Apresentação

Ford EcoSport aproxima-se, finalmente, do mercado europeu

Com uma vida até agora atribulada na Europa, a marca pretende conseguir atingir um maior número de clientes europeus com esta atualização. Será que é desta?

O segmento dos SUV cresceu 26% em 2016 na Europa e prevê um aumento de 34% até 2020, motivo pelo qual todos os construtores reforçam a sua gama de modelos SUV. Só nos últimos meses conhecemos o Hyundai Kauai, o Seat Arona, o Volkswagen T-Roc, o Kia Stonic, Skoda Karoq, o Citroën C3 Aircross entre outros, e agora… o Ford EcoSport. Concretamente no segmento B-SUV, o crescimento para este ano em Portugal prevê-se que atinga os 10%.

A Ford tem previstos até 2018 cinco novos modelos SUV. Depois do Edge, do Kuga, e do EcoSport, agora renovado, ainda virá o Fiesta Active e um outro ainda não revelado que poderá ter como base o novo Ford Focus.

Se o Ford EcoSport nasceu inicialmente para mercados como o do Brasil e Índia, onde teve um sucesso comercial que não conheceu na Europa, agora o modelo assume um novo e importante papel para o mercado Europeu, e que aliás já tínhamos referido aqui.

Ford Ecosport
A apresentação internacional do novo Ford Ecosport decorreu em Portugal, durante o mês de Dezembro.

É, aliás, na Europa que são produzidas as unidades EcoSport com destino à Europa, mais concretamente em Croavia – Roménia, fábrica que representou para a Ford um investimento de 200 milhões de euros, criando 1700 novos postos de trabalho. No entanto, o EcoSport é produzido globalmente em cinco fábricas distintas e vendido em mais de 149 países.

Não sendo uma geração completamente nova, é uma profunda renovação no modelo, e a prova disso são as 2300 novas peças.

Ford Ecosport

A nova versão destaca-se pelo enquadramento com os restantes SUV da marca da oval, como o Edge e o Kuga, e aproxima-se mais daquilo que é procurado na Europa, através do ADN Ford bem presente, e assumindo um estilo mais ativo e desportivo, com melhores materiais.

Versões

Das versões de equipamento destacam-se a Titanium e a ST Line agora disponível. Enquanto a primeira mantém um aspeto mais conservador através dos cromados nos frisos, com jantes de liga leve que vão entre as 16” e as 18”, botão de ignição, AC automático, estofos em couro e sistema SYNC 3 com ecrã tátil de 6,5″, a ST Line assume sem dúvida uma vertente mais dinâmica e apelativa. As embaladeiras reforçadas e à cor da carroçaria conferem-lhe um aspeto mais baixo, e os difusores na frente e traseira realçam um estilo jovem e desportivo, para o qual muito contribuem as pinturas Lighting Blue e Ruby Red, que nesta versão podem ser bi-tom, e jantes exclusivas desta versão em 17” e 18”. No interior, destaca-se a costura em vermelho nos bancos, volante, travão de mão e manete de velocidades.

A personalização é cada vez mais um aspeto fundamental no segmento, motivo pelo qual a Ford passou a disponibilizar o EcoSport com quatro cores para o teto nas versões ST Line, o que permite cerca de 14 combinações distintas.

A versão de entrada é a Business e inclui já luzes diurnas em LED, espelhos retrovisores elétricos e rebatíveis eletricamente, apoio de braço, sistema My Key, sistema de navegação, ecrã tátil de 8″, sensores de estacionamento traseiros e controlo e limitador de velocidade.

Mais equipamento

O novo Ford EcoSport recebe também agora mais equipamento, como é o caso dos bancos e volante aquecido e sistema de som premium da B&O Play — não se trata apenas de uma introdução do mesmo sistema aplicado ao novo Fiesta, já que este é desenvolvido e calibrado “à medida” para cada modelo. O sistema dispõe de um amplificador DSP com quatro tipos de colunas distintas, e 675 watts de potência para um som ambiente surround.

Interior mais moderno

No interior destaca-se desde logo uma consola mais horizontal, que consegue uma melhor harmonia, com ecrãs flutuantes já estreados no novo Ford Fiesta, e que vão das 4,2” até ás 8”, passando pelas 6,5”, sendo que os dois maiores são táteis e contam com o sistema Sync 3 compatível com o Android Auto e o Apple CarPlay.

Os bancos são novos, e oferecem agora um melhor apoio bem como um conforto superior. O painel de instrumentos é herdado do irmão Fiesta, com ponteiros analógicos e um ecrã monocromático de 4,2” ao centro com as informações referentes ao computador de bordo, navegação e sistema multimédia.

Números para esquecer…

Todos os ângulos do novo Ford EcoSport foram revistos e melhorados. O ângulo de entrada é de 21º, o de saída é de 33º, enquanto o ventral é de 23º. No que diz respeito à altura ao solo, as versões Diesel contam com 160 mm, enquanto as versões a gasolina com 190 mm.

Agora, podes esquecer todos estes números. Porquê? Porque devido à nossa ridícula, injusta e desadequada lei das classes nas portagens, as unidades EcoSport que virão para Portugal terão que sofrer alterações nas molas das suspensões para que o EcoSport possa ser considerado Classe 1, independentemente de ter ou não o dispositivo de Via Verde.

Ford Ecosport

Em equipa vencedora…

Enquanto a maioria dos construtores aposta em novas motorizações a gasolina, a Ford não tem, para já, nada mais a inventar neste capítulo, já que o multipremiado bloco EcoBoost tem suficientes provas dadas. O EcoSport virá com versões de 100, 125 e 140 cv, sendo que na fase inicial de lançamento prevista para fevereiro de 2018, estarão apenas disponíveis as duas versões mais potentes. Disponíveis com caixa manual de seis velocidades, a versão de 125 cv poderá estar também disponível com caixa automática. A versão de 100 cv chegará em meados do próximo ano.

Já nos Diesel a conversa é outra. Para além do motor 1.5 TDCi com 100 cv, a marca “transformou” o bloco TDCi numa nova variante denominada EcoBlue, para desta forma cumprir as exigentes normas anti-poluição. Este 1.5 EcoBlue passa a contar com 125 cv, 300 Nm de binário, garantindo boas performances e emissões de CO2 e NOx reduzidas graças à adição do Adblue. 

Com esta nova motorização o Ford EcoSport está disponível com um novo sistema de tração integral (AWD), raro no segmento, e que mais do que permitir algumas incursões fora de estrada, permite uma maior segurança em países ou cidades que o justifiquem devido a condições climatéricas mais adversas.

Ao volante

No percurso que efetuámos com o Ford EcoSport 1.5 Ecoblue e tração integral pudemos comprovar algumas melhorias no interior. Os materiais evoluíram muito, ainda que um ou outro ponto ainda seja criticável, e acima de tudo a melhor ergonomia tornou a experiência de condução muito melhor. Os comandos da caixa de velocidades são precisos, a direção é direta o suficiente e tudo parece funcionar em perfeita harmonia, ou seja, o conjunto motor, caixa, direção permite uma condução em tudo agradável.

A suspensão foi revista e comporta-se adequadamente para o que se espera do EcoSport.

O novo bloco 1.5 EcoBlue prima mais por uma condução relaxada do que apressada, e os consumos também não se revelaram vantajosos, com médias sempre superiores aos sete litros. Valores no entanto que averiguemos mais aprofundadamente num posterior contato quando esta versão do Ecosport chegar a Portugal, em meados do próximo ano.

Ford Ecosport

Como não podia deixar de ser, também as funcionalidades práticas foram pensadas, e o novo EcoSport conta com uma gama de novos acessórios como os suportes para bicicletas, as barras de tejadilho, entre outros. O portão da bagageira continua com abertura lateral, apesar de já na anterior atualização ter perdido o pneu suplente no portão.

O novo EcoSport apresenta-se assim mais moderno, com melhor qualidade, mais equipado, e com motores e caixas de velocidades que se adequam perfeitamente ao modelo, permitindo uma experiência de condução melhorada. Sendo a terceira vez que o Ecosport recebe atualizações, pode ser que seja desta que o modelo suceda, já que para já apenas o nome continua a não fazer sentido. Não vos parece?

Os preços para Portugal serão conhecidos nos próximos dias, mas a diferença face ao anterior modelo deverá rondar os 200 euros para as versões de equipamento e motores idênticas.


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Ao volante do novo Ford Fiesta. O melhor de sempre?

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