Crónicas Não trocava o meu Mitsubishi Pajero de 1993 por nada…

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Não trocava o meu Mitsubishi Pajero de 1993 por nada…

Longe dos devaneios de personalidade que assolam os italianos de outros tempos, o meu Pajero «sofre» de um pragmatismo nipónico que vai deixar saudades.

Sou dos que gosta do novo Land Rover Defender, adoro o Mercedes-Benz Classe G (sobretudo o Diesel) e já fui muito feliz ao volante de um Jeep Wrangler, mas não trocava o meu Mitsubishi Pajero de 1993 por nenhum deles.

Podem chamar-me irracional, louco ou inconsequente. Eu aguento e o Pajero também. Aliás, o facto de ele aguentar praticamente tudo é um dos motivos que me leva a gostar tanto dele.

Simples, robusto e sempre pronto a servir-me. Muito longe dos devaneios de personalidade que tantas vezes assolam os italianos de outros tempos, este Pajero «sofre» de um pragmatismo nipónico que ainda vai deixar saudades.

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Mitsubishi Pajero 2.5 1993
© Miguel Dias / Razão Automóvel
Existe para me servir e nunca me pede nada em troca. Eu retribuo com uma manutenção a tempo e horas, com uma condução cuidada — cuidada, não aborrecida… — e com lavagens pontuais sempre que nos vamos divertir para a terra/lama/areia.

Infelizmente isso não acontece com a frequência que eu desejo. Os compromissos profissionais durante a semana raramente o permitem. Mas os fins de semana são sagrados.

Mitsubishi Pajero 2.5 1993
© Miguel Dias / Razão Automóvel
Raramente planeio o que quer que seja, porque aquilo que mais gosto é sair de casa e sentir que posso ir a qualquer lado. Acabo sempre a sujar as rodas e regresso sempre a sorrir. Acho que isso nunca vai mudar.

Até pode parecer uma receita básica, mas cada vez menos automóveis a conseguem «cumprir». Os automóveis estão a ficar demasiado sérios e a arrastar-nos com eles.

Mitsubishi Pajero 2.5 1993
© Miguel Dias / Razão Automóvel
Perseguimos potência, velocidade e agora autonomias, e estamos a esquecer-nos de tantas outras coisas. Felizmente o Pajero vai-me mantendo de pés assentes na terra e recorda-me daquilo que é verdadeiramente essencial: a relação homem/máquina.

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Mitsubishi Pajero 2.5 1993
© Miguel Dias / Razão Automóvel
Os 99 cv de potência (versão com motor 2.5 Turbo Diesel) e os 240 Nm de binário não chegam sequer para beliscar nenhum dos três modelos que mencionei acima. Mas a ligação que sinto a este carro não se mede em cavalos-vapor ou em Newton metro.

Pensem nele como uma câmera analógica na era do digital. Ou num iPod Classic na era do streaming. Não se trata de ser melhor ou mais conveniente, trata-se de ser diferente e único.

Mitsubishi Pajero 2.5 1993
© Miguel Dias / Razão Automóvel

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