Renault Captur R.S. Line TCe 140 testado. Menos 400 euros que o TCe 160, mas será a opção certa?

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Desde 30 550 euros

Renault Captur R.S. Line TCe 140 testado. Menos 400 euros que o TCe 160, mas será a opção certa?

A forte proximidade com o mais potente TCe 160 EDC, leva-nos a questionar se o Renault Captur R.S. Line TCe 140 EDC é a opção certa.

Ao Renault Captur R.S. Line se há algo que não falta a quem opta pela versão (de aparência) mais desportiva do crossover gaulês são motorizações: há uma versão híbrida plug-in, uma híbrida e três «só» a gasolina — fica a faltar apenas um Captur R.S. Line Diesel.

No topo da oferta exclusivamente a gasolina encontramos o motor TCe 160 associado à caixa EDC, com o preço base a fixar-se nos 30 950 euros. Mas por menos 400 euros temos acesso à unidade aqui em teste, o Captur R.S. Line TCe 140 EDC, com menos 20 cv.

Fará sentido optar por ela e poupar esse valor? Para descobrir pusemo-la à prova e damos-vos a conhecer o nosso veredicto nas próximas linhas.

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Renault Captur RS Line © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel
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Visualmente não falha

Se o objetivo na versão R.S. Line era o de criar um Captur de aspeto mais desportivo, na minha opinião, esse objetivo foi cumprido, mesmo sendo impossível distinguir qual a motorização que o equipa.

Com a «lâmina» no para-choques, a grelha em favos de mel, jantes de 18” e uma espécie de difusor traseiro, o Captur R.S. Line alcança uma bem conseguida distinção visual face aos seus «irmãos» de gama.

Já no interior, há a destacar a adoção de uns confortáveis bancos de aspeto mais desportivo e de detalhes a imitar fibra de carbono que «denunciam» a inspiração no mundo da competição e os outros materiais presentes merecem elogios pela sua agradabilidade geral.

No campo da habitabilidade, o Captur continua a ser uma das propostas do segmento mais adequadas às necessidades de uma jovem família, sendo possível colocar uma cadeira de criança sem dificuldades na segunda fila. ao contrário do que acontece, por exemplo, no seu mais recente rival a chegar ao mercado, o Toyota Yaris Cross.

A bagageira está também num muito bom plano e é bastante flexível, capaz de oferecer entre 404 l e 536 l, devido ao banco traseiro deslizante em 16 cm.

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140 cv chegam?

Tendo em conta que este nível R.S. Line está até disponível com uma motorização de 90 cv, esta pergunta até pode ser algo redundante. Mas por apenas mais 400 euros é possível contar com mais 20 cv de potência, e por essa razão faz sentido colocá-la.

Longe de ter quaisquer pretensões desportivas, o que o Renault Captur R.S. Line melhor faz é conjugar de forma muito competente um comportamento dinâmico (quase) entusiasmante com um nível de conforto que continua a ser referência no segmento e que não envergonha os «pergaminhos» gauleses neste campo.

Equipado com jantes de 18” e pneus com borracha mais desportiva, o Captur curva com confiança e, acima de tudo, segurança, permitindo explorar um chassis que «pede» mais alguns cavalos (quiçá uma versão para competir com o Puma ST?).

Por falar em «cavalos», os 140 cv e 260 Nm debitados pelo tetracilíndrico que equipava o Captur R.S. Line que testei deram sempre boa conta de si, permitindo impor ritmos mais do que aceitáveis para um SUV/Crossover do segmento B e, acima de tudo, efetuar ultrapassagens sem ter de fazer demasiados «cálculos».

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Quanto à caixa EDC de sete relações, só a posso elogiar, tendo-se revelada rápida q.b. e, acima de tudo, suave em meio urbano e no sempre indesejável «pára-arranca» onde o Captur deverá passar uma parte considerável da sua existência.

Por fim, no capítulo dos consumos o SUV francês não se mostrou particularmente guloso. Quando o entreguei nas instalações da Renault Portugal, após várias centenas de quilómetros percorridas, o computador de bordo marcava uns mais do que aceitáveis 5,8 l/100 km de média.

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Estes foram conseguidos sem preocupações particulares em atingir consumos baixos e numa utilização que tanto contou com longos trajetos em autoestrada e estrada nacional como com (excessivas) horas «perdidas» em filas de trânsito.

É o carro certo para si?

Seja em que versão for (e nós já as testámos quase todas, desde a variante bifuel a GPL até à híbrida plug-in), o Renault Captur apresenta-se sempre como uma das propostas mais interessantes do segmento.

Espaçoso e versátil, o modelo gaulês conjuga de forma notável conforto e comportamento, oferecendo ainda um bom nível de equipamento e uma qualidade geral em crescendo.

Nesta versão em particular, o Captur ganha não só um visual mais distinto e desportivo como uma oferta de equipamento ainda mais completa. Sim, não tem o apelo dinâmico das propostas desportivas «à séria», mas os argumentos racionais apresentados pelo Captur não são de ignorar.

Além disso, com 140 cv e 260 Nm está longe de ser lento, conseguindo ainda uma agradável frugalidade, crucial quando falamos de uma proposta que, provavelmente, deverá assumir-se como o «o carro da família». Pena é o preço pedido por esta versão, que o coloca em «rota de colisão» até com propostas do segmento acima como o «famoso» Nissan Qashqai.

Preço

unidade ensaiada

31.300

Versão base: €30.550

IUC: €137

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1332 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção directa + Turbo + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas/cilindro
    • Potência: 140 cv entre as 4500 e as 6000 rpm
    • Binário: 260 Nm entre as 1500 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Caixa automática EDC 7 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4227 mm / 1797 mm / 1576 mm
    • Distância entre os eixos: 2639 mm
    • Bagageira: 404-536 litros
    • Jantes / Pneus: 215/55 R18
    • Peso: 1396 KG
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,9 l/100 km
    • Emissões de CO2: 133 g/km
    • Vel. máxima: 196 km/h
    • Aceleração: 9,2s
  • Equipamento
    • Carroçaria bi-tom
    • Design de jantes de 18" R.S. Line
    • Vidros laterais e traseiros sobreescurecidos
    • Alerta de excesso de velocidade
    • Sistema de assistência na transposição involuntária de via
    • Sistema de travagem de emergência ativa com deteção de peões e ciclistas
    • ISOFIX (i-Size) no banco do passageiro dianteiro e lugares laterais traseiros
    • Alerta de distância de segurança
    • Alerta de esquecimento do cinto de segurança nos 5 lugares com deteção de ocupante
    • Sistema de assistência à travagem de urgência (AFU)
    • Sistema de ajuda ao arranque em subida
    • Câmara de marcha-atrás
    • Renault MULTI-SENSE
    • Faróis traseiros em LED com assinatura luminosa em forma de "C" e efeito de profundidade
    • Sistema de ajuda ao estacionamento dianteiro
    • Travão de estacionamento assistido com Auto-Hold
    • Faróis diurnos Full LED com assinatura luminosa em forma de "C" e animação das luzes
    • Regulador e limitador de velocidade
    • Sensores de chuva e luminosidade
    • Elevadores elétricos dos vidros traseiros com função de impulso
    • Ar condicionado automático
    • Piso móvel de bagageira
    • Iluminação interior em LED
    • Cartão Renault Mãos-Livres
    • Cintos de segurança dianteiros reguláveis em altura
    • Retrovisores exteriores reguláveis e rebatíveis eletricamente c/função de desembaciamento
    • Volante em couro
    • Consola central flutuante com alavanca de velocidades "e-shifter"
    • Banco traseiro deslizante rebatível 1/3-2/3
    • Estofos em tecido R.S. Line
    • Banco do passageiro regulável em altura
    • Ecrã TFT 7" digital personalizável
    • EASY LINK 7" com navegação
Extras
Pack Full NAV 9,3" (inclui: EASY LINK 9,3"+ Antena Shark) — 450 €; Pack Alerta (inclui: TFT 10", alerta de ângulo morto, alerta de obstáculo traseiro) — 300 €.
Avaliação
8 / 10
Com um visual mais distinto e (ainda) mais equipamento, o Renault Captur R.S. Line vem reforçar o papel de ser uma das referências no segmento. Nesta variante em específico, os 140 cv e 260 Nm são mais do que suficientes para imprimir ritmos vivos, e a verdade é que dificilmente alguém numa utilização normal vai sentir falta dos tais 20 cv extra oferecidos pelo TCe160. Contudo, por «apenas» mais 400 euros, torna-se difícil não optar por essa variante: mais 20 cv e 10 Nm, acelerações (um pouco) mais vigorosas, sem penalização nos consumos (oficiais) e emissões. Afinal de contas, a potência é como o dinheiro no bolso: quem é que diz que não quer mais algum?
  • Relação conforto/comportamento
  • Sistema de infoentretenimento
  • Oferta de equipamento
  • Espaço e capacidade da bagageira
  • Tacto dos comandos no geral (muito leve e macio)
  • Patilhas da caixa de velocidades na coluna de direção demasiado pequenas
  • Preço
Sabe responder a esta?
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