Ambiente

As emissões de CO2 aumentaram em 2018. Meta de 2020 em risco?

Com a meta das 95 g/km no horizonte, as emissões médias de CO2 em 2018 voltaram a subir. Com a UE a ameaçar com multas, será possível cumprir os objetivos?

Segundo os números agora divulgados pela Agência Europeia do Ambiente, as emissões médias de CO2 dos carros novos registados na Europa e no Reino Unido cresceram pelo segundo ano consecutivo.

Assim, as emissões médias de CO2 dos carros vendidos em 2018 foi de 120,8 g/km, um valor 2 gramas superior ao registado em 2017.

Isto aconteceu depois de 16 anos consecutivos em que a média de emissões de CO2 dos carros novos vendidos na Europa não parou de descer, passando das 172,1 g/km registadas em 2000 para as 118,1 g/km registadas em 2016, o valor mais baixo até agora alcançado.

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Ora, com a meta de emissões para 2020 colocada nas 95 g/km, mantém-se a ameaça de avultadas multas caso não sejam feitos mais esforços para reduzir as emissões e ir de encontro às metas estabelecidas.

As razões deste aumento

A razão por detrás do aumento da média de emissões dos automóveis novos vendidos na UE foi, curiosamente, motivada pela quebra das vendas de modelos com motor Diesel, consequência do escândalo das emissões conhecido como Dieselgate, que fez com aumentasse as vendas de carros a gasolina.

Para teres uma ideia, em 2018 60% das vendas de automóveis novos na UE eram a gasolina enquanto 36% eram Diesel. Também nefasto para a redução das emissões médias parece ser o sucesso crescente dos SUV/Crossover, um tipo de veículo que consome mais, logo emite mais CO2, quando comparado com o carro equivalente.

Já quanto ao efeito positivo das vendas de modelos elétricos ou de baixas emissões neste cálculo, segundo a Comissão Europeia, a venda deste tipo de veículos aumentou em 2018 face a 2017, mas representou apenas 2% das vendas globais.

A posição da União Europeia

Face a este aumento das emissões médias dos carros vendidos na Europa, a Comissão Europeia afirmou que “Os construtores terão de melhorar a eficiência das suas gamas e frota e acelerar a implantação de veículos elétricos ou de baixas emissões”.

Num ano em que o mercado automóvel enfrenta uma crise sem precedentes motivada pela pandemia de Covid-19, resta esperar para conhecer a reação das marcas a mais este endurecer de posição por parte da União Europeia.

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