O fim de uma era. Lotus termina produção do Elise, Exige e Evora

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O fim de uma era. Lotus termina produção do Elise, Exige e Evora

De uma assentada a Lotus terminou a produção de três dos seus modelos: Elise, Exige e Evora. O novo Emira, por agora, vai tomar o lugar dos três.

Se há um contexto adequado para usar a expressão o “fim de uma era”, certamente aplicar-se-á ao fim da produção do Lotus Elise, Exige e Evora.

Podemos afirmar até que o fim de produção destes três modelos representa a «morte» da Lotus tal e qual a conhecemos até hoje. No seu lugar vai nascer outra Lotus, nascida sob a égide da Geely, que vai ser muito mais diversificada — dois SUV planeados e uma berlina de quatro portas — e 100% elétrica.

Até essa visão estar totalmente concretizada durante esta década, vamos contar apenas com o Emira, o último Lotus a trazer um motor de combustão, e também com o hiperdesportivo elétrico Evija, talvez o primeiro a mostrar-nos um vislumbre da Lotus do futuro.

VEJAM TAMBÉM: Lotus revela futuro 100% elétrico: 2 SUV, um coupé de 4 portas e um desportivo a caminho
Lotus Elise, Exige e Evora
Parte da equipa que foi responsável pelos Elise, Exige e Evora.

Elise, Exige e Evora

A despedida destes três modelos que foram a espinha dorsal da Lotus durante tanto tempo, aconteceu com uma pequena cerimónia organizada pela marca britânica na sua base em Hethel.

Foi uma forma dos responsáveis da Lotus, liderados hoje por Matt Windle, de prestar homenagem a todos aqueles que contribuíram para conceber, desenhar, montar e vender o trio de desportivos.

"Primeiro que tudo, gostaria de agradecer à equipa da Lotus que trabalhou no Elise, Exige e Evora ao longo dos anos e que agora estão a ser transferidos para a produção do Emira e Evija. Gostaria também de transmitir uma enorme gratidão a todos os clientes do Elise, Exige e Evora ao longo dos últimos 26 anos pela sua paixão, entusiasmo e apoio. Estes clientes deram aos nossos "três E" um estatuto de culto genuíno — normalmente reservado aos nossos clássicos que há muito deixaram de ser produzidos."

Matt Windle, diretor geral da Lotus Cars
Lotus Elise
Lotus Elise

O Lotus Elise, cuja primeira geração iniciou produção 1996, é o nome mais antigo dos três e somou ao longo de todos estes anos 35 124 unidades produzidas. O último Elise a sair da linha de produção foi um Sport 240 Final Edition (de cor amarela).

O Lotus Exige nasceu no ano 2000 e começou por ser uma versão mais hardcore e fechada (coupé) do Elise, mas afastar-se-ia do compacto roadster com a Series 3, em 2012, crescendo em dimensões e performance. Foi produzido em 10 497 unidades e o último produzido foi um Cup 430 Final Edition na mais britânica das cores, o Heritage Racing Green.

Lotus Exige
Lotus Exige

Por fim, o Lotus Evora — apesar do nome, nada tem a ver com a cidade de Évora —, o mais recente dos três, foi conhecido em 2009, sendo o mais civilizado deles, o Grand Tourer do trio. Saíram da linha de produção 6117 unidades e o último foi um GT430 Sport (cinzento escuro metálico).

Os três últimos Elise, Exige e Evora produzidos vão ser adicionados à coleção (que não pára de crescer) da Lotus Cars.

Lotus Evora
Lotus Evora

Os outros

No total, os três modelos somam 51 738 unidades, mas houve mais modelos a recorrer à mesma base técnica, especialmente à plataforma pequena usada no Elise e no Exige, e nem todos com a marca da Lotus. Mas ainda com o símbolo da Lotus, temos os mais radicais e exóticos 340R, 2-Eleven e 3-Eleven e o quase esquecido Europa, que, tudo somado, perfaz 56 618 carros produzidos.

Fora da Lotus, a mesma plataforma daria origem aos Opel Speedster/Vauxhall VX220, que foram produzidos em 7200 unidades entre o ano 2000 e 2005. E não podíamos esquecer o Tesla Roadster — o original e não o novo, que parece estar sempre a ser adiado —, que foi produzido em 2515 unidades entre 2007 e 2012.

Opel Speedster
Opel Speedster

E agora?

Com o fim de produção dos Lotus Elise, Exige e Evora, o testemunho vai ser passado, como já referimos, ao novo Emira, já revelado e que começará a ser produzido em 2022.

VEJAM TAMBÉM: Emira. O último Lotus com motor de combustão

Mas a verdadeira revolução iniciar-se-á com o desvendar do primeiro SUV da marca, por agora conhecido apenas como Type 132 e já antecipado pela Lotus, equivalente ao Porsche Cayenne, mas 100% elétrico, que também vai acontecer no próximo ano.

Lotus Emira
Lotus Emira

As palavras de Richard Rackham, diretor de conceitos de veículos, um dos responsáveis pelo primeiro Lotus Elise e um dos pioneiros na indústria automóvel da tecnologia de alumínio extrudido e «colado» (adesivos industriais), resumem e dão alguma expectativa sobre o que esperar da nova Lotus.

"O impacto destes três carros tem sido espetacular ao longo dos anos, tecnicamente, estruturalmente e dinamicamente. Mas todas as tecnologias e inovações avançam no tempo. Se me perguntassem há quatro anos qual o momento do qual tenho mais orgulho, teria dito, sem hesitação, o chassis do Elise.

Contudo, esse momento foi usurpado pelo novo projeto da arquitetura LEVA para a nova gama de desportivos elétricos, que se iniciará com o Type 135 em poucos anos. Esta é agora o zénite das arquiteturas da Lotus, uma vez que avançou muito mais as regras do jogo tecnológico. Há muito pelo que ansiar."

Richard Rackham, diretor de conceitos de veículos na Lotus Cars
TÊM DE VER: LEVA. A nova plataforma da Lotus para desportivos 100% elétricos

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