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Grupo Renault vai lançar dez novos modelos elétricos até 2025

Plano estratégico eWays anunciado por Luca de Meo prevê também o desenvolvimento de baterias com vista à redução dos custos dos automóveis elétricos.

Renault eWays
OLIVIER MARTIN GAMBIER omg.omg@w

O Grupo Renault está apostado em acelerar a sua estratégia de veículos elétricos e acaba de confirmar que pretende lançar dez novos modelos 100% elétricos até 2025, sete dos quais para a marca Renault.

Este objetivo está inserido no plano estratégico eWays agora anunciado por Luca de Meo, diretor executivo do Grupo Renault, que prevê também o desenvolvimento de baterias e tecnologia com vista à redução dos custos.

Neste evento digital, onde Luca de Meo fez questão de reforçar que a marca gaulesa pretende ser “uma das mais, se não mesmo a mais verde da Europa”, a Renault mostrou pela primeira vez o 4Ever, um protótipo que antecipa um futuro modelo elétrico que deverá ser uma espécie de reinterpretação moderna do icónico Renault 4.

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Novo Mégane E-Tech Electric (aka MéganE) será lançado em 2022.

Mas este não é o único nome histórico da Renault que irá ser recuperado para batizar futuros modelos elétricos. Também o Renault 5 terá direito a uma versão do século XXI, com a marca francesa a revelar que terá um custo cerca de 33% inferior ao do atual ZOE, dando “corpo” à ideia de querer democratizar a mobilidade elétrica.

A somar a estes dois modelos, outro nome bem conhecido: MéganE. Baseado na plataforma CMF-EV (a mesma na qual será construído o novo crossover elétrico da Nissan), o MéganE vai começar a ser produzido ainda em 2021 e será lançado no mercado em 2022.

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Renault Mégane E-Tech Electric

Plataformas nativas para elétricos

A expansão da gama elétrica do Grupo Renault será feita com base em plataformas específicas para modelos elétricos, nomeadamente as CMF-EV e CMF-BEV.

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A primeira — CMF-EV — está orientada para os segmentos C e D e vai representar 700 000 unidades no seio da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi até 2025. Capaz de oferecer uma autonomia de até 580 km (WLTP), permite uma distribuição ideal de peso, direção direta, baixo centro de gravidade e uma suspensão traseira multibraços.

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Marca francesa vai recuperar dois nomes históricos: Renault 4 e Renault 5.

Já a plataforma CMF-BEV destina-se a modelos do segmento B, com preços mais “contidos” e oferece até 400 km (WLTP) de autonomia elétrica.

Reduzir para metade o custo das baterias

O Grupo Renault conseguiu reduzir, para metade, o custo das baterias nos últimos dez anos e agora quer repetir essa redução durante a próxima década.

Para isso, o Grupo Renault acaba de estabelecer uma parceria com a Envision AESC para o desenvolvimento de uma gigafábrica em Douai, em França, com capacidade de 9 GWh em 2024 e que poderá atingir os 24 GWh em 2030.

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Além disso, o grupo gaulês assinou ainda um memorando de entendimento para se tornar acionista da start-up francesa Verkor, com uma participação de mais de 20%, com o objetivo de construir a primeira gigafábrica para baterias de alto desempenho em França, com uma capacidade inicial de 10 GWh que pode “crescer” até aos 20 GWh em 2030.

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