Motores

Os quatro cilindros mais potentes à venda no mercado (2019)

"There's no replacement for displacement", será? Esta lista com os quatro cilindros mais potentes prova que estão aí para as curvas. E para as retas também…

Estes são os quatro cilindros mais potentes da atualidade. São o culminar do downsizing que tem sido a norma na última década, ao terem elevado a sua performance a um nível que no passado só era possível de encontrar em motores de seis cilindros, ou nalguns casos, até V8.

A evolução dos periféricos, como os turbocompressores e sistemas de injeção, sem contar com a cada vez mais sofisticada gestão eletrónica, permite a esta arquitetura ser a escolha por defeito não só para as versões mais aguerridas de utilitários e familiares, como são cada vez mais a opção para verdadeiros desportivos.

Basta ver os “mínimos olímpicos” para entrar neste clube: 300 cv! Um número impressionante…

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Fiquem a conhecer os quatro cilindros mais potentes da atualidade e em que máquinas os podem adquirir.

M 139 — Mercedes-AMG

Mercedes-AMG M 139
M 139

Detém o título de quatro cilindros mais potente da atualidade — já o seu antecessor o era. O M 139 dos senhores de Affalterbach criaram um verdadeiro monstro em tamanho compacto. Os 2,0 l de capacidade e o único turbo que o equipa permite extrair 387 cv de potência na sua configuração “standard” — já de sim um valor acima dos 381 cv do antecessor. Mas não se ficaram por aqui.

A variante que detém todos os recordes, podem-na encontrar nas variantes S dos novos A 45 e CLA 45, aos quais brevemente se juntarão mais modelos. São 421 cv e 500 Nm de binário máximo, mais de 210 cv/l.

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MA2.22 — Porsche

MA2.22 Porsche
MA2.22

Porsche é sinónimo de flat six (seis cilindros boxer), mas nem ela conseguiu escapar ao fenómeno do downsizing. Na mais recente atualização do Boxster e Cayman, onde adotaram a denominação 718, uma referência à história da marca na competição, trocaram os seis cilindros por duas novas unidades de quatro cilindros, mantendo a arquitetura boxer.

Disponíveis com 2,0 (MA2.20, com 300 cv) e 2,5 l de capacidade, na sua variante mais possante, o flat four debita 365 cv e 420 Nm, equipando as variantes GTS de ambos os modelos. Entre o seu arsenal, encontramos um turbo de geometria variável, um componente incomum nos motores a gasolina.

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EJ25 — Subaru

EJ25 Subaru
EJ25

Infelizmente a Subaru já não se vende em Portugal, mas lá fora, a marca japonesa, ou melhor, a sua divisão STI, continua a sua missão de extrair toda a performance que conseguir dos Subaru que conhecemos.

Desta vez o destaque coube ao quatro cilindros boxer EJ25, com 2,5 l de capacidade, que viu a sua potência saltar 45 cv, atingindo os 345 cv e 447 Nm de binário! Infelizmente, só estará disponível no muito especial e limitado STI S209, sendo o primeiro desta saga a estar disponível fora do Japão, com 200 unidades a caminho dos Estados Unidos da América.

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B4204T27 — Volvo

B4204 Volvo
B4204T27

Este é um bloco que tem de cobrir todas as bases. O quatro cilindros de 2,0 l de capacidade é o maior motor da Volvo atualmente, e a marca não pretende ter nada maior. Tem de competir não só com outros quatro cilindros, como também com os motores de seis cilindros da concorrência.

Para tal, a Volvo muniu o seu bloco não só com um turbo, mas também com um compressor. Na sua variante mais potente, a T27, debita 320 cv e 400 Nm, surgindo em todos os modelos das gamas 60 e 90 do construtor sueco.

Os 320 cv são um valor de respeito — equipando carros que de desportivo têm muito pouco —, mas não é o valor mais elevado extraído deste bloco: a variante T43 chegou aos 367 cv e serviu o último S60 Polestar, que terminou a sua produção o ano passado.

Mais cavalos? Só com recurso à hibridização…

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K20C1 — Honda

K21C Honda
K20C1

Nem a rainha dos motores atmosféricos, conseguiu evitar a sobrealimentação para continuar a ser relevante. O K20C1 estreou-se com o anterior Civic Type R, mas com a nova geração do modelo japonês, a sua mais recente iteração ganhou 10 cv, atingindo os 320 cv e 400 Nm.

O coração adequado a um dos melhores chassis FWD no universo dos hot hatch — no entanto, continua a faltar-lhe voz…

B48 — BMW

B48 BMW
B48A20T1

É o mais potente dos motores da família B48 da BMW, ou seja,  o quatro cilindros em linha a gasolina com 2.0 l de capacidade que equipa tantos modelos do grupo alemão. Atinge os 306 cv e os 450 Nm de binário e já o vimos surgir no X2 M35i e nos Mini Clubman e Countryman JCW.  Também o veremos no novo BMW M135i e ainda no Mini John  Cooper Works GP.

Estamos todos à espera da resposta da BMW, ou melhor, da M, ao M 139 da AMG. Será que tal irá acontecer?

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M 260 — Mercedes-AMG

M 260 AMG
M 260

Outro AMG? O motor que equipa o A 35, CLA 35 e brevemente mais modelos, é totalmente distinto do M 139, o monstro que encabeça esta lista, apesar de serem ambos unidades de quatro cilindros em linha com 2.0 l e turbocompressor.

Pode ser o degrau de acesso ao universo AMG, mas mesmo assim são 306 cv e 400 Nm, o suficiente para estar integrado nesta lista.

EA888 — Volkswagen

EA888 Grupo Volkswagen
EA888

Tal como o bloco da Volvo, também o EA888 do Grupo Volkswagen é “pau para toda a obra”, abrangendo inúmeras versões e, claro, níveis de potência. A sua variante mais potente atualmente, pós-WLTP, reside no Audi TTS, onde o quatro cilindros de 2.0 l turbo debita 306 cv e 400 Nm.

Mas com 300 cv encontramos uma série de propostas do grupo alemão, desde o Golf R, ao SQ2, passando pelo T-Roc R ou o Leon Cupra.

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M5Pt — Renault

M5Pt, renault
M5Pt

A fechar esta lista, com 300 cv e 400 Nm, encontramos o M5Pt, o motor que equipa o Renault Mégane R.S. Trophy e Trophy-R. De todos os motores que já mencionámos, este é o mais pequeno em capacidade, com este quatro cilindros a ter apenas 1,8 l, mas não menos pulmão.

Um pouco como o EA888 do grupo Volkswagen e o B4204 da Volvo, este motor tenta cobrir todas as bases, e podemo-lo encontrar com vários níveis de potência e a equipar os mais variados automóveis, desde a Espace ao Alpine A110.

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