Aniversário

Subaru. STI comemora 30 anos de sucessos e máquinas de sonho

Apesar da marca andar desaparecida em Portugal, nós, pelo menos, não a esquecemos. Este ano, a sua divisão de competição, a famosa STI, está a cumprir 30 primaveras!

Marca nipónica que construiu grande parte do seu sucesso e notoriedade a partir da competição, e, principalmente, fruto dos três cetros consecutivos de campeã conquistados no Mundial de Ralis, a Subaru preenche, ainda hoje, os sonhos de muitos entusiastas dos automóveis. Em particular, devido àquele que é, ainda hoje, o seu modelo-fetiche, o Subaru Impreza, e à sua versão mais radical, STI.

Na base da imagem construída por este modelo, está igualmente uma divisão da Subaru em particular: a Subaru Tecnica International (STI). Departamento de performance e competição criado a 2 de abril de 1988, que, além de responsável pelo envolvimento do construtor na competição automóvel, ajudou a criar alguns dos mais incríveis desportivos habilitados para utilização diária.

O percursor Legacy RS

Mas não foi com um Impreza que a STI começou a caminhada rumo ao sucesso; foi, sim, com um Legacy RS. Modelo cuja versão 2.0 Turbo de 240 cv conseguiria, logo em 1989, bater o Recorde de Velocidade em Resistência, ao cumprir 99 779,3 quilómetros em 20 dias, a uma velocidade média de 222 km/h!

Subaru Legacy RS STI 1989 WR
Legacy em modo recorde

Passados três anos sobre este feito e a participação no Mundial de Ralis, e já com a STI a trabalhar em estreita colaboração com o preparador britânico Prodrive, a Subaru daria, então sim, a conhecer o modelo Impreza. Cuja versão WRX, sinónimo de World Rally eXperimental, estrear-se-ia, no ano seguinte, no Mundial de Ralis. Alcançando, logo nesse ano e já com o escocês Colin McRae ao volante, a sua primeira vitória — mais precisamente, no Rali dos 1000 Lagos.

Já em 1994 e com o WRX substituído por uma nova evolução do Impreza, denominada precisamente STI e equipada com um 2.0 Turbo de 250 cv, transmissão de relações mais curtas e suspensão melhorada, a Subaru terminaria o Mundial de Ralis no segundo lugar. Para, a partir de 1995, somar então os três campeonatos do mundo de construtores e pilotos seguidos, que acabariam por consagrar não só a divisão de competição e performance do construtor nipónico, como o próprio o modelo.

Subaru Impreza STI WRC 1993

A partir de 2008, o construtor de Shibuya decidiu dedicar-se à resistência, inscrevendo um WRX STI nas 24 Horas de Nürburgring, prova em que já venceu por quatro vezes na sua classe. Nesse lendário circuito alemão, o piloto finlandês Tomi Makinnen conseguiu estabelecer, em 2010, um novo recorde de volta mais rápida ao circuito alemão para sedans (berlina de quatro portas) de produção, com um Impreza WRX STI Spec C.

Das corridas na competição para as corridas do dia-a-dia

Mas se a competição faz parte da génese da Subaru Tecnica International, a transformação de modelos do dia-a-dia, em verdadeiros desportivos, não fica atrás. Tendo mesmo começado logo em 1992, com o lançamento comercial, embora apenas no Japão, do Legacy STI.

Dois anos mais tarde, seria a vez da chegada do WRX Type RA STI, equipado com um avançado diferencial central. A que se seguiria, em 1998, o Impreza 22B STI, edição limitada concebida para assinalar a conquista do tricampeonato no Mundial de Ralis e o 40º aniversário da Subaru e ainda hoje um dos Impreza mais desejados.

Subaru Impreza WRX 22b STI 1998
Carroçaria coupé e alargada em 80 mm. Motor com capacidade incrementada para os 2.2 litros, anunciando 280 cv, para movimentar uns ligeiros 1270 kg. Capot, guarda-lamas, para-choques únicos e asa traseira ajustável. Suspensão Bilstein, travões majorados e rodas de 17″ ao invés das de 16″ dos outros WRX.

O Subaru Impreza WRX STI sofreu ao longo dos anos, sucessivas atualizações e evoluções por parte da STI, juntamente com as novas gerações do Impreza.

A começar no quatro cilindros Boxer, cuja cilindrada subiu, na maior parte dos mercados, dos 2.0 para os 2.5 litros, o mesmo acontecendo com as potências, que começaram nos 250 cv, para ultrapassar, nalguns modelos mais recentes, os 300 cv.

Hoje em dia, o WRX STI já não faz parte da gama Impreza, sendo considerado um modelo à parte. Com a evolução dos hot hatch, que agora habitam no mesmo espaço onde antes existiam apenas estes “especiais de rali”, a concorrência passou a ser muito mais feroz — e até mais rápida e eficaz — pelo que os mais recentes WRX STI têm tido alguma dificuldade em imporem-se.

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Mas a STI promete voltar, caso as promessas deixadas por concepts como o VIZIV Performance STI se materializem.

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