3, a versão 100% elétrica do X3. É de notar que a BMW conseguiu recentemente os direitos exclusivos para as denominações iX1 a iX9, pelo que é de esperar que mais SUV elétricos estejam a caminho.

Entre os modelos previstos, esperem um sucessor para o i3, i8 e a versão de produção do concept i Vision Dynamics, apresentado no último Salão de Frankfurt, que bem poderia ser o sucessor do Série 4 Gran Coupé.

40 BMW Série 7 autónomos no final deste ano

Segundo Harald Krüger, condução autónoma é sinónimo de premium e de segurança. Mais que a mobilidade elétrica, será a condução autónoma o verdadeiro fator disruptivo da indústria automóvel. E a BMW quer estar na linha da frente.

Atualmente já existem uma série de BMW com sistemas parcialmente automatizados. É de esperar que nos próximos anos se estendam a toda a gama da marca. Mas ainda vai demorar até chegarmos ao ponto de termos veículos totalmente autónomos. A BMW já tem veículos de teste um pouco por todo o mundo, aos quais serão adicionados uma frota de 40 BMW Série 7, que serão distribuídos por Munique, o estado da Califórnia e Israel.

 

 

 

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