Apresentação

Este é o novo Mercedes-Benz GLA. O oitavo elemento

Com a chegada do Mercedes-Benz GLA, a "família" de modelos compactos da marca da estrela ficou completa, passando a contar com oito elementos. Estes são os seus destaques.

Mais de um milhão de Mercedes-Benz GLA foram vendidos em todo o mundo desde a sua chegada em 2014, mas a marca da estrela sabe que pode fazer bem melhor. Por isso, tornou-o mais SUV e menos crossover e deu-lhe todos os trunfos da atual geração de modelos compactos, de que o GLA é o oitavo e último elemento.

Com a chegada do GLA, a família de modelos compactos da Mercedes-Benz passa a ter oito elementos, com três diferentes distâncias entre eixos, tração dianteira ou às quatro rodas e motores a gasolina, Diesel e híbridos.

Até agora, era pouco mais do que um Classe A “em pontas”, mas na nova geração — que estará em Portugal em finais de abril — o GLA subiu um degrau para assumir o estatuto de SUV que é o que realmente os clientes procuram (nos Estados Unidos, por exemplo, o GLA só vende cerca de 25 000 carros/ano, cerca de 1/3 das matrículas de um GLC ou “a léguas” do meio milhão de Toyota RAV4 postos a circular a cada ano naquele país).

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É claro que os americanos gostam de SUV grandes e a Mercedes-Benz tem vários por onde se podem dispersar, mas é inegável que a intenção da marca alemã foi a de “SUVizar” a segunda geração do GLA.

Até porque, sendo uma dimensão de automóvel mais europeia, a desvantagem era nítida para os rivais diretos, os suspeitos do costume: BMW X1 e Audi Q3, nitidamente mais altos e a gerar a muito apreciada posição de condução com horizontes alargados e sensação de segurança acrescida por se viajar “no primeiro andar”.

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Mais alto e mais largo

Por isso, o novo Mercedes-Benz GLA ficou 10 cm (!) mais alto, ao mesmo tempo que alargou as vias — largura exterior também cresceu 3 cm — para que tanto crescimento vertical não afetasse muito negativamente a estabilidade em curva. O comprimento até encolheu (1,4 cm) e a distância entre-eixos cresceu 3 cm, para beneficiar o espaço na segunda fila de bancos.

Com o papel de desportivo entre os SUV compactos da Mercedes-Benz (o GLB é o mais familiar, sendo mais comprido e dispondo de uma terceira de fila de bancos, algo único nesta classe), o novo GLA conserva o pilar traseiro de descida mais gradual, reforça o visual másculo dado pelos ombros largos na secção posterior e pelos vincos no capot que sugerem potência.

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Na traseira, os refletores surgem inseridos no para-choques, abaixo da bagageira cujo volume aumentou 14 litros, para 435 litros, com as costas dos bancos levantadas.

Depois, é possível rebatê-las em duas partes assimétricas (60:40) ou, opcionalmente, em 40:20:40, existindo uma bandeja no piso que pode ser colocada junto à base da bagageira ou numa posição mais alta, na qual cria um fundo de carga quase totalmente plano quando os bancos se encontram reclinados.

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De realçar que o espaço para as pernas na segunda fila de bancos foi muito ampliado (em 11,5 cm porque os bancos traseiros foram chegados mais atrás sem que isso prejudicasse a capacidade da bagageira, a maior altura da carroçaria assim o permite), ao contrário da altura que desceu 0,6 cm nesses mesmos lugares.

Já nos dois bancos dianteiros, o que mais chama a atenção é o aumento da altura disponível e, sobretudo, a posição de condução que é uns impressionantes 14 cm mais elevada. Posição “de comando” e boa vista para a estrada asseguradas, portanto.

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Tecnologia não lhe falta

Diante do condutor está o conhecido sistema de informação e entretenimento MBUX, pleno de possibilidades de personalização e com funções de navegação em realidade aumentada que a Mercedes-Benz começou a utilizar com esta plataforma eletrónica, além do sistema de comando por voz ativado pela frase “Hey Mercedes”.

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Os monitores digitais de instrumentação e informação-entretenimento são como dois tablets dispostos horizontalmente, um ao lado do outro, com duas dimensões disponíveis (7” ou 10”).

Igualmente conhecidas são as saídas de ventilação com aspeto de turbinas bem como o seletor dos modos de condução, para privilegiar o conforto, a eficiência ou o comportamento desportivo, consoante o momento e a preferências de quem conduz.

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Mercedes-AMG GLA 35

Offroad com o novo Mercedes-Benz GLA

Nas versões de tração às quatro rodas (4MATIC), o seletor dos modos de condução influencia a sua resposta de acordo com três mapeamentos da distribuição de binário: em “Eco/Comfort” a distribuição é feita na proporção 80:20 (eixo dianteiro:eixo traseiro), em “Sport” passa a 70:30 e no modo off-road, a embraiagem atua como um bloqueio de diferencial entre os eixos, com distribuição equitativa, 50:50.

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Refira-se ainda que estas versões 4×4 (que usam um sistema eletromecânico e não hidráulico como na anterior geração, com vantagens em rapidez de atuação e superior controlo) contam sempre com o Pacote OffRoad, que inclui um sistema de controlo de velocidade em descidas íngremes (2 a 18 km/h), informação específica sobre ângulos de TT, inclinação da carroçaria, exibição de uma animação que permite perceber a posição do GLA no solo e, em combinação com os faróis LED Multibeam, uma função especial de iluminação off-road.

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Quanto à suspensão, esta é independente às quatro rodas, usando a traseira uma sub-estrutura montada com casquilhos de borracha para minimizar as vibrações que são transferidas para carroçaria e habitáculo.

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Quanto vai custar?

A gama de motores do novo GLA (que será produzido em Rastatt e Hambach, na Alemanha e em Pequim, para o mercado chinês) é a conhecida na família de modelos compactos da Mercedes-Benz. Gasolina e Diesel, todos de quatro cilindros, estando a ser ultimado o desenvolvimento de uma variante híbrida plug-in, que só deverá estar no mercado aproximadamente dentro de um ano.

No degrau de entrada, o Mercedes-Benz GLA 200 vai usar o motor de 1.33 litros a gasolina com 163 cv por um preço quase a roçar os 40 000 euros (estimado). Já o topo de gama será ocupado pelo AMG 35 4MATIC de 306 cv (na casa dos 70 000 euros).

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