International Engine of the Year Awards

E o melhor motor dos últimos 20 anos é…

Ocorreu mais uma edição do International Engine of the Year Awards. É a 20ª edição — a primeira ocorreu em 1999 — e para celebrar a ocasião, não só elegeram o Motor do Ano, como também o «melhor dos melhores» das primeiras 20 edições.

Este ano, o International Engine of the Year Awards, além de eleger o motor do ano — e os melhores motores nas várias categorias a concurso — elegeu também o “Best of the Best” ou o Melhor dos Melhores, celebrando, assim, a 20ª edição daquele que é, atualmente, um dos eventos mais prestigiados da indústria. Mas primeiro, vamos conhecer os vencedores deste ano.

E se há um construtor que se destaca, é sem dúvida a Ferrari. O 3.9 V8 Biturbo que equipa o Ferrari 488 GTB, Spider e Pista, ganhou pelo terceiro ano consecutivo o prémio mais cobiçado: é o Motor Internacional do Ano.

Mas a marca italiana não se ficou por aqui, ganhou na sua categoria — motores entre os 3.0 e 4.0 l —, e também na categoria de Motor Performance do ano.

Sem dúvida, estamos a ver uma lição de engenharia da Ferrari. Sem turbo lag, uma bela entrega, emoção crua. um rugido furioso, e tanta potência — este Ferrari V8 é uma obra de arte.

Dean Slavnich, co-presidente do International Engine of the Year Awards
Ferrari 488 GTB

Como se já não fosse suficiente, a Ferrari ganhou ainda em mais duas categorias: a de motores acima dos 4.0 l e a de Motor Novo do Ano, mas desta feita com o 6.5 V12 de 800 cv que equipa o Ferrari 812 Superfast. Um ano em grande para a marca italiana.

Os destaques

A Ferrari é, sem dúvida, a grande vencedora, mas há mais a destacar. A Audi saiu vencedora na categoria entre os 2.0 e 2.5 l, com o cinco cilindros em linha de 2.5 l — presente numa série de modelos RS —, pela nona vez consecutiva. Ou seja, desde a edição de 2010, que o bloco de cinco cilindros da marca dos anéis domina esta categoria. Impressionante.

Um motor que nós já testámos, vê o vídeo:

Festa francesa

Também o Groupe PSA tem motivos para celebrar. É a quarta vitória consecutiva na categoria entre os 1.0 e 1.4 l, com o 1.2 PureTech a sair, mais uma vez, vitorioso. Abaixo dos 1000 cm3 destaque, também, para a vitória do grupo Volkswagen, que destronou o «super» Ford 1.0 EcoBoost — que reinava nesta categoria há seis anos.

EcoBoost
O 1.0 EcoBoost foi o Motor Internacional do Ano por três vezes, sendo a par do 3.9 V8 biturbo da Ferrari, o motor que mais títulos conquistou.

Nota para a quarta vitória consecutiva da Tesla na categoria do Motor Verde do ano, e a surgir também vencedora na nova categoria só para elétricos — uma categoria que deverá crescer em importância nos próximos anos, à medida que o automóvel marcha para o seu futuro eletrificado.

Confere os vencedores em todas as categorias.

  • Motor do ano — Ferrari 3.9 biturbo V8 — Ferrari 488 GTB, 488 Spider, 488 Pista
  • Abaixo dos 1000 cm3 — Volkswagen 1.0 três cilindros em linha turbo — Volkswagen Golf, Up, Up GTI, Polo, T-Roc; Audi A1, A3, Q2; SEAT Ibiza, Arona, Toledo, Ateca, Leon; Skoda Fabia, Rapid, Karoq
  • 1000 até 1400 cm3 — Groupe PSA 1.2 três cilindros em linha turbo — Peugeot 208, 308, 2008, 3008, 5008; Citroën C3, C4, C4 Cactus, C-Elysee, C4 Picasso, C4 Grand Picasso; DS3, DS4; Opel Crossland X, Grandland X
  • 1400 até 1800 cm3 — BMW 1.5 três cilindros, híbrido gasolina-elétrico — BMW i8
  • 1800 até 2000 cm3 — Porsche 2.0 quatro cilindros opostos turbo — Porsche 718 Boxster, 718 Cayman
  • 2000 até 2500 cm3 — Audi 2.5 cinco cilindros em linha turbo — Audi RS3, TT RS, RS Q3
  • 2500 até 3000 cm3 — Porsche 3.0 seis cilindros opostos turbo — Porsche 911 Carrera, 911 Carrera 4, 911 Carrera S, 911 Carrera 4S, Carrera GTS, Carrera 4 GTS
  • 3000 até 4000 cm3 — Ferrari 3.9 biturbo V8 — Ferrari 488 GTB, 488 Spider, 488 Pista
  • Acima dos 4000 cm3 — Ferrari 6.5 V12 — Ferrari 812 Superfast
  • Elétrico — Tesla propulsor elétrico — Tesla Model S, Model X, Model 3
  • Motor Verde — Tesla propulsor elétrico — Tesla Model S, Model X, Model 3
  • Novo Motor — Ferrari 6.5 V12 — Ferrari 812 Superfast
  • Motor Performance — Ferrari 3.9 biturbo V8 — Ferrari 488 GTB, 488 Spider, 488 Pista

O Melhor dos Melhores dos últimos 20 anos

A 20ª edição do International Engine of the Year Awards foi ocasião para fazer um ponto de situação — são esperadas novidades nas próximas edições, sobretudo relativas às categorias a concurso, capazes de melhor refletir as mudanças a que assistimos na indústria automóvel, nomeadamente a eletrificação crescente da indústria.

O marco das 20 edições foi a ocasião escolhida para eleger, também e pela primeira vez, o Melhor dos Melhores  — “Best of the Best” —, ou seja, o motor que mais se destacou, entre todos os vencedores de Motor do Ano, nestas primeiras 20 edições.

Uma missão difícil, já que os candidatos não poderiam ser mais discrepantes: desde a unidade híbrida do Toyota Prius (vencedor em 2004) ao V10 do BMW M5 (2005, 2006); do Renesis do RX-8 (2003) ao 1.0 EcoBoost da Ford (2012, 2013, 2014).

Apesar da diversidade, emergiu um claro vencedor. O Melhor dos Melhores acabou mesmo por ser aquele que garantiu o título de Motor do Ano das três últimas edições: o 3.9 V8 biturbo da marca do cavalinho rampante. Os juizes escolheram-no, não só pelos argumentos do motor que já referimos, como também pelo que significou para a Ferrari.

Ferrari 488 Pista motor

Substituir o épico 4.5 V8 naturalmente aspirado do 458 por uma unidade biturbo e de menor capacidade — seguindo as tendências da indústria —, era um risco e parecia ser a receita certa para um “desastre”. Como Graham Johnson, co-presidente do International Engine of the Year Awards e diretor do UKi Media & Events, refere:

É um facto que um Ferrari que não tenha um motor espetacular não será comercialmente amado.

É a característica que define em primeiro lugar qualquer Ferrari — o seu motor. Mas a execução superou as mais otimistas expetativas — desde o som, à capacidade de fazer rotação, à performance, à superior eficiência relativamente ao 4.5, e até à capacidade de colocar um sorriso na cara.

Seguir a via do downsizing e da sobrealimentação para o seu modelo mais vendido foi um risco para a Ferrari — uma opção que diluiu o caráter de muitos dos desportivos contemporâneos, que também trocaram motores naturalmente aspirados por outros mais pequenos sobrealimentados —, mas esta conseguiu criar um motor referencial, ao nível de tantos outros que marcaram a história da marca.

Parabéns Ferrari!

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