Oficialmente no «clube dos clássicos». Mercedes-Benz Classe C (W 202) vai valorizar?

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Oficialmente no «clube dos clássicos». Mercedes-Benz Classe C (W 202) vai valorizar?

O primeiro Mercedes-Benz Classe C (geração W 202) é oficialmente um clássico. A sua estreia aconteceu há 30 anos, em 1992.

Estávamos em 1992, quando foi apresentado o Mercedes-Benz Classe C (W 202). Um modelo sobre o qual recaiu uma tarefa, no mínimo, difícil: substituir o mítico Mercedes-Benz 190 (W 201) — igual ao que a Razão Automóvel tem na garagem.

Volvidos 30 anos desde o seu lançamento, este modelo já pode ser oficialmente certificado como clássico. Desde que, naturalmente, preencha todos os critérios — originalidade, bom estado, etc.

Em Portugal, esta certificação pode ser atribuída pelo Museu do Caramulo ou pelo Automóvel Clube de Portugal, mencionado apenas duas das várias entidades que podem efetuar estas certificações no nosso país.

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Mercedes-benz classe C, W 202
Ainda hoje é um modelo relativamente comum nas nossas estradas. Nem todos nas melhores condições, é verdade.

É precisamente as unidades em melhor estado que, a partir de agora, podem começar a suscitar o interesse dos colecionadores ou simples amantes de automóveis clássicos.

Mercedes-Benz Classe C (W 202)

Produzido entre 1992 e 2000, o primeiro Mercedes-Benz Classe C conheceu duas carroçarias: berlina e carrinha (Station) lançada em 1996. Um período de produção alargado, numa altura em que os motores de combustão conheceram muitas inovações, e que permitiu a esta geração conhecer várias tecnologias.

W 202, foto de família
A título de exemplo, as primeiras unidades do W 202 estavam equipadas com o «velho e fiável» motor 2,0 l Diesel naturalmente aspirado (OM 601) de 75 cv do 190 (W 201), e as últimas unidades já montavam os motores CDI, com tecnologia common-rail.

Este foi também o primeiro Mercedes a conhecer uma versão oficial AMG, desenvolvida em parceira entre a marca de Estugarda e o então preparador independente de Alffalterbach. Como hoje sabemos, foi a primeira de muitas colaborações.

Chamava-se C 36, e oferecia um motor de seis cilindros capaz de debitar 280 cv de potência. É talvez das versões mais procuradas desta geração — há neste momento uma à venda em Portugal.

Mercedes-Benz C 36 AMG traseira
Mais tarde surgiram as versões C 43 e C 55, todas preparadas pela AMG e já com V8.

Em termos de chassis, registou-se uma evolução notória face ao Mercedes-Benz 190 (W 201). Uma evolução que se sentia tanto no comportamento dinâmico como no conforto.

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Na verdade, o esquema de suspensões era o mesmo — com destaque para o sistema multilink no eixo traseiro — mas a rigidez torcional do chassis aumentou, bem como as quotas de habitabilidade no interior.

Mercedes-Benz Classe C, W 202, recorte técnico
Recorte técnico do W 202.

No interior, a grande novidade — além do espaço — foi o acréscimo de equipamento e tecnologia. A primeira geração do Classe C incorporava duplo airbag, sistema de controlo de estabilidade (ESP), ar condicionado automático, leitor de CD, entre outros equipamentos.

interior do classe C, W 202

O Mercedes-Benz Classe C despediu-se do mercado em 2000, praticamente a entrar no novo milénio. As últimas unidades são aquelas onde a dotação de equipamento é mais completa.

Regressando aos motores, na sua aparição mais potente, chegou a acomodar um motor V8 debaixo do capô. Falamos da versão C 55, que equipava com um motor 5,5 litros naturalmente aspirado capaz de desenvolver 347 cv de potência.

Agora que ganhou o estatuto de clássico, será que vamos ver os preços desta geração W 202 subirem no mercado de usados? Confiram algumas das unidades à venda em Portugal.

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