Ficou mais competitivo? Testámos o Jaguar F-Pace P400e, o primeiro híbrido plug-in

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Ficou mais competitivo? Testámos o Jaguar F-Pace P400e, o primeiro híbrido plug-in

O Jaguar F-Pace P400e, a versão híbrida plug-in, é a maior novidade na renovação que recebeu recentemente. Uma opção a ter em conta?

O Jaguar F-Pace P400e é a maior novidade na renovação recente do SUV britânico, traduzindo-se na introdução de uma inédita variante híbrida plug-in.

Uma novidade que deixa o best-seller da Jaguar com argumentos reforçados num dos segmentos mais concorridos do mercado europeu, «dominado» pelas propostas alemãs e… uma sueca.

Ficou mais competitivo em relação aos rivais BMW X3, Audi Q5, Mercedes-Benz GLC ou Volvo XC60? A resposta nas próximas linhas.

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Jaguar F-Pace P400e © Fernando Gomes, Editado por Thomas V. Esveld / Razão Automóvel
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Distinto, por fora e por dentro

No capítulo estético tenho de admitir que continuo a ser fã das linhas do Jaguar F-Pace.

Assente na plataforma dos XE e XF (composta em 80% por alumínio), o SUV britânico faz um bom trabalho em conjugar um visual dinâmico com a sobriedade exigida às propostas deste segmento.

Já no interior somos brindados com um visual moderno no qual os ecrãs ganham particular destaque, mas, curiosamente, sem relegarem para segundo plano os comandos físicos.

O resultado final é um habitáculo com o qual é fácil conviver e no qual a qualidade dos materiais está ao nível do melhor que os alemães oferecem.

Pena é que alguns detalhes de montagem não permitam ao F-Pace usufruir da imagem de robustez de que modelos como o BMW X3 ou o Volvo XC60 usufruem.

Ao longo dos vários dias em que andei com o F-Pace P400e, contudo, houve um elogio permanente de quem viajou atrás: há espaço para «dar e vender».

Afinal, o F-Pace é o modelo mais comprido do segmento e detentor da maior distância entre eixos, estando a habitabilidade entre as melhores da classe.

Quanto à bagageira, a adoção da mecânica híbrida plug-in e das respetivas baterias no F-Pace P400e levou a uma redução da capacidade na ordem dos 128 litros face aos F-Pace «normais».

Ainda assim, os 485 litros são mais do que adequados às tarefas familiares, sendo que as formas regulares daquele compartimento são uma mais valia na hora de viajar.

Uma experiência relaxante

Se me pedissem para descrever a condução do F-Pace P400e numa só palavra, essa palavra seria «relaxante».

Não, o SUV britânico não é lento (bem longe disso) nem deixa a desejar no capítulo dinâmico. Contudo, o sistema híbrido plug-in e a sua suavidade de funcionamento levam-nos a focar mais no requinte e na «fleuma britânica» do F-Pace do que propriamente nas suas aptidões dinâmicas.

Volante
Apesar de merecerem nota positiva no capítulo visual, os comandos no volante não são os mais fáceis de usar. © Fernando Gomes, Editado por Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Dotado de um sistema de cancelamento de ruído no habitáculo, o F-Pace P400e parece deslizar pelo asfalto, principalmente quando conduzimos em modo 100% elétrico. O conforto está em muito bom nível e a suspensão assegura que até alguns buracos mais abruptos das nossas estradas pareçam ser meras irregularidades.

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Já quando decidimos explorar a «veia dinâmica» deste SUV somos presenteados com uma agradável sensação de leveza — apesar da balança acusar bem mais de duas toneladas —, uma suspensão capaz de suster eficazmente os movimentos da carroçaria, mas uma direção que podia «falar» um pouco mais connosco.

Apesar de dinamicamente competente e eficaz, não consegue entreter como outros no segmento, nomeadamente o Alfa Romeo Stelvio, mas consegue um superior equilíbrio entre conforto/comportamento, algo totalmente aceitável (e até expectável) num modelo primordialmente pensado para transportar a família.

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Eletrificado, mas nem por isso poupado

A eletrificação até pode ter trazido ao F-Pace um carácter mais relaxado, mas a verdade é que no campo das performances o SUV britânico chega a impressionar.

Com um bloco de quatro cilindros de 2,0 l turbocomprimido com 300 cv associado a um motor elétrico de 105 kW (143 cv), o F-Pace P400e apresenta-se com 404 cv e 640 Nm. Estes números não passam despercebidos.

Compartimento do motor Jaguar F-Pace P400e © Fernando Gomes, Editado por Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Seja em que modo for («Eco», «Dynamic» e ainda os «Rain/Ice/Snow») o F-Pace acelera sempre de forma decidida e pujante, «cortesia» da entrega dos 640 Nm de binário logo às 1500 rpm. A sério… Nessas situações até nos esquecemos de que seguimos ao volante de um SUV com 2190 kg.

A caixa automática de oito relações da ZF também merece elogios, mostrando-se a «aliada ideal» do motor de combustão e particularmente capaz de se adaptar ao estilo de condução adotado. Numa condução mais calma, dá o seu melhor para manter o motor a sussurrar no regime ideal; numa condução mais aplicada, coloca-o a rugir.

Consola central com manípulo da caixa automática
A caixa de velocidades automática destaca-se pela rapidez na resposta e suavidade de funcionamento. © Fernando Gomes, Editado por Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Ora, se todo o sistema híbrido plug-in do F-Pace P400e merece elogios pelas performances, o mesmo não posso dizer no que aos consumos diz respeito, estando estes particularmente dependentes do estado de carga da bateria.

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Sim, é verdade que temos mais de 40 km de autonomia elétrica real (a Jaguar anuncia 51 km em ciclo WLTP combinado e 56 km em ciclo WLTP urbano), mas o motor de combustão Ingenium mostra-se algo guloso quando é chamado a intervir.

Porta de carregamento © Fernando Gomes, Editado por Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Ao longo deste teste e num conjunto de percursos que tanto contaram com longas tiradas em autoestrada como algum tempo perdido no «pára-arranca», a média ficou-se pelos 8,3 l/100 km. Já quando moderei o ritmo e «fugi» da malha urbana a média desceu para mais razoáveis 6,5 l/100 km a 7 l/100 km.

É o carro certo para si?

Com um visual distinto e uma habitabilidade referencial, o Jaguar F-Pace P400e apresenta-se como uma alternativa a ter em conta entre os SUV premium eletrificados.

Sim, é verdade que não é tão económico como, por exemplo, o BMW X3 xDrive30e, mas não nos podemos esquecer de que oferece mais 112 cv que a proposta da BMW.

Lamenta-se a robustez de montagem que não acompanha a elevada qualidade dos materiais e ainda um preço que é consideravelmente superior ao da maioria dos seus rivais. Até o do 100% elétrico I-Pace que o Miguel Dias testou recentemente.

Preço

unidade ensaiada

97.817

Versão base: €89.907

IUC: €205

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: Dianteiro longitudinal
    • Posição: 1997 cm3
    • Carregamento: Inj. direta + turbo; Bateria: 13,6 kWh (líquidos)
    • Distribuição: 4 válv./cil., 16 válvulas
    • Potência: Motor de combustão: 300 cv às 5500 rpm; Motor elétrico: 105 kW (143 cv); Potência máxima combinada: 404 cv
    • Binário: Motor de combustão: 400 Nm entre 1500 e as 4000 rpm; Motor elétrico: N.D. Nm; Binário máximo combinado: 640 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: 4 rodas
    • Caixa de velocidades: Automática (conversor de binário) de 8 vel.
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4747 mm / 1936 mm / 1664 mm
    • Distância entre os eixos: 2874 mm
    • Bagageira: 485 litros
    • Jantes / Pneus: 255/55 R19
    • Peso: 2189 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 2,2 l/100 km; 17,6 kWh/100 km
    • Emissões de CO2: 49 g/km
    • Vel. máxima: 240 km/h (145 km/h em modo elétrico)
    • Aceleração: 5,3s
  • Equipamento
    • Espelhos aquecidos com ajuste e recolha elétrica, função de memória, iluminação de aproximação e anti encandeamento automático no lado do condutor
    • Limpa-para-brisas intermitente ajustável
    • Limpa-para-brisas com sensor de chuva
    • Faróis automáticos
    • Vidros fumados em cor verde
    • Vidros elétricos com abertura/fecho de um toque e sistema antientalamento
    • Iluminação de aproximação
    • Vidro traseiro com desembaciador
    • Farolins traseiros em LED
    • Farolins traseiros em LED
    • Acabamentos R-Dynamic no para-choques; inserções R-Dynamic no para-choques; R-Dynamic na grelha; friso da porta R-Dynamic
    • Sistema de Monitorização da Pressão dos Pneus (TPMS)
    • Consola central com compartimento lateral
    • Iluminação do habitáculo
    • Sequência de arranque com movimento, manómetros e iluminação
    • Proteções das embaladeiras metálicas iluminadas com anagrama Jaguar
    • Ar Condicionado Automático de Duas Zonas
    • Sensor de neblina
    • Palas para o sol com espelhos de cortesia iluminados
    • Espelho retrovisor interior com anti encandeamento automático
    • Grelhas de ventilação traseiras
    • Bancos traseiros rebatíveis 40:20:40 com apoio de braço central
    • Sistema Dinâmico Configurável
    • Sistema Dinâmico Adaptativo
    • Diferencial Convencional com Vetorização do Binário através da Travagem
    • All Surface Progress Control (ASPC)
    • Hill Launch Assist
    • Direção Assistida Elétrica (EPAS)
    • Android Auto e Apple CarPlay
    • Ecrã Táctil de 290 mm (11,4")
    • Travagem de Emergência Assistência nos Ângulos Mortos
    • Câmara Surround 3D
    • Reconhecimento de Sinais de Trânsito e Limitador de Velocidade Adaptativo
    • Monitor de Saída Segura Controlo de Velocidade de Cruzeiro e Limitador de Velocidade
    • Monitor da Condição do Condutor Assistência à Manutenção da Faixa
    • Sensores de Estacionamento Dianteiros e Traseiros
    • Monitor de Veículos Traseiro
    • Travagem Assistida de Emergência
    • Acesso sem Chave
    • Tampa da bagageira elétrica
    • Porta-luvas com fechadura
    • Dois suportes para copos dianteiros
    • Compartimento na consola superior para óculos de sol
    • Espaço de arrumação da porta dianteira
    • Bolsa na porta traseira
    • Consola central com apoio de braço
    • Dispositivos de fixação de bagagem na bagageira
Extras
Cor Hakuba Silver — 1014,32 €; Secure Tracker Pro (subscrição de 12 meses) — 222,63 €; Pinças de travão Red — 389,91 €; Sensor de Qualidade do Ar e porta-luvas refrigerado com fechadura — 156,51 €; Ionizaçao do Ar do Habitáculo com filtro PM2.5 — 136,94 €; Sitema de Som Meridian — 733,60 €; Porta-luvas refrigerada com fechadura — 67,5 €; Black Exterior Pack (inclui banco traseiro rebatível com acionamento remoto) — 527,21 €; Tejadilho Panorâmico fixo — 1318,52 €; Vidros Privacy — 454,83 €; Activity Key — 395,16 €; Technology Pack (inclui: Carregador sem fio com reforço de sinal de telefone, para-brisas refletor de infravermelhos, carregador de dispositivos sem fio, Head-up Display, ecrã interativo do condutor) — 1637,2 €; Park Assist — 289,9 €; JaguarDrive Control com Adaptive Surface Response — 197,55 €; Cabo de carregamento doméstico — 369 €.
Avaliação
7 / 10
A chegada da variante híbrida plug-in veio oferecer ao Jaguar F-Pace um conjunto de argumentos que lhe faltavam até agora. Numa era em que a eletrificação se está a tornar na norma, o SUV britânico pode agora bater-se «de igual para igual» com os rivais germânicos. Sim, é mais gastador e caro que os rivais, mas oferece uma maior performance e mais espaço. Além de tudo isto, estabelece-se como uma ótima opção para quem procura uma proposta premium que não seja «Made in Germany».
  • Qualidade dos materiais
  • Performances
  • Espaço na 2.ª fila
  • Sistema de cancelamento de ruído
  • Preço
  • Detalhes de montagem
  • Consumos
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