Desde 36 437 euros

Testámos o Volkswagen Golf 1.5 eTSI. Tem o que é preciso para continuar a liderar?

Já na sua oitava geração, o Volkswagen Golf continua a ser uma das referências do segmento. Mas será que ainda tem capacidade para o liderar?

Presente no mercado há 46 anos, o Volkswagen Golf é uma autêntica referência do mundo automóvel, estabelecendo-se como a bitola de como deve ser um hatchback do segmento C.

Atualmente na sua oitava geração, o Golf tem feito da sobriedade uma das suas armas e do peso do seu nome outra, mas será que ainda tem capacidade para liderar um segmento tão competitivo?

Para descobrir pusemos à prova o novo Volkswagen Golf equipado com o motor 1.5 eTSI, a sua variante mild-hybrid, exclusivamente acompanhada pela caixa DSG (dupla embraiagem) de sete velocidades.

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Volkswagen Golf eTSI
Geração após geração, o Golf mantém um típico “ar de família”. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Em equipa que ganha mexe-se… pouco

Começando pela estética, devo admitir que a sobriedade e conservadorismo que caracteriza a estética desta nova geração do Golf me agrada.

Em primeiro lugar e como não podia deixar de ser, é mais do que notória uma evolução na continuidade, com o estilo da oitava geração do Volkswagen Golf a não tornar obsoleto o das geração que o antecederam.

E, apesar de muitas vezes esta falta de arrojo estético entre gerações poder ser criticada, a verdade é que acaba por ajudar à manutenção de um bom valor de retoma, uma qualidade muitas vezes elogiada ao modelo alemão.

Por fim, na minha opinião, o estilo sóbrio do Golf acaba por ser uma prova da confiança da Volkswagen no seu produto. Afinal de contas, se a fórmula tem funcionado até hoje e tem sido uma das razões do seu sucesso, para quê revolucionar?

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No interior do Volkswagen Golf

Se no exterior do Golf a Volkswagen foi conservadora, no interior, por outro lado, nem parece que estamos a falar do mesmo modelo.

Volkswagen Golf eTSI
Conservador por fora, no interior o Golf presenteia-nos com um ambiente bastante moderno. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

A forte aposta na digitalização, onde não existem praticamente botões, demarca o interior do Volkswagen Golf de modelos como o Renault Mégane ou o Mazda3.  Apesar de nenhum deles ter um interior de aspeto antiquado, o interior do Golf aproxima-se da abordagem mais radical do Classe A da Mercedes, abraçando a revolução digital como poucos no segmento.

O desenho do interior é moderno e minimalista, mas também não deixa de ser um local agradável de se estar e até… acolhedor. O sistema de infotainment é rápido e, apesar de novo, continua a ser fácil de usar; assim como os comandos táteis, ou melhor, as superfícies táteis que controlam, por exemplo, a climatização.

E se já por várias vezes critiquei a ausência de comandos físicos, no caso do Golf tenho de admitir que esta solução tátil até funciona, muito graças à boa calibração dos seus comandos.

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No que à qualidade diz respeito, é business as usual para o compacto alemão. Tanto a montagem como os materiais estão num bom plano, colocando o Golf como uma das referências do segmento neste capítulo.

Já ao nível da habitabilidade, a plataforma MQB revela as suas já muito elogiadas qualidades, assegurando que quatro adultos e respetiva bagagem viajam com conforto a bordo do Golf.

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Ao volante do Volkswagen Golf

Uma vez sentados aos comandos do novo Volkswagen Golf, a sua bem conseguida ergonomia e as amplas regulações do banco e do volante depressa nos ajudam a encontrar uma posição de condução confortável.

Volkswagen Golf eTSI
O volante tem uma boa pega e os comandos permitem navegar com facilidade pelo sistema de infotainment e pelos vários menus do painel de instrumentos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Já em movimento, o 1.5 eTSI revela-se solícito, entregando de forma suave os seus 150 cv e não se fazendo ouvir em excesso — aliás, em termos de refinamento o Golf é um exemplo no segmento.

Bem auxiliado pela caixa DSG de sete velocidades, este tetracilíndrico apresenta um elevado nível de suavidade e refinamento, sendo também contido no apetite.

Volkswagen Golf eTSI
O 1.5 eTSI surpreende pela economia e suavidade de funcionamento. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Os baixos consumos são potenciados não só pelo sistema mild-hybrid de 48 V (podemos até andar “à vela”), como o 1.5 eTSI é capaz de desativar dois cilindros. Consegui médias na casa dos 5 a 5,5 l/100 km em estrada aberta e auto-estrada e perto dos 7 l/100 km em circuito urbano, não ficando longe de algumas propostas Diesel.

Por fim, dinamicamente, o Golf faz jus à sua sobriedade. Bem comportado, seguro e estável, o compacto alemão faz tudo bem, mas sem nunca verdadeiramente entusiasmar, revelando a sua apetência por longos percursos em autoestrada onde o seu conforto e estabilidade impressionam.

A direção é precisa e direta e o chassis bem calibrado, mas neste capítulo o Volkswagen Golf não oferece o divertimento nem o envolvimento dinâmico de propostas como o Ford Focus ou o Honda Civic.

Volkswagen Golf eTSI © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Bem equipado, mas com falhas

Por fim, não podia antes de te dar um veredicto acerca do novo Volkswagen Golf deixar de mencionar a oferta de equipamento da versão ensaiada.

Volkswagen Golf eTSI
O Virtual Cockpit é completo e fácil de ler. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Assim, por um lado temos equipamentos como o cruise control adaptativo (capaz até de ler os sinais e reduzir automaticamente a velocidade), ar condicionado automático, bancos elétricos e tomadas USB C atrás e à frente.

Por outro, torna-se difícil de perceber o porquê de não termos câmara de estacionamento traseiro ou espelhos rebatíveis eletricamente.

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É o carro certo para mim?

Depois de alguns dias ao volante do Volkswagen Golf 1.5 eTSI não tenho dificuldades em compreender o porquê de o compacto alemão continuar a ser uma referência no segmento.

Bem construído, robusto, sóbrio e quase à “prova de tempo”, o Golf é quase uma “Bíblia” (ou um dicionário para os não religiosos) de como fazer um bom segmento C.

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Volkswagen Golf eTSI © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Nesta oitava geração, o Volkswagen Golf faz-me lembrar as equipas do Manchester United treinadas pelo Sir Alex Ferguson durante 27 anos.

É verdade que já se sabia um pouco como jogavam, mas não deixa de ser verdade que o faziam de tal forma bem que, de uma maneira ou outra, continuavam a ganhar.

Assim, se procuras um compacto de segmento C bem construído, sóbrio, económico, despachado e que quando o decidires vender ainda te dê um bom retorno, o Volkswagen Golf é hoje (como sempre) uma das principais opções a ter em conta.

Preço

unidade ensaiada

41.848

Versão base: €36.437

IUC: €137

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1498 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta + turbo + intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas/cilindro
    • Potência: 150 cv entre as 5000 e as 6000 rpm
    • Binário: 250 Nm entre as 1500 e as 3500 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Automática de dupla embraiagem com sete velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4284 mm / 1789 mm / 1456 mm
    • Distância entre os eixos: 2636 mm
    • Bagageira: 380 litros
    • Jantes / Pneus: 225/45 R17
    • Peso: 1380 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,9 l/100 km
    • Emissões de CO2: 134 g/km
    • Vel. máxima: 224 km/h
    • Aceleração: 8,5s
  • Equipamento
    • Banco do condutor "ergoActive" com regulação de 14 vias e função de massagem
    • Faróis dianteiros em LED Performance
    • Ar condicionado (3 zonas) com controlo na segunda fila de bancos
    • Sistema de navegação "Discover Pro"
    • Jantes em liga leve "Belmont" de 17''
    • App-Connect Wireless
    • Bloqueio eletrónico do diferencial XDS
    • Car-Net com serviço "Guide & Inform" e "Security & Service"
    • Cruise Control Adaptativo ACC, com "Front Assist"
    • Faróis traseiros em LED
    • Entradas USB C
    • Reconhecimento de sinais de trânsito
Extras
Market Introduction Pack Life (5410,57 €).
Avaliação
8 / 10
A um visual tradicionalmente sóbrio, nesta geração o Golf associa um dos interiores mais modernos, ou se quiserem, digitais do segmento. Se tudo isto chega para continuar a liderar o segmento? Bem, a boa qualidade de montagem continua presente, o motor é eficiente e solícito e o espaço disponível, apesar de não ser referencial, é mais do que suficiente. A forte aposta tecnológica nesta oitava geração permite que o Golf se mantenha como a referência a abater no segmento C — ao fim de 46 anos e oito gerações ainda o é. Argumentos não parecem faltar para também manter a liderança na tabela de vendas, apesar das ameaças crescentes, até internas, como o novo ID.3.
  • Conforto
  • Tecnologia a bordo
  • Robustez
  • Consumos
  • Estética conservadora não agrada a todos
  • Ausência de alguns equipamentos
Sabes responder a esta?
Em que ano surgiu o Volkswagen Golf R32?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Lembras-te deste? Volkswagen Golf R32
Em cheio!!
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