Antevisão

Novo BMW Série 1. Adeus tração traseira!

O sucessor do atual BMW Série 1 não poderia sofrer uma mudança mais radical. A característica que mais o distingue da concorrência tem os dias contados.

O ano de 2019 deverá marcar o fim da atual geração do BMW Série 1 (F20 e F21) e o seu substituto não poderia ser mais diferente da geração atual. Entre as novidades, antevê-se um crescimento ligeiro nas dimensões, um design totalmente renovado e mais conteúdos tecnológicos. Mas será por baixo das novas roupagens que veremos as mudanças mais radicais…

O próximo BMW Série 1 terá tração dianteira.

A BMW já comercializa os X1, Série 2 Active Tourer e Grand Tourer com tração à frente. Todos estes modelos recorrem à plataforma UKL, a mesma que serve a MINI.

2015 BMW X1

Com esta plataforma, a BMW assumiu a arquitetura mais comum do segmento: motor transversal e tração dianteira. Tal e qual os seus concorrentes mais diretos: Audi A3 e Mercedes-Benz Classe A.

Porquê mudar a tração à frente?

O atual Série 1, graças ao motor longitudinal em posição recuada, tem uma distribuição de pesos quase perfeita, a rondar os 50/50. O posicionamento longitudinal do motor, a tracção traseira e o eixo frontal apenas com função direccional, tornava a sua condução e dinâmica distinta da concorrência. E no geral, para melhor. Então porquê mudar?

Podemos basicamente resumir esta opção a duas palavras: custos e rentabilidade. Ao partilhar a plataforma com o X1, Série 2 Active Tourer e Grand Tourer as economias de escala alargam-se consideravelmente, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade por unidade vendida do Série 1.

Por outro lado, esta mudança traz outras vantagens de caráter mais prático. O atual Série 1, devido ao longo compartimento do motor e ao generoso túnel de transmissão, apresenta cotas de habitabilidade inferiores aos concorrentes e a acessibilidade aos lugares traseiros é, digamos… delicada.

Graças à nova arquitetura e à rotação do motor em 90º, a BMW vai melhorar o aproveitamento de espaço, recuperando algum terreno para a concorrência.

O segmento C pode perder uma das suas propostas mais distintas, mas de acordo com a marca, esta opção pouco não vai afetar a sua imagem nem a performance comercial do modelo. Será? Só o tempo o dirá.

Fim dos seis cilindros em linha

A mudança de arquitetura traz mais consequências. Entre elas, o novo Série 1 deverá prescindir do seis cilindros em linha, outro dos elementos que sempre associamos à marca. Tal opção deve-se simplesmente à falta de espaço no compartimento frontal do novo modelo.

2016 BMW M135i motor 6 cilindros em linha

 

Dito isto, é mais que certo que o sucessor do atual M140i vai abandonar o motor 3.0 litros de seis cilindros em linha. No seu lugar deveremos encontrar um motor 2.0 litros turbo de quatro cilindros «vitaminado», associado a um sistema de tração integral. Os rumores apontam para uma potência a rondar os 400 cavalos, em linha com o Audi RS3 e o futuro Mercedes-AMG A45.

Um – ou dois – patamares abaixo, o novo Série 1 deverá usufruir dos já conhecidos motores de três e quatro cilindros que conhecemos dos Mini e dos BMW que recorrem à plataforma UKL. Ou seja, unidades de 1.5 e 2.0 litros turbo, tanto a gasolina como Diesel. Prevê-se, tal como acontece com o Série 2 Active Tourer, que o próximo Série 1 apresente uma versão híbrida do tipo plug-in.

Série 1 sedan antecipa o futuro, na China

2017 BMW Série 1 sedan

A BMW apresentou o mês passado, no salão de Xangai, o Série 1 sedan, a versão berlina do familiar compacto da marca bávara. E já vem com tração à frente. Este modelo será vendido exclusivamente no mercado chinês – para já -, dado a apetência deste mercado por este tipo de carroçaria.

Mas as suas fundações não deverão diferir do futuro BMW Série 1 europeu. Apesar de ser um tracção à frente nota-se a presença de um túnel de transmissão no interior. Tal acontece porque a plataforma UKL permite tração total – ou xDrive em linguagem BMW. Apesar da intrusão, relatos locais apontam para bons níveis de habitabilidade traseira assim como respectiva acessibilidade.

Características que deverão transitar para a versão dois volumes que será vendida na Europa. A berlina “chinesa” partilha a distância entre eixos com o X1, pelo que não deverá ser difícil imaginar uma versão mais curta deste modelo, com um estilo inspirado em propostas como o novo BMW Série 5.

O sucessor do BMW Série 1 já se encontra em fase de testes e deverá chegar ao mercado em 2019.

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