Apresentação

Audi e-tron. Conhece o rival do EQC e do i-Pace

O Audi e-tron não é apenas mais um SUV na gama da marca dos quatro anéis, mas é também o primeiro modelo desenvolvido pela Audi para ser apenas e só elétrico.

Rival de modelos como o Mercedes-Benz EQC ou o Jaguar I-Pace, o novo Audi e-tron, desvendado esta madrugada na cidade norte-americana de São Francisco, anuncia-se como um dos modelos 100% elétricos com maior autonomia, só suplantado pelo adversário britânico (470 km).

No entanto, ainda decorrem os testes de homologação, pelo que o valor final oficial de autonomia do e-tron não foi divulgado, como refere o responsável pelos motores da Audi, Siegfried Pint. Se anteriormente anunciava 400 km de autonomia, a expectativa é de que atinja algo mais próximo dos 450 km, já de acordo com o ciclo WLTP.

O mesmo responsável também revelou que, a par desta versão, cujo preço deverá ficar sempre abaixo do Tesla Model X mais barato, o e-tron terá ainda uma versão mais acessível, mas também com menor autonomia.

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Audi e-tron

Adeus, retrovisores

O Audi e-tron apresentou-se igualmente como o primeiro veículo de produção a prescindir dos tradicionais espelhos retrovisores, os quais vão poder ser trocados por câmaras, com a imagem captada a ser projetada em ecrãs dispostos nas portas. Existem também benefícios em termos aerodinâmicos, com as câmaras exteriores a garantirem, face aos retrovisores tradicionais, um ganho extra de cerca de 2,2 km de autonomia.

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Ainda relativo à aerodinâmica, a Audi anuncia para o e-tron um Cx de 0,28, um valor excelente para um SUV, graças a vários fatores como, por exemplo, a condutas específicas para o arrefecimento dos discos de travão, à suspensão auto-regulável em função da velocidade, além de uma zona inferior totalmente lisa. Também ajuda ser mais baixo que a generalidade dos SUV, com os seus 1616 mm a serem inferiores em 43 mm que o Audi Q5.

Audi e-tron

Mais de 400 cv, apenas no modo Boost

Já no capítulo da motorização, o Audi e-tron conta com dois motores assíncronos — um no eixo dianteiro, outro no eixo traseiro —, garante não apenas tração integral permanente, como uma potência máxima conjunta de cerca de 408 cv e um binário máximo de 660 Nm.

Em modo regular, estão disponíveis 360 cv e 561 Nm, potência e binário respetivamente, valores que permitem ao SUV elétrico alemão acelerar dos 0 aos 96 km/h em 6,4s — em modo Boost, esse valor é reduzido para 5,5s. Realce ainda para uma velocidade máxima eletronicamente limitada de 200 km/h.

A bateria tem uma capacidade de 95 kWh, ou seja, uma das maiores do mercado, só superada pela dos 100D da Tesla, com a potência a ser direcionada, principalmente, para o eixo traseiro, em uso regular; ao passo que, nos momentos de maior carga… no acelerador, a divisão é feita de forma totalmente igualitária (50/50) pelo dois eixos.

À procura da energia perdida

De notar a presença de um sistema de recuperação de energia que, segundo a Audi, consegue repor até 30% da capacidade da bateria, e que funciona de dois modos: em desaceleração, quando tiramos o pé do acelerador, e quando pressionamos o pedal de travão.

Carregamento

O Audi e-tron poderá carregar em 30 minutos até 80% da capacidade da bateria, caso recorra a um posto de carregamento rápido de 150 kW, que ainda são pouco comuns — a Audi também faz parte da rede Ionity que espera ter 1200 postos de 150 kW até ao final deste ano na Europa.

Já numa wallbox doméstica de 11 kW, o elétrico alemão deverá necessitar de 8,5 horas para recarregar por completo as baterias, tempo que descerá para metade, se o carregador for de 22 kW.

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Elétrico, mas tem de parecer um Audi

Como já tinha sido verificado nos protótipos camuflados, apesar de elétrico, o Audi e-tron mantém-se fiel à grelha Singleframe — um dos principais elementos que identificam os Audi —, aqui com “miolo” específico, de cor mais clara.

Tem elementos específicos como a colocação do nome “e-tron” na frente, tal como acontece com as versões RS; as jantes de desenho específico, aerodinamicamente otimizadas; e apontamentos cromáticos em laranja, como o nome ou as opcionais pinças de travão. Porquê laranja? É a cor dos cabos de alta tensão que podemos encontrar nos automóveis elétricos, dando pequenas pistas visuais que se trata de um carro elétrico.

Já no interior do habitáculo, o replicar de soluções conhecidas dos modelos de topo do construtor de Ingolstadt, como é o caso do Audi Virtual Cockpit ou dos dois ecrãs táteis a cores que preenchem a consola central, de 10,1″ e 8,8″. Caso optem pelos retrovisores virtuais, dois ecrãs de 7” surgem colocados nas portas.

Espaço, muito espaço

A Audi garante ainda que o e-tron oferece mais espaço interior, seja em que banco for, que qualquer um dos rivais. Vantagem que se estende à bagageira com 660 l — mais 160 l que, por exemplo, o rival Mercedes-Benz EQC. Ao contrário do seu rival, o e-tron tem ainda mais 60 l de espaço disponível, sob o capot dianteiro, sendo também aí que estão os cabos de carregamento

Chega quando?

O Audi e-tron será produzido em Bruxelas, na Bélgica, e de acordo com a marca, neutra em termos de emissões CO2. O modelo começará a chegar aos principais mercados europeus no final deste ano.

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