Primeira Imagem

A primeira imagem do T.50 de Gordon Murray revela uma… ventoinha traseira

A Gordon Murray Automotive revelou a primeira imagem do T.50 e o grande destaque é… a ventoinha traseira. A apresentação está marcada para maio de 2020.

Gordon Murray, o “pai” do McLaren F1 original, voltou ao estirador e decidiu desenvolver um sucessor espiritual para aquela que foi uma das suas obras-primas. O resultado é o T.50, e após as primeiras especificações reveladas em junho passado, hoje trazemos-te a primeira imagem oficial do novo superdesportivo de três lugares.

E a primeira imagem revela-nos a traseira do novo superdesportivo, onde o principal destaque é, obviamente, a ventoinha de 400 mm que a adorna. Accionada de modo elétrico, esta replica a solução no banido Brabham BT46B de Fórmula 1 desenhado por… Gordon Murray.

Aliás, a importância dada à aerodinâmica no desenvolvimento do T.50 foi tal que a Gordon Murray Automotive se uniu à Racing Point Formula 1 para desenvolver a aerodinâmica do superdesportivo.

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Gordon Murray T.50

O que faz a ventoinha?

Esta ventoinha tem, de acordo com a Gordon Murray Automotive, quatro funções: arrefecimento, melhoria da downforce, aumento da eficiência e redução do arrasto aerodinâmico.

Utilizada para acelerar o ar que passa por baixo do carro, este depois é forçado a seguir condutas em direção ao difusor traseiro. No total, o T.50 vai contar com seis modos aerodinâmicos diferentes, dois automáticos e os restantes selecionáveis pelo condutor.

Os modos automáticos são o “Auto”, que otimiza o uso da ventoinha, spoiler traseiro e dos difusores na parte inferior do carro; e “Brake”, que abre os spoilers e coloca a ventoinha à sua velocidade máxima, “colando” o carro ao chão, aumentando a estabilidade e a resistência ao rolamento.

Há ainda os modos “High Downforce” e “Streamline”, o primeiro aumenta a downforce em 30%, o segundo reduz a resistência aerodinâmica em 10%, fechando a passagem de ar por algumas das condutas e também eleva a velocidade da ventoinha, gerando algo como uma extensão virtual da carroçaria. Por fim, existem ainda os modos “Vmax” e “Test”.

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Gordon Murray T.50

No modo “Vmax”, o sistema vai buscar potência extra ao sistema mild-hybrid de 48 V para oferecer um boost de potência durante cerca de três minutos. Perto da sua velocidade máxima a potência sobe ainda mais para perto dos 700 cv, graças ao efeito ram air que a entrada de ar superior permite. Já o modo “Test” vai permitir ao proprietário mostrar o funcionamento do sistema aerodinâmico com o carro parado.

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Um peso-pluma

Apenas 30 mm mais largo e 60 mm mais comprido que o McLaren F1, o T.50 aposta nas dimensões compactas e no baixo peso, uns míseros 980 kg. O que leva Gordon Murray a afirmar: “Mais ninguém faz supercarros da mesma forma que nós”.

A animar um superdesportivo que quer ser, acima de tudo, analógico, encontra-se um V12 desenvolvido pela Cosworth, naturalmente aspirado com 3.9 l de capacidade que deverá debitar cerca de 650 cv (que sobem para perto de 700 cv com o modo “Vmax” acionado).

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Gordon Murray Automotive T.50

Auxiliado por um sistema elétrico paralelo de 48 V, o V12 é capaz de subir até às 12 100 rpm com o limitador a situar-se nas 12 400 rpm. Quanto à caixa de velocidades, esta é manual e tem seis velocidades.

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Apenas 125 exemplares

No total, vão ser produzidas 125 unidades do T.50. Inicialmente tinham sido anunciadas 100, que se mantém, e serão as versões de estrada, com as 25 unidades adicionais agora anunciadas a terem como destino apenas os circuitos — Gordon Murray já revelou que pretende fazer alinhar o T.50 nas 24 Horas de Le Mans.

No que diz respeito ao preço, este deverá fixar-se nos 2,3 milhões de libras (cerca de 2,7 milhões de euros). Com o arranque da produção marcado para 2021, as primeiras unidades do T.50 só deverão ser entregues no início de 2022.

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