Drag Race

A110 “vitaminado” contra GR Supra, TT RS e 718 Cayman GTS. Conseguirá vencer?

O A110 joga "sujo" nesta corrida, mas mesmo assim os números colocam-no como o menos possante do quarteto… mas é também o mais leve.

Sim, o Alpine A110 que vemos nesta drag race não está de origem. Esta unidade, preparada pelas capazes mãos da britânica Litchfield, vê a potência do pequeno 1,8 TCe saltar para os 300 cv e o binário para os 393 Nm — mais 48 cv e 73 nm que o de série, e valores ligeiramente superiores aos do novo A110S.

Mesmo “vitaminado”, o Alpine A110 parece não ter o “poder de fogo” necessário para acompanhar os seus rivais de ocasião para esta drag race — começando pelo próximo na escalada de potência, o novo Toyota GR Supra debita (apenas) mais 40 cv: 340 cv no total (sem contar com os escondidos) e “gordos” 500 Nm extraídos de um seis cilindros em linha com mais 1200 cm3, ou seja, 3,0 l de capacidade.

O próximo competidor que encontramos é o Porsche 718 Cayman GTS, o mais potente dos Cayman sem contar com o GT4. O seu quatro cilindros boxer com 2,5 l de capacidade debita 365 cv e 420 Nm.

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Alpine A110 © Razão Automóvel

Por fim, o mais potente do grupo é o Audi TT RS Roadster, que atinge os 400 cv e os 480 Nm, cortesia do cinco cilindros em linha com 2,5 l, além de ainda ser o único do grupo com tração às quatro rodas, ao contrário de todos os outros, que são tração traseira.

O grupo é todo varrido com transmissões automáticas, de dupla embraiagem nos A110, 718 Cayman GTS e TT RS; e de conversor de binário no GR Supra.

Olhando para estes números, parece que os 400 cv do Audi TT RS e a sua tração integral não darão hipótese aos restantes elementos do grupo. Será mesmo assim?

Que surpresa! O adulterado Alpine A110 leva de vencida todos os outros, apesar do défice de potência e de ter o motor mais pequeno, seguido de perto pelo Porsche 718 Cayman GTS. O Toyota GR Supra ficou um pouco mais para trás, mas é o TT RS Roadster que surpreende, ao contrário, do A110, pela negativa — o mais potente e único com tração às quatro rodas ficou em último.

Audi TT RS Roadster

Como se explica? Parte da resposta tem a ver com massa e a relação peso-potência. O A110 pode ser o que tem menos potência, mas também é substancialmente mais leve — são apenas 1173 kg. O 718 Cayman GTS fica a mais de 300 kg de distância, com 1480 kg; o GR Supra atinge os 1570 kg; e o TT RS Roadster culmina nos 1615 kg (todos de acordo com a norma EU), ou seja mais 442 kg que o peso-pluma A110.

Assim, o A110 é o que apresenta a melhor relação peso-potência (graças ao kit de potência da Litchfield), com apenas 3,91 kg/cv, seguido de perto pelo 718 Cayman GTS e pelo TT RS, com 4,0 kg/cv, com o GR Supra a ficar-se pelos 4,6 kg/cv.

Porsche 718 Cayman GTS

No entanto, o pequeno A110 surpreende, ao conseguir manter a vantagem inicial ao longo de toda a prova relativamente ao 718 Cayman GTS, o segundo classificado, quando entram em questão outras forças em jogo, como a aerodinâmica e a potência absoluta.

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Como justificar o desapontante resultado do TT RS? Mat Watson, da Carwow, avança com as alterações sofridas pelo motor/escape para estar em conformidade com o protocolo de testes WLTP. De acordo com ele, outros TT RS testados, anteriores ao WLTP, efetuaram a mesma prova com resultados bem melhores, que muito provavelmente dariam-lhe a vitória nesta corrida.

Toyota GR Supra A90 © Raul Mártires / Razão Automóvel

Com partida lançada, a partir dos 80 km/h, verifica-se algumas diferenças. O 718 Cayman GTS toma a liderança para não a mais largar, com o A110 a conseguir ir “buscar” o GR Supra, após uma retoma inicial mais eficaz por parte do desportivo japonês. Novamente, o TT RS parece algo “asmático”…

Por fim, uma travagem de emergência a partir das 70 mph (112 km/h) revela a superioridade do sistema de travagem do 718 Cayman GTS, com o GR Supra a ficar perto, seguido do TT RS e, com pior distância de travagem, o A110 — não se pode ganhar todas…

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