Salão de Xangai 2019

Salão de Xangai 2019. Palavra de ordem: eletrificar… tudo

No Salão de Xangai 2019 o foco esteve nos carros eletrificados, tanto por parte dos construtores locais, como globais. Estes são alguns dos destaques.

O Salão de Xangai 2019 acabou por revelar vários pontos de interesse, até pelo alcance global de algumas das novidades apresentadas. Já revelámos algumas, como o Renault City K-ZE, o Mercedes-Benz GLB ou a versão final do Aston Martin Rapide E, a variante elétrica e limitada do GT britânico.

As novidades não se ficaram por aqui, com a estreia de muitos protótipos, carros de produção e até… marcas. O foco, no entanto, esteve no automóvel elétrico, ou não fosse a China o maior mercado global para este tipo de motorização, e também o principal impulsionador desta tecnologia.

Reunimos os principais destaques deste cada vez mais internacional salão automóvel.

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Volkswagen ID. Roomzz

A família ID. da Volkswagen, que antecipa vários modelos 100% elétricos derivados da versátil plataforma MEB, recebe mais um membro, o ID. Roomzz. Um SUV elétrico de grandes dimensões (5,0 m de comprimento), com possibilidade de condução autónoma e que promete 450 km de autonomia elétrica.

O seu lançamento já está confirmado para 2021 e a apresentação do concept em Xangai não é inocente. A China será o primeiro mercado a receber a versão de produção.

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Audi AI:ME

Após o e-tron, e-tron sportback e o Q4 e-tron, a Audi levou até Xangai mais um elétrico, o AI:ME, derivado da MEB (tal como o Q4 e-tron). Trata-se, ao que tudo indica, do modelo da Audi equivalente ao ID. da Volkswagen, relacionando-se diretamente também com o el-Born da SEAT.

No entanto não foi anunciado um possível modelo de produção. A Audi indica que o AI:ME antecipa algo que possamos ver daqui a 10 anos — provavelmente referindo-se à tecnologia, sobretudo a relacionada com condução autónoma, aqui de nível 4.

O AI:ME não esconde a sua inspiração no AIcon, o concept totalmente autónomo apresentado em 2017. Para nós, quase que podia ser uma reinterpretação futurista do Audi A2, adaptada à era elétrica. Tal como o ID. da Volkswagen, vem equipado com um motor elétrico colocado sobre o eixo traseiro, a debitar 170 cv, com a energia a ser garantida pelo pack de baterias de 65 kWh.

Lexus LM

Se a dimensão do típico “duplo rim” da BMW tem surpreendido nos mais recentes lançamentos da marca, o que dizer da grelha do primeiro MPV da Lexus, o LM? A grelha “Spindle”, que tem marcado as últimas gerações Lexus, assume aqui proporções desmesuradas.

Este MPV assume-se como um veículo de luxo, apresentando-se com duas configurações interiores — uma ultra-luxuosa de quatro lugares, com um ecrã de 26″ para os ocupantes traseiros; ou uma configuração de sete lugares.

O Lexus LM 300h parece-vos familiar? Isso é porque deriva diretamente do Toyota Alphard, um modelo que tem conquistado o coração de muitos políticos, celebridades e executivos asiáticos, para as suas deslocações.

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Karma

Lembram-se do Fisker Karma? Das cinzas da Fisker nasceu a Karma Automotive, ainda baseada na Califórnia, mas pertencente ao Wanxiang Group de origem chinesa. Surgiu no Salão de Xangai 2019 com três novidades: um veículo de produção e dois concepts.

O Karma Revero GT é uma versão reestilizada do Fisker Karma original e mantém-se como um híbrido plug-in, trocando o motor térmico de origem GM por um tri-cilindrico de 1.5 l de origem BMW. A sua componente elétrica foi também totalmente revista, possibilitando agora mais potência — 535 cv ao invés de 408 cv —, mais autonomia elétrica — 128 km contra 80 km (dados oficias da marca) —, e uma nova bateria de 28 kWh.

A acompanhá-lo estava o Karma Pininfarina GT, um elegante coupé, e o seu nome é revelador da autoria das suas linhas. O Pininfarina GT parece derivar diretamente do Revero, e indica o que podemos esperar, pelo menos visualmente, dos Karma de amanhã.

Kama Pininfarina GT
Kama Pininfarina GT
Kama Pininfarina GT
Kama Pininfarina GT

Para um futuro mais distante, a Karma apresentou o SC1 Vision Concept, um roadster 100% elétrico de linhas estilizadas e fluídas — será que algum dia verá a linha de produção? Confirma, pelo menos, a aposta futura da Karma em modelos eletrificados, com tónica crescente nos puramente elétricos.

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Geometry

Não contente de ter adquirido a Volvo e a Lotus, e de ter transformado a Polestar em marca, a Geely lançou mais uma marca automóvel. A Geometry quer ser uma marca de automóveis exclusivamente elétricos. Surgiu em Xangai com o seu primeiro modelo, o… A — apenas “A” —, uma berlina de três volumes.

Existem duas versões com dois packs de baterias: 51,9 kWh e 61,9 kWh a que correspondem dois valores de autonomia máxima elétrica, 410 km e 500 km respetivamente, ainda que no desatualizado ciclo NEDC. O A debita 163 cv e 250 Nm de binário, com os 0 aos 100 km/h alcançados em 8,8s.

O Geometry A é apenas o início, com a marca a prometer 10 novos modelos puramente elétricos até 2025, que serão integrados em vários segmentos e assumirão vários formatos, entre berlinas, crossovers, SUV e MPV.

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Seres SF5

A SF Motors surgiu em Xangai com novo nome: Seres. O Seres SF5 é já a versão de produção de um crossover elétrico de altas prestações — 3,5s dos 0 aos 100 km/h e 250 km/h de velocidade máxima (limitada) — um bom rival para o Tesla Model X? Possível graças ao pack de baterias de 90 kWh, e aos 684 cv e 1040 Nm de binário que os seus motores debitam. A autonomia máxima é de 480 km.

Uma segunda versão será disponibilizada, com um extensor de autonomia, e uma bateria de menor capacidade com 33 kWh. Apesar de prometer o mesmo valor de potência e binário, as prestações ficar-se-ão pelos 4,8s e 230 km/h.

Apesar de destinado à China, os planos da Seres são claramente mais globais. Além de uma linha de produção chinesa (com capacidade de até 150 mil unidades por ano), a Seres também terá uma linha de produção norte-americana, nas instalações da AM General (onde foram produzidos o Mercedes-Benz Classe R e o Hummer H2), com capacidade para 50 mil veículos por ano. Além do SF5 será produzido o segundo modelo da marca, o SF7.

 

 

 

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