CES 2020

Estivemos no CES 2020. Tudo o que precisas de saber

A tecnologia tem um papel cada vez mais importante no mundo automóvel. Por isso, fomos até ao CES 2020 e trazemos-te todas as novidades que por lá surgiram.

Em Las Vegas, Estados Unidos da América

Criada há 52 anos por uma mão-cheia de nerds da tecnologia que convenceram uma centena de empresas a fazer um salão para mostrar os seus produtos (então em Nova Iorque), a CES é hoje uma feira que envolve mais de 4400 empresas expositoras, incluindo 1200 start-ups, atraindo alguns dos principais talentos do mundo em tecnologias de consumo.

Estima-se que 175 000 visitantes (profissionais) de mais de 160 países tenham passado entre 7 e 10 de janeiro pela CES 2020 que decorreu nos congestionados pavilhões do Las Vegas Convention Center (que estão a ser alvo de expansão para a feira de 2021). O impacto económico estimado para este evento é de 283,3 milhões de dólares na economia do estado do Nevada.

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Mudam-se os tempos…

Para um jornalista habituado a cobrir salões há mais de duas décadas, a passagem de uma disciplinada e ortodoxa exposição de automóveis para a CES requer alguma recalibragem.

Onde normalmente existem espaços de exibição muito organizados, stands com sinalética padronizada e, na grande maioria dos casos, uma apresentação a decorrer de cada vez, na CES temos três gigantescas zonas (Tech East, Tech West e Tech South).

Estas incluem enormes hotéis de luxo e estacionamentos (numa área útil total de 280 000 m2) onde as mensagens e estratégias de comunicação variam tanto quanto os próprios produtos em exposição.

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CES 2020 © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Um evento sempre a crescer

A matriz de invenções que surgem na CES não para de crescer e inclui já mais de 30 categorias de produtos.

Há de tudo: impressão 3D, drones, saúde digital, tecnologia para o desporto, casas e cidades inteligentes, videojogos interativos, realidade aumentada, dispositivos portáteis, sistemas inteligentes de controlo de voz, tecnologia automóvel (conectividade, propulsão elétrica e condução autónoma) e, os grandes destaques do momento, a robótica e a transmissão de dados 5G.

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CES ZF © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Oradores (muito) especiais

Imagem de marca do CES são os discursos “keynote”, uma espécie de conferência de imprensa de mais de uma hora, centrada num alto dirigente de uma empresa de referência e que este ano teve também os CEO da Samsung, da Delta Airlines ou a filha do Presidente Trump, entre outros executivos proeminentes.

Um deles foi Ola Kallenius, presidente da Mercedes-Benz. No final do seu discurso, Ola Kallenius dizia-me que há 10 anos, quando a sua empresa apareceu pela primeira vez na CES, os expositores dos setores de tecnologia de consumo tradicionais ficaram a olhá-los de lado como quem reprova a chegada de alguém que não foi convidado para a festa.

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DAIMLER CES 2020 CES®
Ola Kallenius, presidente da Mercedes-Benz durante o seu discurso “Keynote”.

O automóvel no centro das atenções

A indústria automóvel não está, no entanto, apenas no centro das atenções dentro dos artigos sob o rótulo “Tecnologia para Veículos” acima mencionado. Pelo contrário, é tocada diretamente por, pelo menos, metade das outras categorias (impressão 3D, realidade aumentada e virtual, áudio, infraestruturas de comunicações, hardware/software, media digital/online, segurança cibernética, sensores, casas inteligentes, startups, dispositivos sem fios, 5G, robótica, etc).

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CES Digital fitness © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Esta é uma primeira dica para que possamos entender por que razão o automóvel ganha cada vez mais relevância e gera uma atenção crescente no arranque do ano civil em Las Vegas, atraindo muito mais do que os “doidinhos por carros” que, tradicionalmente, constituem a maioria dos visitantes dos salões de automóveis por todo o mundo.

E esta é uma nova dimensão do automóvel que é já uma tendência imparável, como reconhecido pelo Salão Automóvel de Detroit que perdeu a “guerra” para a CES e resignou-se a mudar de data para junho, o que acontece pela primeira vez em 2020, depois de 31 anos a “abrir as hostilidades” no setor automóvel no arranque de cada novo ano civil.

Mas ainda que consideremos a crescente relevância da tecnologia de veículos no sentido mais restrito do termo, é evidente que muito mudou na CES que até recentemente tinha um estatuto de berço do último grito em telemóveis, jogos de consola, televisores de alta definição, etc…

Este ano tivemos automóveis em stands que dariam para ocupar uma meia dúzia de campos de futebol, mais 50% do que em 2016 e onde a tecnologia de condução autónoma teve mais destaque do que Lady Gaga no mega néon na strip, a rua mais famosa desta Disneyland dos adultos.

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Condução autónoma: o último “grito da moda”

Segundo o Boston Consulting Group, este negócio dos “carros que se guiam a si próprios” deverá crescer para cerca de 40 mil milhões de euros/ano até 2025, podendo representar um quarto das vendas globais de veículos 10 anos depois.

É por isso que todas as marcas mostraram, nos últimos anos, um repentino sentido de urgência em assinar acordos e evoluir por atalhos para garantir a sua quota de mercado, ainda que este setor não possa realmente tornar-se realidade até que, entre outros, os legisladores entrem em ação.

E o mesmo é verdade para outras novas tendências como a das máquinas que aprendem (inteligência artificial), que conhece um segundo nascimento no século XXI, quando os meios para guardar e processar informação permitem, por fim, que mudem a humanidade de uma forma que não era possível na sua primeira vaga de popularidade nos anos 90.

Amazon “ao ataque”

Num curto espaço de tempo a Amazon anunciou parcerias firmadas com várias marcas de automóveis para a inclusão do sistema de controlo vocal/assistente pessoal Alexa.

Em novembro a General Motors foi a primeira a anunciar a integração total do assistente vocal nos seus modelos posteriores a 2018, enquanto a startup elétrica Rivian irá fazer algo semelhante nos seus primeiros dois modelos, o R1S e R1T, que se começam a vender em 2020.

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CES Mob © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Durante a CES 2020 ficámos igualmente a saber que o Huracán Evo será o primeiro Lamborghini a dispor deste mesmo equipamento, também este ano. Já em fevereiro de 2020 será lançado na Europa o dispositivo Echo Auto para que seja possível dispor do assistente no automóvel mesmo em marcas que não têm acordo com a Amazon.

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Audi AI:ME com painel interativo

Foi uma das estrelas do Salão de Xangai em abril do ano passado, mas agora a Audi dotou o AI:ME de um interior mais “empático” que permite criar uma experiência de realidade virtual para os dois ocupantes dos bancos dianteiros quando o carro está a ser conduzido em modo autónomo.

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Por outro lado, passou a estar dotado de tecnologia de seguimento ocular (eye tracking) para o controlo do interface homem-máquina. Novidade era também o head-up display 3D de realidade misturada dentro de uma lógica de fusão do real e do virtual que vai marcar esta década.

Audi AI_ME CES
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BMW i3 Urban Suite: ahhhhhhh!

A tendência é para que os interiores dos automóveis se transformem cada vez mais em salas de estar ou locais de trabalho, consoante os ocupantes, os dias ou as horas do dia.

CES BMW i3

O i3 Urban Suite, de que a BMW fez apenas 25 unidades que estiveram a transportar convidados da CES 2020 para o centro da cidade, não tem banco do passageiro dianteiro o que permite que o traseiro direito possa esticar por completo as pernas e repousá-las em cima de um apoio otomano.

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Há ainda um monitor escamoteável no teto à sua frente para assistir a filmes na Netflix ou televisão e colunas incorporadas no próprio encosto de cabeça, seja para ouvir música, seja para chamadas telefónicas.

Algumas aplicações em madeira, um pequeno candeeiro metalizado e ligações adicionais para dispositivos ou carregamento dos mesmos completam o ambiente “boutique” do i3 Urban Suite que a BMW não sabe ainda se irá produzir em série.

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Bosch não entra em deslumbramentos

Quando o sol brilha de frente e em posição baixa a colocação da pala para-sol em posição vertical bloqueia uma parte significativa do campo de visão do condutor, o que não é seguro. Para resolver esse problema o maior fornecedor mundial da indústria automóvel criou um painel LCD transparente e uma câmara numa pala para substituir a que normalmente equipa qualquer automóvel.

CES Bosch 2

Um sistema de deteção facial é usado para seguir o olhar do condutor e bloquear a incidência direta da luz solar (é utilizada inteligência artificial para detetar partes específicos do rosto, como os olhos, o nariz e a boca, para que seja identificada a zona onde se geram as sombras).

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CES Bosch 3 © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Por outro lado, existem píxeis transparentes de formato hexagonal para permitir que se gere um movimento digital das áreas sombreadas no visor para poderem seguir o olhar do condutor.

Byton M-Byte a chegar

A marca chinesa de carros elétricos, que mostrou o seu primeiro concept na CES há dois anos, trouxe agora ao deserto do Nevada a versão final de produção em série, alguns meses antes de iniciar a comercialização do mesmo na China e um pouco antes de chegar aos clientes nos Estados Unidos da América e na Europa, já em 2021.

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Byton M-Byte © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

O M-Byte é o primeiro dos veículos que a marca liderada por Daniel Kirchert apresenta como “aparelhos centrais do ecossistema de dispositivos em que todos vivemos”, para tal contando com o seu gigantesco ecrã de 48” que se estende a toda a largura do painel de bordo.

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Chrysler prepara futuro Pacifica

A Chrysler foi buscar um nome de um seu modelo dos anos 30 para batizar o novo concept Airflow que antecipa o sucessor do monovolume Pacifica, mostrado na CES 2020 em forma embrionária.

Está equipado com diversos ecrãs e permite uma experiência personalizada para cada um dos ocupantes, para que todos tenham uma experiência a bordo positiva durante a viagem.

O espaço interior foi otimizado através da utilização de bases de bancos com suporte único em vez do tradicional sistema de calhas, bem como costas dos bancos finas. Destaque ainda para o cuidado tido na elaboração do sistema de iluminação interior para se adaptar aos mais diversos tipos de situações e utilizadores.

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Faurecia ajuda a passar o tempo

Um estudo feito pela Faurecia, entre 2016 e 2018, concluiu que quase metade (46%) dos inquiridos, referiram que, quando retidos em congestionamentos de tráfego, a sua prioridade era o aproveitamento do seu tempo.

Por isso, a personalização da experiência a bordo e da adaptação de novas tecnologias a cada consumidor passou a estar entre as preocupações do fornecedor francês.

Os veículos em demonstração na CES 2020 estavam, por isso, equipados com sistemas de imersão sonora, de cinema e jogos virtuais, que provavelmente viremos a conhecer já em fase de produção num automóvel fabricado em série num futuro próximo.

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Fisker volta à carga

O designer de automóveis (conhecido, entre outras obras, pelo traço do BMW Z8 no final dos anos 90) criou uma marca com o seu próprio nome mas os tempos não têm sido fáceis: apesar de vários projetos, só o Karma foi produzido em série e “a conta-gotas”.

Fisker Ocean © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Diante do seu Ocean, um SUV elétrico com bateria de 80 kWh que anuncia uma autonomia de até 500 km, Henrik Fisker mostra com indisfarçável orgulho as principais caraterísticas do veículo que, garante, terá uma produção assegurada de um milhão de unidades, já a partir do final do ano que vem, com as entregas a ocorrer no início de 2022.

O Ocean, que terá um preço de 38 000 dólares nos Estados Unidos, está equipado com um painel solar no tejadilho que poderá permitir alargar a autonomia até 1500 km/ano e usa uma nova plataforma que Henry Fisker assegura que irá ser aplicada noutros dois futuros modelos.

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Honda quer partilhar o controlo

Ciente de que a ideia de passar o controlo do veículo para um robot não agrada a muita gente, a Honda desenvolveu um concept car com aspeto de juntar os genes do “simpático” elétrico Honda E e de um descapotável, mas que tem no volante inovador um dos seus aspetos mais interessantes.

O Augmented Driving Concept tem a forma de um disco e está montado centralmente no tablier, para que o ocupante do lado esquerdo ou direito lhe possam chegar sem dificuldade.

Para arrancar há que tocar duas vezes no disco, para desacelerar basta puxar um pouco e se a ideia é ganhar velocidade um empurrão é suficiente. Nada de pedais. O sistema de condução autónoma está sempre vigilante e pronto para retomar as rédeas assim que lhe forem devolvidas.

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Hyundai e Uber levantam voo

São vários os fabricantes de automóveis que estão a trabalhar com empresa com know-how na aviação civil para desenvolver os seus primeiros VTOL, sigla que define os veículos capazes de levantar e aterrar verticalmente, para utilização como táxis num futuro não tão distante quanto isso (um estudo da Porsche Consulting aponta para que o setor do transporte aéreo urbano comece a ter alguma atividade a partir de 2025).

A Hyundai estabeleceu uma parceria com a Uber para integrar o seu projeto Air Taxis e fabricar os VTOL que depois serão operados pela startup de serviços de mobilidade — sabe mais sobre esta parceria e o Hyundai S-A1 acedendo ao artigo abaixo.

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Jeep liga-se à corrente

Os modelos Wrangler, Renegade e Compass serão os primeiros na gama da Jeep a dispor de versões híbridas de recarga externa o que irá acontecer no decorrer de 2020 (e sabe-se que a intenção é de que até 2022 todos os Jeep tenham uma versão híbrida de recarga externa).

Estes modelos recebem o logótipo 4XE mas ainda não foram revelados quaisquer pormenores técnicos (autonomia, baterias, motor a gasolina, etc). A sua estreia oficial ocorrerá nos Salões de Genebra (Wrangler) e Nova Iorque (Compass e Renegade).

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Land Rover sempre conectado

O recente Defender será equipado, a partir da próxima primavera, com um arsenal de conectividade especialmente potente, composto por dois modems e dois eSIMs (uma espécie de chip eletrónico de memória).

Um dos modems e dos eSIMS é específico da Jaguar Land Rover e serve para que o veículo receba, pelo ar (OTA ou Over The Air), as atualizações de software que a marca britânica faça (sem necessidade de deslocação ao concessionário), o segundo dar-lhe-á acesso permanente a streaming de música e a aplicações.

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O Avatar da Mercedes

Outra extensão da sala de estar ou do escritório, mas com requintes de malvadez: o Vision AVTR inspirou-se nas criaturas do mundo ficcional do planeta Pandora, onde decorre a ação do filme Avatar de 2009, um dos maiores êxitos de bilheteira da história da 7ª arte.

CES 2020 Mercedes-Benz Vision AVTR © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

O próprio realizador, o canadiano James Cameron, esteve em palco na revelação mundial deste concept futurista no CES 2020, que pretende criar uma nova relação entre ser humano e máquina, quase que fundido os dois.

O veículo não tem portas integrais ou janelas, nem volante ou pedais, sendo controlado por um interface esponjoso, de aspeto e toque orgânico, que permite acelerar, travar e virar, mas que também capta o ritmo cardíaco através da palma da mão do utilizador, o que cria a sensação de que está vivo, além de tornar evidente a fusão entre homem e máquina.

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CES 2020 Mercedes-Benz Vision AVTR © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

O painel de bordo serve de superfície de projeção da estrada ou de jogos/filmes, podendo ser controlado através de movimentos da palma da mão onde são projetadas as várias funções disponíveis.

É um concept que poderá ser realidade a longo prazo, de condução autónoma, interior relaxado e totalmente inofensivo para o ambiente (em termos de matérias-primas e reciclagem), elétrico e que permite uma série de experiências a bordo mais comuns quando nos encontramos numa sala de estar ou a navegar na internet.

O ar de réptil é ainda reforçado por 33 válvulas com ar de “escamas” embutidas nas “costas” do AVTR (que se movem com a aceleração longitudinal e transversal do mesmo) e também pela capacidade de se deslocar em diagonais graças a uma inovadora tecnologia de movimento das rodas.

O menos importante, dada a natureza conceptual do AVTR, é a autonomia da bateria de 110 kWh, que promete cobrir 700 km numa única carga (tal como o EQS, de alguma forma indiciando que se trata do mesmo acumulador de energia da limusina elétrica que chegará ao mercado ainda antes do final de 2021.

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Nissan com 4×4 elétrico

O primeiro crossover elétrico da Nissan tem chegada prevista ao mercado norte-americano no ano que vem.

Baseado no concept Ariya (estreado mundialmente no Salão de Tóquio em outubro passado, na altura sem revelar quaisquer detalhes técnicos), este é servido por um novo sistema 4×4 elétrico (e-4ORCE), graças  à presença de um motor elétrico por eixo — que permite dosear com precisão o binário entregue de forma independente a cada uma das quatro rodas (para a frente e para trás ou em cada lado do mesmo eixo).

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Tudo isto contribui para prestações fora de série como a aceleração de 0 a 100 km/h em 5 segundos deixa perceber. No entanto, para alcançar a prometida autonomia de 500 km será necessário guiar com mais calma…

Sony entra na corrida dos robô-táxis

O Vision-S Concept da Sony foi uma das principais surpresas em forma de automóvel que nos foi reservada pela CES 2020.

Sony Vision-S Concept

Desenvolvido em parceria com a Benteler, Bosch e Continental (para suprir a sua falta de know-how automóvel), este sedã elétrico é um tubo de ensaio sobre rodas para testar tecnologia de condução autónoma, estando dotado de nada menos do que 33 sensores, incluindo de imagem, som, luz e de distância (os potentes Lidar).

Mais do que deixar a promessa de se transformar num fabricante de automóveis, a Sony pretende melhorar as suas tecnologias de sensores e de segurança, tendo aproveitado para equipar o Vision-S Concept com os seus cotados sistemas de entretenimento a bordo que usam tecnologia áudio espacial.

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Sony Vision-S Concept
No total o protótipo da Sony conta com 12 câmaras.

Apesar dos seus 4,9 m de comprimento e um peso de 2350 kg, os seus dois motores de 272 cv conseguem projetá-lo até aos 240 km/h, sendo o sprint inicial até aos 100 km/h concluído nuns breves 4,8s.

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Toyota cria cidade-proveta

Dentro de um ano arranca a construção de uma cidade-piloto, com 71 ha (a área de 100 campos de futebol), que servirá como uma espécie de laboratório de estudo de uma futura cidade baseada em hidrogénio e eletricidade.

CES Toyota

A Toyota não usará cobaias, mas sim seres humanos: cerca de 2000 (funcionários da empresa, casais reformados, comerciantes e cientistas) que, a partir de 2025, poderão vir a mudar-se para a Woven City que começa a ganhar forma aos pés do Monte Fuji, no Japão, já no início de 2021.

Akio Toyoda, presidente do grupo japonês, defende o projeto com enorme entusiasmo e explica como tudo aconteceu: “íamos fechar uma fábrica perto do Monte Fuji e pensámos que seria muito interessante usar aquele espaço para testar as melhores soluções sustentáveis — de mobilidade e habitação — num mesmo local, como um verdadeiro ecossistema”.

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CES Toyota © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Os edifícios, projetados por Bjarke Ingels, um dos mais proeminentes arquitetos em todo o mundo, serão feitos com madeira obtida sem emissões de carbono e os seus telhados cobertos por painéis solares para complementar a energia gerada por pilhas de combustível de hidrogénio.

CES Toyota © Joaquim Oliveira / Razão Automóvel

Nas casas haverá robôs para prestar assistência aos habitantes e no exterior três tipos de vias: uma para veículos rápidos (unicamente autónomos e elétricos, alguns dos quais a conhecida e-Palette da Toyota que pode ser usada para transporte de pessoas ou bens), outra apenas para peões e outra mista reservada a meios de mobilidade mais lentos e peões.

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