25 anos McLaren F1

Porque é que o McLaren F1 tinha posição de condução central?

Nos 25 anos do McLaren F1, recordamos as razões por detrás de uma das suas mais conhecidas características, através do seu criador Gordon Murray.

O McLaren F1 é considerado, e justamente, como um dos melhores superdesportivos de sempre. Inovador, tornou-se também no mais rápido automóvel de sempre até ter surgido um certo Bugatti Veyron em cena. Mas para um carro com 25 anos de vida, o facto de ainda ser o automóvel com motor atmosférico mais rápido de sempre – 391 km/h verificados -, continua a ser notável.

Não só foi o primeiro automóvel de estrada construído em fibra de carbono, como um conjunto de características únicas acabariam por torná-lo na lenda automóvel que é hoje.

Entre elas está, claro, a posição central de condução. Não é uma solução comum. Mesmo os McLaren de hoje assumem uma posição de condução convencional, com o lugar do condutor num dos lados do veículo.

Então porque decidiram colocar o condutor ao meio no F1? Se existe pessoa que pode responder a essa questão é o criador do McLaren F1, o sr. Gordon Murray. Podemos afirmar que a posição central de condução permite uma melhor visibilidade ou até um superior equilíbrio das massas e são razões válidas. Mas a principal razão, segundo o sr. Murray, foi para resolver um problema que afetava todos os superdesportivos dos anos 80: posicionamento dos pedais.

Como? Posicionamento dos pedais?!

Temos de recuar até à década de 80, início da de 90, e perceber que superdesportivos estávamos a falar. Ferrari e Lamborghini eram os principais representantes desta espécie. Countach, Diablo, Testarossa e F40 eram o sonho de qualquer entusiasta e faziam parte da decoração de qualquer quarto de adolescente.

Máquinas espectaculares e desejáveis, mas pouco amigas de humanos. Ergonomia era, no geral, uma palavra desconhecida no mundo dos superdesportivos. E começava logo com a posição de condução – na maior parte dos casos sofrível. Volante, banco e pedais raramente estavam alinhados, obrigando a um posicionamento incorrecto do corpo. As pernas eram obrigadas a irem mais para o centro do carro, onde os pedais estavam localizados.

Como Gordon Murray explica no filme (em inglês), ele testou diversos superdesportivos para averiguar o que era possível fazer melhor. E a posição de condução foi um dos aspetos críticos a ser melhorados. Ao colocar o condutor ao centro permitia evitar os generosos arcos das rodas – tinham de acomodar pneus largos -, e criar um posto de condução onde todos os elementos estavam onde ergonomicamente deveriam estar. Ainda hoje é uma das suas mais valorizadas características, mesmo que possa trazer algumas dificuldades no acesso ao posto de comando central.

Murray continua no filme a evidenciar aspetos do McLaren F1 – desde a sua estrutura em fibra de carbono à sua performance – pelo que lamentamos apenas o pequeno filme não estar legendado em português.

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