Desde 40 747 euros

Testámos o Citroën C5 Aircross. SUV com perfil de MPV

O Citroën C5 Aircross representa a aposta da Citroën no segmento dos SUV. Apesar de ter chegado "atrasado", será que tem argumentos? Fomos descobrir.

Lançado na China em 2017, só no ano passado o Citroën C5 Aircross chegou à Europa — algo tardiamente, num segmento em ebulição — vindo ocupar o lugar deixado vago na gama pelos C-Crosser e C4 AirCross.

Desenvolvido com base na plataforma EMP2, a mesma dos “primos” Peugeot 3008 ou Opel Grandland X, o Citroën C5 Aircross apresenta-se com um estilo muito próprio e tipicamente Citroën.

Assim sendo, apresenta-se com os famosos “Airbumps”, com faróis bipartidos e trocou as arestas e vincos que caracterizam o design dos seus “primos” e de muitos concorrentes, por superfícies mais suaves e arredondadas.

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Citroën C5 Aircross © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O resultado final é um modelo com um visual robusto e aventureiro mas, ao mesmo tempo, simpático e sem ser agressivo, como parece ser a norma. Pessoalmente, devo admitir que a receita aplicada pela Citroën me agrada, sendo sempre positivo ver uma marca optar por um “caminho diferente”.

No interior do Citroën C5 Aircross

Agradável e acolhedor, o interior do C5 Aircross conta com um estilo arejado, destacando-se a progressiva redução do número de comandos físicos no habitáculo.

Citroën C5 Aircross © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Como temos observado noutros modelos do Grupo PSA, também no C5 Aircross os comandos de climatização passaram a estar integrados no sistema de infotainment, acessível através do ecrã tátil de 8″.

Se em termos de utilização, sobretudo quando em movimento, não é a melhor solução, por outro lado, a Citroën disponibiliza — e bem — teclas de atalho abaixo do ecrã que permitem aceder rapidamente às principais funções do sistema de infotainment, como a climatização, evitando “navegar” pelos menus do sistema à procura da função apropriada.

O interior revela uma montagem robusta e, apesar de os materiais oscilarem ao nível da sua agradabilidade visual e tátil, o resultado geral é positivo, principalmente quando se escolhe o ambiente interior Metropolitan Grey da unidade que ensaiámos.

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© Thom V. Esveld / Razão Automóvel

SUV ou MPV? Os dois, de acordo com o C5 Aircross

Por fim, chega a altura de te falar de duas das maiores apostas do Citroën C5 Aircross: o espaço e a flexibilidade. Começando pelo fim, a flexibilidade e modularidade do C5 Aircross é um dos seus mais fortes argumentos.

Aliás, os esforços da marca francesa nesse sentido acabaram por dar a este SUV um conjunto de características que mais depressa associamos aos MPV — um tipo de veículos que parece caminhar para a extinção certa, devido ao sucesso dominador de veículos como o… C5 Aircross.

Repare-se na segunda fila de bancos do C5 Aircross: conta com três bancos individuais, todos eles de dimensões idênticas, todos eles deslizantes (longitudinalmente em 15 cm), e todos eles com costas reclináveis e rebatíveis — claramente concebido com as famílias em mente —, características que costumam ser aclamadas nos melhores MPV.

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Citroën C5 Aircross
Os três bancos traseiros são todos iguais. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

É verdade que a fita métrica diz que há propostas com melhores cotas de habitabilidade traseira no segmento. No entanto, a bordo do C5 Aircross, a sensação que temos é de que há espaço para dar e vender, sendo possível transportar cinco adultos sem que ninguém se queixe.

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A juntar a tudo isto, o SUV da Citroën conta ainda com a maior bagageira do segmento (nos SUV de cinco lugares), com esta a oferecer entre 580 e 720 litros — graças aos bancos deslizantes — e diversos espaços de arrumação.

Citroën C5 Aircross
A capacidade da bagageira varia entre os 580 e os 720 litros consoante a posição dos bancos traseiros. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

 

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Ao volante do Citroën C5 Aircross

Uma vez sentados ao volante do Citroën C5 Aircross os confortáveis bancos “Advanced Confort” e a grande superfície vidrada mostram-se bons aliados na hora de encontrar uma boa posição de condução.

Já quando colocamos o 1.5 BlueHDi a trabalhar este revela-se voluntarioso e refinado (para um Diesel). Bem auxiliado pela caixa automática de oito velocidades EAT8, o tetracilíndrico de 130 cv permite imprimir ritmos relativamente animados sem fazer disparar os consumos.

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Citroën C5 Aircross
O sistema Grip Control permite ao C5 Aircross ir um pouco mais longe fora de estrada, mas não substitui um bom sistema de tração integral. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Aliás, por falar em consumos, estes revelaram-se uma das melhores qualidades do C5 Aircross, andando entre os 5,5 e os 6,3 l/100 km sem grandes esforços.

Por fim, no que ao comportamento dinâmico diz respeito, o Citroën C5 Aircross pauta-se pela previsibilidade e segurança, apresentando-se mais filtrado do que modelos como o SEAT Ateca, Hyundai Tucson ou mesmo o Skoda Karoq Sportline.

Citroën C5 Aircross © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Em vez disso, a aposta do C5 Aircross é claramente o conforto, área onde este se revela referencial. Capaz de absorver com facilidade a maioria das imperfeições das nossas estradas (e não são poucas, infelizmente), o carácter estradista do SUV da Citroën revela uma preferência por ritmos mais calmos do que apressados.

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É o carro certo para mim?

Depois de ter passado cerca de uma semana ao volante do Citroën C5 Aircross, devo admitir que gosto da forma diferenciada como a Citroën decidiu “atacar” o segmento dos SUV.

Citroën C5 Aircross
Os pneus de perfil mais alto garantem um bom nível de conforto. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Espaçoso, (muito) versátil, confortável e económico, o C5 Aircross é um dos SUV que mais claramente está orientado para as famílias do segmento, cumprindo de forma bastante competente os “deveres” que se esperam de um modelo familiar — de todos os SUV é aquele que mais genes MPV parece ter.

De parte, a Citroën deixou veleidades dinâmicas ou desportivas e criou um SUV que, na minha opinião, se perfila como uma das melhores opções a ter em conta no segmento, principalmente para quem tem filhos.

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Posto isto, se estás à procura do carro de família ideal, o Citroën C5 Aircross tem de ser uma das principais opções a ter em conta.

Preço

unidade ensaiada

40.867

Versão base: €40.747

IUC: €182

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1499 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta Common Rail + Turbo de geometria variável + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas por cilindro
    • Potência: 131 cv às 3750 rpm
    • Binário: 300 Nm às 1750 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Automática de oito velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4500 mm / 1840 mm / 1654 mm
    • Distância entre os eixos: 2730 mm
    • Bagageira: 580 a 720 litros
    • Peso: 1505 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,0 a 5,9 l/100 km
    • Emissões de CO2: 145 g/km
    • Vel. máxima: 189 km/h
    • Aceleração: 10,6s
  • Equipamento
    • Portão traseiro mãos livres
    • Pedais e Apoio do pé em alumínio
    • Acesso e arranque mãos livres (disponível nas portas dianteiras, portão traseiro e tampa de acesso ao combustível)
    • Faróis Full LED
    • Vidros laterais temperados e escurecidos
    • Grip Control com cinco modos de aderência
    • Banco do condutor com regulação eléctrica
    • Pack Drive ASSIST (EAT8): Pack Safety Plus + Regulador de velocidade adaptativo com funções Stop&Go + HighwayDriver Assist + Alerta atenção condutor + Extended Traffic Sign
    • Recognition + Comutação automática dos faróis
    • Carregamento por indução de smartphone
Extras
Roda sobressalente temporária — 120 €.
Avaliação
7 / 10
Confortável, bem equipado, económico, espaçoso e seguro, o Citroën C5 Aircross é outra forma de fazer um SUV — diria até que mais parece um MPV disfarçado de SUV. Focado nos seus deveres familiares, sem fazer concessões a supostas pretensões dinâmicas, o modelo gaulês acaba por ser um dos meu SUV preferidos no segmento, ajustando-se bastante bem àquilo que se espera de um modelo dito familiar. Boa acessibilidade, visibilidade, confortável e económico revela-se o companheiro ideal não só para o dia-a-dia, como também para as longas viagens em família.
  • Conforto
  • Flexibilidade/Modularidade da fila de bancos traseira
  • Consumos
  • Qualidade da câmara traseira
  • Agradabilidade de alguns materiais
Sabes responder a esta?
Qual era a cilindrada do Citroën BX 4TC?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Citroën BX 4TC: o carro de ralis que a Citroën quis esquecer

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