O que vês nesta imagem não é fumo. Nós explicamos.

10/03/2017
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2016 Mercedes-AMG E63 S 4Matic
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Porque é que os pneus emitem fumo negro quando ardem e fumo branco quando fazemos um burnout ou um drift? Não é tudo borracha queimada?

Porque é que a cor do fumo que sai dos pneus difere nestas duas situações? Talvez seja uma pergunta que nunca vos tenha passado pela cabeça. Temos de confessar, a nós também não! Mas agora que a pergunta está “no ar”, uma resposta é necessária.

E a resposta é incrivelmente simples: em burnout ou drift, o “fumo branco” que estamos a ver não é fumo!

2016 Dodge Challenger SRT Hellcat - burnout

Se não é fumo, é o quê? 

Pegando no exemplo do burnout – que consiste em manter um veículo parado ao mesmo tempo que fazemos “patinar” as rodas motrizes -, os pneus devido ao atrito gerado com a superfície, rapidamente aquecem. Se o burnout for longo o suficiente, podemos alcançar temperaturas próximas dos 200 ºC.

Como podem imaginar, a estas temperaturas, o pneu deteriora-se rapidamente. A superfície do pneu começa a derreter, e os químicos e óleos que o constituem são vaporizados.

Em contacto com o ar, as moléculas vaporizadas rapidamente arrefecem e condensam-se. É durante esse processo de arrefecimento e condensação que se tornam visíveis, transformando-se no tal “fumo” branco (ou branco mais azulado). Ou seja, o que estamos a ver é, na verdade, vapor.

Com os químicos certos, alguns construtores de pneus até já conseguem criar vapor colorido quando os pneus são utilizados para propósitos mais lúdicos. E é o que também explica o rasto de fumo nos aviões acrobáticos, onde é misturado querosene ou outro óleo leve ao combustível, que também vaporiza, é expelido, arrefece e condensa.

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O fumo preto que vemos quando os pneus são realmente queimados, surge devido às baixas temperaturas em que se processam. Existe efetivamente uma combustão, quimicamente rica, que produz o fumo preto e a chama de cor laranja que conhecemos.

E aí têm. O fumo branco não é efetivamente fumo, mas sim, vapor!

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