Grupo PSA: Hybrid Air é uma «lufada de ar fresco» na industria automóvel

27/01/2013
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Sistema de ar comprimido substitui baterias e motores eléctricos para auxilio ao motor convencional.

Há sempre algo novo e interessante a surgir na industria automóvel, é por isso que o assunto no que toca a automóveis nunca se esgota. A mais recente novidade digna desse nome é o sistema Hybrid Air do Grupo PSA – Peugeot Citroen. Um sistema que utiliza o ar comprimido para impulsionar o automóvel.

Simples de explicar, nem por isso fácil de colocar na prática. O sistema apresentado pela PSA promete ganhos similares aos sistemas convencionais de baterias com motores eléctricos, mas com a vantagem de não necessitar de dispendiosas e pesadas baterias nem motores adicionais para auxiliar o motor térmico.

Sempre o que o movimento gerado pelo motor térmico (a gasolina ou diesel) não é aproveitado para locomover o automóvel aciona-se uma engrenagem que coloca em funcionamento um compresssor de ar que armazena o ar comprimido em dois compartimentos. Ar que mais tarde é utilizado para impulsionar o automóvel em modo 100% «a sopro» ou para ajudar o motor em solicitações mais severas, como ultrapassagens ou subidas.

O Grupo PSA estima que se esta tecnologia fosse aplicada aos actuais Citroen C3 ou Peugeot 208, estes modelos iriam consumir 2.9l aos 100Km com uma média de emissões de apenas 69 g/km. Mas mais importante que isso, o Grupo anuncia que em 60% das situações de tráfego urbano o automóvel iria circularia em modo 100% livre de emissões.

O gigante francês estima que em 2016 este sistema já estará em comercialização. A ideia, não sendo nova, nunca pareceu tão promissora.

Texto: Guilherme Ferreira da Costa

Diretor Editorial e co-fundador da Razão Automóvel. Tem 29 anos, ama os automóveis mas tem uma paixão secreta: as duas rodas! Praticante de todo-o-terreno, iniciou-se nas lides da condução aos comandos de um Citroen Ax. Não resiste a umas boas curvas, seja no asfalto ou numa folha de papel.

  • Correia

    É pena considerar-se isto uma inovação, porque já existe esta tecnologia há mais de uma década… Deixo a investigação aos curiosos… Espanha!

    • Diogo Teixeira

      É verdade caro Correia, daí a última frase do artigo ser: “A ideia, não sendo nova, nunca pareceu tão promissora”. Obrigado pela participação!

    • André

      Não é só Espanha porque antes da Espanha, já havia em França uma marca que fazia e ainda faz veículos com propulsão totalmente a ar-comprimido.

      Isto peca por tardio, assim como outras tecnologias, a diferença é que esta é uma tecnologia relativamente simples e não envolve de todo grandes riscos, apenas segurança devido ao tanque de alta pressão. Esta tecnologia já devia ter sido adoptada à 20 anos atrás, mas pronto, mais vale tarde do que nunca.
      Isto aliado à diminuição de peso, será sem dúvida uma tecnologia vencedora, espero que mais marcas adoptem este conceito.

      • Magno campos

        E nao se esqueçam de um modelo Brasileiro que eram 100% a ar comprimido que substituia a combustão da gasolina por uma lufada de ar a alta pressão…

  • Miguel

    Meus caros, a compressão do ar têm perdas energéticas muito grandes, logo as solução 100% a ar comprimido, não fazem sentido, pois o ciclo energético é muito negativo (o ar escapa-se… e por isso a eficiência é fraca).
    Contudo tratando-se de um aproveitamento das travagens, o ciclo é sempre positivo, pois essa energia ia ser desperdiçada em calor, logo esta ideia é inovadora e por isso! E sendo um sistema mais leve e compacto, é ideal para andar com ele “às costas”.

    • Guilherme Costa

      Estimado Miguel,

      É sempre receber comentários tão lúcidos. Nós concordamos em tudo consigo. Tudo o que sejam sistemas que permitam efectivamente recuperar alguma da energia dissipada pelo automóvel é sempre bem vinda.

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