Notícias 326 cv e tração traseira. Born VZ é o primeiro hot hatch elétrico da CUPRA

Apresentação

326 cv e tração traseira. Born VZ é o primeiro hot hatch elétrico da CUPRA

A CUPRA abre as hostilidades entre os "hot hatch" 100% elétricos com a revelação do Born VZ, que aposta apenas na tração traseira.

CUPRA Born VZ - 3/4 frente
© Cupra

A CUPRA acaba de elevar a fasquia com a revelação do Born VZ, o seu primeiro hot hatch 100% elétrico. Adota a sigla VZ (veloz) que identifica as versões mais desportivas dos CUPRA, como já acontece no Formentor e no Leon.

A marca espanhola parece que «passou a perna» à Volkswagen, que já anda a prometer um ID.3 GTX desde 2021 — modelo que partilha quase tudo com o Born —, mas que ainda se encontra em desenvolvimento.

Orgulhosamente instalada na tampa da bagageira, a designação VZ junta-se a um visual enriquecido com jantes de 20”, equipadas com pneus mais largos e mais desportivos. Os sistemas de iluminação em LED mantêm-se inalterados, mas há duas novas cores para a carroçaria: Dark Forest e Midnight Black. Para concluir, há ainda mais elementos num tom cobre.

A bordo, o destaque são os novos assentos dianteiros desportivos com mais apoio lateral, que permitem uma posição de condução mais baixa e são produzidos com materiais reciclados. Além destes, está também presente um novo ecrã tátil central, que cresceu até às 12,9″.

Atrás do volante temos patilhas, só que aqui não são usadas para passagens de caixa (afinal, não tem caixa de velocidades, sendo de relação fixa); servem para alternar entre três níveis diferentes de regeneração de energia.

Apenas duas rodas motrizes

As maiores diferenças entre o CUPRA Born que já conhecemos e o novo VZ não estão à vista. No topo da lista está o sistema de propulsão 100% elétrico, que eleva, e muito, a fasquia do Born.

O Born VZ destaca-se de outros elétricos que apostam na potência e performance, ao prescindir da solução mais habitual de dois motores (um por eixo) e tração integral, ao manter a configuração dos outros Born, de apenas um motor posicionado no eixo posterior.

Só que agora a potência chega aos 240 kW de potência, ou seja, 326 cv. Um valor alinhado com o do Volkswagen Golf R, por exemplo, que extrai 333 cv do 2.0 TSI. O binário do Born VZ também merece menção: 545 Nm (!). Um salto substancial em relação a qualquer outro Born, que não vão além dos 310 Nm.

Com números destes, as prestações teriam de ser consideravelmente melhores: 5,7s dos 0 aos 100 km/h corta praticamente um segundo em relação ao Born e-Boost (com bateria mais pequena) e a velocidade máxima dá um salto (grande) de 40 km/h, estando agora limitada a 200 km/h.

Mais potência requer mais controlo

Além da potência extra, o novo CUPRA Born VZ inclui um chassis mais apurado que conta, de série, com o sistema DCC (Dynamic Chassis Control). A suspensão dianteira tem uma nova afinação e a traseira recebeu novos amortecedores e molas, além de também ter recebido novas barras estabilizadoras.

A CUPRA refere ainda que a direção do Born VZ recebeu uma atualização de software, mas também de hardware, além de um sistema de travagem mais robusto e com um pedal de tato melhorado.

Por fim, mas não menos importante, o CUPRA Born VZ viu a sua bateria crescer ligeiramente, de 77 kWh para 79 kWh (capacidade útil), conseguindo percorrer um máximo de 570 km com uma única carga.

Para a carregar, pode ser em corrente alternada (AC) a 11 kW ou em corrente contínua (DC) até 170 kW de potência de carregamento. Neste caso, passar a bateria dos 10% aos 80% demorará, segundo a CUPRA, cerca de 30 minutos.

Quando chega?

O CUPRA Born VZ será oficialmente apresentado no terceiro trimestre deste ano (durante o verão) devendo chegar ao mercado pouco depois disso.

CUPRA Born VZ - assinatura visual em LED
© Cupra