Ensaio Hyundai Kauai Hybrid foi renovado e tem mais rivais. Ainda é opção a ter em conta?

Desde 29 575 euros

Hyundai Kauai Hybrid foi renovado e tem mais rivais. Ainda é opção a ter em conta?

O Hyundai Kauai Hybrid foi visualmente renovado e tecnologicamente reforçado. O suficiente para manter-se competitivo frente aos rivais que se multiplicaram?

Hyundai Kauai Hybrid
© Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Depois de há quase dois anos ter tido oportunidade de testar o Hyundai Kauai Hybrid, “quis o destino” que me voltasse a encontrar com ele após o modelo sul-coreano ter sido alvo do tradicional restyling de meia idade.

Face ao carro que conduzi em finais de 2019 mudou mais do que, à partida, seria de esperar. Na dianteira a nova frente veio “refrescar” o visual do Kauai e, na minha opinião, ofereceu-lhe um estilo mais conseguido, assertivo e até desportivo, algo bem vindo num SUV/Crossover muitas vezes elogiado pelo comportamento dinâmico.

Na traseira as mudanças foram mais discretas, mas nem por isso menos conseguidas, com as óticas mais estilizadas e o para-choques redesenhado a conferirem uma bem vinda renovação ao estilo do modelo sul-coreano.

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Hyundai Kauai Hybrid
© Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Face a tudo isto, e visto apenas por fora, o Kauai Hybrid foi reforçar-se precisamente onde fazia mais sentido. Perante uma concorrência que não dá tréguas, como os Renault Captur ou Ford Puma, o visual “refrescado” da proposta sul-coreana deu-lhe, novamente, a capacidade de se destacar na multidão.

Interior mais tecnológico, mas praticamente igual

Se no exterior as diferenças são evidentes, no interior estas são (muito) mais discretas. É verdade que temos um novo painel de instrumentos digital de 10,25” (completo e com uma fácil e intuitiva leitura) e, no caso da unidade ensaiada, um ecrã de 8” com um novo sistema de infoentretenimento também fácil e simples de usar (o ecrã pode medir, em opção, 10,25”).

Tudo o resto manteve-se igual. Isto significa que continuamos a ter uma ergonomia à prova de críticas, uma montagem que revela ser robusta e uma profusão de materiais mais rijos que macios ao toque, ficando um pouco atrás em agradabilidade dos oferecidos por modelos como o Captur ou o Puma (mas em linha com o que oferece, por exemplo, o Volkswagen T-Cross).

Quanto a tudo o resto, mantém-se tudo o que disse há quase dois anos: o espaço é suficiente para transportar confortavelmente quatro adultos e a bagageira com 374 litros, apesar de permitir fazer face à maioria das necessidades de uma jovem família, está um pouco abaixo da média do segmento.

Eficiência e dinâmica: uma equação vencedora

Ao contrário do interior e do exterior, se houve área que se manteve intocada nesta renovação foi precisamente a mecânica. Desta forma continuamos a contar com um sistema híbrido composto pelo motor a gasolina 1.6 GDI de 105 cv e 147 Nm e um motor elétrico de 43,5 cv (32 kW) e 170 Nm que, juntos, oferecem uma potência combinada de 141 cv e 265 Nm.

Tal como na primeira vez que contactei com esta mecânica, o seu principal atributo é a forma suave e quase impercetível como o sistema híbrido alterna entre o motor de combustão e o motor elétrico. Também merecedora de destaque é a caixa de velocidades automática de seis relações que evita o habitual “desconforto auditivo” provocado pelas caixas CVT.

Tudo isto leva a que o Hyundai Kauai Hybrid se apresente como uma das propostas mais económicas da completa gama do SUV/Crossover sul-coreano. Ao longo do teste as médias andaram pela casa dos 4,6 l/100 km, descendo para uns impressionantes 3,9 l/100 km no modo “Eco” e com uma condução regrada.

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Já no modo “Sport”, o Kauai Hybrid “acorda” e torna-se mais célere e acaba por ter argumentos mecânicos para explorar as capacidades dinâmicas de um chassis já muito elogiado e que, segundo a Hyundai, foi alvo de melhoramentos neste restyling (as molas, amortecedores e barras estabilizadoras foram revistas).

Hyundai Kauai híbrido
A traseira foi menos alterada mas mantém-se atual. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

As diferenças face ao passado são difíceis de detetar, contudo isso é algo positivo. Afinal de contas continuamos a ter um modelo que conta com um comportamento que, mais do que eficaz, consegue até ser divertido, tendo uma direção rápida, direta e precisa e uma suspensão capaz de controlar bem os movimentos da carroçaria.

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Os anos passam, as renovações chegam e o Hyundai Kauai Hybrid vê os seus argumentos reforçarem-se. Sem querer ser o mais familiar dos SUV/Crossover, o Kauai Hybrid parece ter outro objetivo: cativar os clientes que, não querendo abdicar de bons consumos, também não dispensam uma proposta mais cativante que a média em matéria de condução e comportamento.

Hyundai Kauai híbrido
O novo sistema de infoentretenimento é completo, rápido e fácil de usar. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Sendo um híbrido convencional, o Kauai Hybrid não necessita de ser ligado “à ficha”. Para quem faz muitos quilómetros em contexto urbano, e a opção elétrica ou híbrida plug-in seja ainda sinónimo de constrangimentos na altura de carregar a bateria, a proposta da Hyundai pode ser a solução certa para conseguir consumos reduzidos.

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Para mais, consegue também uma performance convincente fora da malha urbana, conseguindo, por exemplo, consumos ao nível de um Diesel em estrada aberta.

Se a isto juntarmos uma boa relação preço/equipamento e a (longa) garantia da Hyundai, o Kauai Hybrid continua a ter “energia” para se bater com os novatos.

Hyundai Kauai Hybrid foi renovado e tem mais rivais. Ainda é opção a ter em conta?

Hyundai Kauai HEV 1.6 GDi Premium MY21

7/10

Nota 7,5. A renovação trouxe ao Hyundai Kauai Hybrid um visual renovado e um bem-vindo reforço tecnológico. Junto com um comportamento dinâmico que continua a ser uma das referências do segmento e um sistema híbrido que além de suave no seu funcionamento permite alcançar consumos notáveis, a proposta sul-coreana continua a ter argumentos para se bater num segmento onde as propostas se têm multiplicado, ainda que, as suas cotas de habitabilidade começam a ficar um pouco para trás.

Prós

  • Consumos
  • Funcionamento do sistema híbrido
  • Comportamento
  • Preço

Contras

  • Bagageira com poucas opções de modularidade
  • Materiais interiores podiam ser mais agradáveis ao toque

Versão base:€29.575

IUC: €137

Classificação Euro NCAP: 5/5

€29.965

Preço unidade ensaiada

  • Arquitectura:4 cil. em linha
  • Capacidade: 1580 cm3 cm³
  • Posição:Dianteira transversal
  • Carregamento: Injeção direta
  • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas por cilindro
  • Potência:
    Combinada: 141 cv (motor de combustão — 105 cv
    motor elétrico — 44 cv)
  • Binário:
    Combinado 265 Nm (binário máximo motor de combustão — 147 Nm às 5700 rpm
    binário máximo motor elétrico — 170 Nm às 1798 rpm)

  • Tracção: Dianteira
  • Caixa de velocidades:  Caixa automática de dupla embraiagem de seis velocidades

  • Comprimento: 4205 mm
  • Largura: 1800 mm
  • Altura: 1565 mm
  • Distância entre os eixos: 2600 mm
  • Bagageira: 374 litros
  • Peso: 1451 kg

  • Média de consumo: 5,1 l/100 km
  • Emissões CO2: 115 g/km
  • Velocidade máxima: 161 km/h
  • Aceleração máxima: >11,3 s

    Tem:

    • Integração de smartphone Apple Carplay e Android Auto sem fios
    • Jantes de 18'' em liga leve
    • Chave Inteligente com botão de ignição
    • Ecrã "Supervision Cluster" de 10,25'' policromático
    • Espelhos exteriores com recolha elétrica
    • Luzes de circulação diurna em LED
    • Ecrã Tátil de 8''
    • Câmara de auxílio ao estacionamento traseiro e sensores traseiros
    • Travagem Autónoma de Emergência (FCA)
    • Sistema de manutenção à faixa de rodagem (LKA)
    • Pintura com tejadilho em dois tons

Pintura metalizada — 390 euros.

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