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Testámos o Hyundai i30 SW 1.0 TGDi N Line. Mudou, mas está melhor?

Será que a recente renovação do Hyundai i30 SW lhe trouxe mais (e melhores) argumentos? Para descobrir já o pusemos à prova na versão N Line com o 1.0 TGDi.

Depois de quatro anos no mercado, o Hyundai i30 SW recebeu um sempre bem-vindo restyling refrescando-o na imagem e ajudando-o a manter competitivo num segmento cada vez mais ameaçado pelos SUV.

Mais modificado do que à partida seria de esperar, terá o i30 SW visto os seus argumentos realmente reforçados? Ou as alterações foram apenas cosméticas para “disfarçar” a idade do modelo?

Como é óbvio só há uma forma de o descobrir e para o fazer pusemos à prova o Hyundai i30 SW na variante de imagem mais “aguerrida”, a N Line, aqui associada ao 1.0 TGDi de 120 cv e caixa manual.

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Hyundai i30 SW N Line © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Mudar sem revolucionar

Não são precisos grandes poderes de observação para detetar onde aconteceram as principais mudanças visuais no exterior do i30 SW.

Seguindo uma política de evolução em vez de revolução (nem seria de esperar outra coisa, uma vez que se trata de um restyling), a verdade é que a Hyundai conseguiu oferecer ao i30 SW um visual mais agressivo e atual, principalmente nesta variante N Line que tem para-choques e grelha distintos.

É na dianteira que as diferenças são mais notórias e, na minha opinião, estas resultam num carácter mais dinâmico e menos discreto que ajuda o modelo sul-coreano a destacar-se da multidão, principalmente quando pintado no vistoso vermelho da unidade ensaiada.

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Melhorar somente no necessário

No interior do i30 SW, as alterações são de menor monta. A Hyundai parece ter seguido a eterna máxima de que “se funciona não se troca”. Assim, continuamos a contar com uma boa ergonomia e com uma aparência que se mantém atual, sendo apenas “prejudicado” pelo uso (e abuso) de cores escuras.

Porém, há novidades. Estas consistem nos ecrãs de 7” e 10,25” que cumprem as funções, respetivamente, de painel de instrumentos e ecrã do (também novo) sistema de infoentretenimento.

No capítulo da montagem também não tenho nada a apontar ao Hyundai i30 SW. Esta está num bom plano (denunciada pela ausência de ruídos parasita) e os materiais, apesar de maioritariamente duros (aqui perde um pouco, por exemplo, para o novo SEAT Leon), são de boa qualidade.

Sistema de infoentretenimento com ecrã de 7"
O ecrã central além de ser rápido a responder aos nossos comandos não tem um número excessivo de submenus. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Dinamicamente não mudou… e ainda bem!

Apesar de a Hyundai afirmar que procedeu a melhorias ao nível da suspensão e direção, a verdade é que o Hyundai i30 SW continua a comportar-se tal como anteriormente e ainda bem que assim é.

Hyundai i30 N Line
Os bancos desportivos além de confortáveis oferecem um bom nível de apoio e permitem uma agradável posição de condução. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Tal como nos relembrava o Guilherme Costa quando testou o i30 SW 1.6 CRDi pré-restyling, o modelo sul-coreano conta com um dos melhores chassis do segmento e isso faz-se sentir quando chegam as curvas.

Se em autoestrada ou estrada aberta o i30 SW já se revela sempre estável e seguro, é nas estradas mais encadeadas que este “brilha”, com uma direção direta e precisa e um chassis que nos faz esquecer a máxima de que a forma mais rápida de ligar dois pontos é uma reta.

Painel de instrumentos digital
O painel de instrumentos não “cai na tentação” de ter demasiadas opções de personalização, facilitando a sua leitura e a navegação entre menus enquanto conduzimos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Como que a comprovar a evolução da Hyundai no campo da dinâmica (obrigado Sr. Biermann) o i30 SW estabelece-se como uma das melhores propostas do segmento neste capítulo, equiparando-se a modelos como o Ford Focus SW ou o Honda Civic e chegando até a ser… divertido!

E podia sê-lo mais, caso viesse com mais “poder de fogo” que o permitido pelos 120 cv e 171 Nm de binário entre as 1500 e as 4000 rpm. Apesar de não serem estonteantes, a verdade é que não desiludem, permitindo imprimir ritmos minimamente condizentes com o logótipo N Line.

Para tal muito ajuda a caixa manual de seis velocidades que além de bem escalonada, tem um tato mecânico agradável, quase tão bom como o das caixas de velocidades de modelos como o Mazda3, o Ford Focus ou Honda Civic.

Hyundai i30 SW N Line © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Por fim, no que aos consumos diz respeito, seja no modo de condução “Normal”, seja no “Sport” (que parece melhorar a já por si boa resposta do motor), a verdade é que estes revelaram-se mais do que aceitáveis.

Em estrada e autoestrada não foram além dos 5 l/100 km a velocidade estabilizada e a aproveitar todo o espaço oferecido pelo i30 SW. Já numa utilização mista andaram pelos 5,6 l/100 km sendo que apenas quando explorei mais as qualidades dinâmicas da i30 SW N Line é que subiram para valores próximos dos 7 l/100 km.

Bagageira da Hyundai i30 SW
Com 602 litros de capacidade a bagageira permite ao i30 SW enfrentar com agradável à vontade os deveres familiares. Para tal também ajuda um espaço atrás mais que suficiente para dois adultos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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É o carro certo para mim?

Com o i30 SW N Line a Hyundai prova que em equipa que ganha também se mexe, tudo para garantir que… continua a ganhar. Às qualidades já reconhecidas ao i30 SW como o bom compromisso conforto/comportamento, o espaço a bordo ou a boa dotação de equipamento a Hyundai veio acrescentar alguns reforços tecnológicos que já faziam falta.

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É verdade que o habitáculo continua a apostar num visual mais sóbrio, mas não é menos verdade que continua a revelar uma qualidade à prova de críticas, tendo ainda ganho um importante reforço tecnológico que permitiu aumentar a competitividade do i30 SW.

Com sete anos de garantia sem limite de quilómetros, um preço que arranca nos 25 520 euros, espaço mais que suficiente para uma família, além do visual mais desportivo deste N Line que lhe assenta “como uma luva”, a Hyundai i30 SW continua a ser uma proposta a ter em conta no segmento.

Preço

unidade ensaiada

26.150

Versão base: €25.720

IUC: €103

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 3 cilindros em linha
    • Capacidade: 998 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta + Turbo + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c. / 4 válvulas por cilindros
    • Potência: 120 cv às 6000 rpm
    • Binário: 171 Nm entre as 1500-4000 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Manual de 6 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4585 mm / 1795 mm / 1465 mm
    • Distância entre os eixos: 2650 mm
    • Bagageira: 602 litros
    • Jantes / Pneus: 225/45 R17
    • Peso: 1316 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,5 l/100 km
    • Emissões de CO2: 124 g/km
    • Vel. máxima: 196 km/h
    • Aceleração: 11,4s
  • Garantias
    • Mecânica: 7 anos sem limite de quilómetros
  • Equipamento
    • Ecrã touchscreen de 10.25''
    • Computador de bordo com ecrã "Supervision Cluster" de 7' policromático
    • Chave inteligente com botão de ignição
    • Jantes em liga leve de 17''
    • Faróis Full LED
    • Pedais em alumínio
    • Sistema de navegação
    • Banco do condutor com ajuste elétrico do apoio lombar
    • Banco do condutor com extensão do assento
    • Sensor de chuva (limpa para-brisas de ativação automática)
    • Ar condicionado automático 2 zonas com sistema de desembaciamento automático
Extras
Pintura metalizada — 430€.
Avaliação
7 / 10
Com a renovação operada na gama i30, a Hyundai soube corrigir alguns dos pormenores que começavam a fazer o modelo sul-coreano deixar transparecer a sua idade, principalmente no campo tecnológico. Nesta variante N Line temos um modelo com um visual mais distinto, um motor agradável de usar e espaço para "dar e vender". A juntar a isto temos um preço agradavelmente baixo (há B-SUV mais caros) e uma garantia bastante alargada que fazem do Hyundai i30 SW N Line uma das mais interessantes propostas como familiar.
  • Preço
  • Espaço a bordo
  • Relação conforto/comportamento
  • Direção
  • Interior algo soturno devido à decoração escura
  • Alguns materiais da consola central
Sabe responder a esta?
Em que ano foi lançado o Hyundai S Coupe?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Ainda te lembras dos pequenos coupé dos anos 90?

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