Itália mete «travão» nos carros elétricos. Defende mais tecnologias

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Itália mete «travão» nos carros elétricos. Defende mais tecnologias

Liderada pelo partido "Fratelli d'Italia", a coligação que venceu as eleições italianas é contra uma aposta exclusiva nos carros elétricos.

A vitória nas eleições italianas da coligação de direita liderada pelo partido “Fratelli d’Italia”, de Giorgia Meloni, promete trazer alguma contestação à aposta (quase) total nos carros elétricos que tem sido norma na União Europeia.

Segundo Nicola Procaccini, diretor do departamento de Ambiente e Energia do partido de Giorgia Meloni, a aposta deve passar pela “neutralidade tecnológica”.

Ou seja, segundo o programa do “Fratelli d’Italia”, o futuro do automóvel não só deve passar pelos veículos elétricos como também por tecnologias como o hidrogénio ou os biocombustíveis.

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Fiat Panda motor Twin Air (1)
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Segundo Procaccini, “o futuro da mobilidade exige maior equilíbrio e uma adoção gradual de medidas de combate às mudanças climáticas”.

O mesmo responsável do partido afirma ainda que, com uma aposta exclusiva nos automóveis elétricos, “corremos o risco de nos reduzirmos à dependência total de países como a China, que têm quase o monopólio de matérias-primas para produzir baterias e microchips”.

Proteger empregos é um dos objetivos

Segundo o “Fratelii d’Italia”, uma aposta exclusiva na eletrificação coloca em risco milhares de postos de trabalho num setor que emprega 300 mil pessoas em Itália e corresponde a 6,2% do PIB transalpino.

Quanto à proibição da venda de automóveis de combustão a partir de 2035, Nicola Procaccini define-a como um “autogolo” da União Europeia.

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E os incentivos?

O “Fratelli d’Italia” também é crítico da aposta exclusiva nos elétricos e híbridos plug-in na hora de atribuir incentivos à compra de novos carros.

Acerca deste tema, o diretor do departamento de Ambiente e Energia do partido afirma: “os incentivos estão focados nos elétricos e híbridos e esses não são os modelos mais procurados pelos italianos, o que faz com que o setor não recupere. Defendemos um maior equilíbrio para que os incentivos alcancem todas as áreas do mercado”.

Recorde-se que ainda antes das eleições, Matteo Salvini — líder da “Liga”, um dos partidos da coligação vencedora — afirmou que, em caso de vitória, pretendia fazer um referendo para saber qual a opinião dos italianos acerca do fim dos motores de combustão na União Europeia em 2035.

Já o partido “Forza Italia”, outro dos membros da coligação vencedora, defende que “é preciso abordar o tema do impacto ambiental dos transportes de forma não ideológica, para reduzir as emissões tendo em conta a sustentabilidade industrial e produtiva do país”.

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