China cada vez mais dominante. Crise de baterias na Europa em 2025 diz relatório

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China cada vez mais dominante. Crise de baterias na Europa em 2025 diz relatório

O mais recente relatório da GlobalData aponta fragilidades à estratégia dos países europeus. Caso nada seja alterado, poderá haver uma crise no fornecimento de baterias à indústria.

A Europa está a perder posições para a China no domínio das baterias. É uma das posições defendidas pelos especialistas da GlobalData, no mais recente estudo “Batteries — Thematic Research 2022”.

Se não houver uma aposta concertada na mineração, transformação e produção de baterias, a Europa poderá enfrentar já em 2025 uma crise na oferta deste componente, defende a GlobalData em comunicado.

“Os governos devem desempenhar um papel maior no incentivo à mineração, refinação e produção de células de baterias”, refere Daniel Clarke, analista da equipa de Inteligência da GlobalData.

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Produção de baterias Mercedes-Benz
Segundo o relatório, não basta criar gigafábricas para produzir as baterias, é necessário apostar na mineração das matérias primas usadas por estas.

“Podem anunciar mais gigafábricas mas de onde virão todas as matérias-primas? Apesar de finitos, esses materiais não são raros, é necessário um maior investimento na sua mineração”, terminou.

Europa a perder terreno no «campeonato das baterias»

Enquanto o mercado se concentra na guerra energética entre a Rússia e o mundo ocidental, “há uma nova batalha geopolítica que está ser travada em toda a cadeia de fornecimento de baterias de iões de lítio” defende Daniel Clarke, analista da equipa de Inteligência da GlobalData.

De acordo com a GlobalData, a indústria das baterias poderá representar receitas de 168 mil milhões de euros em 2030. O que representa um crescimento de 14% ao ano desde 2020.

O relatório da GlobalData defende que só agora é que os governos ocidentais “estão a acordar” para a sua potencial fraqueza em relação à China, que tem “uma posição muito forte em mineração, transformação e produção de células, com quase monopólio em vários estágios da cadeia de abastecimento”.

Um dos exemplos apontados pela GlobalData é a CATL, atual fornecedora de baterias para marcas como a Tesla, Volkswagen, BMW e GM.

A CATL veio praticamente do nada há cinco anos para comandar mais de 30% do mercado global, o que é o dobro da participação da Panasonic.

Michael Orme, Analista Consultor da GlobalData

A GlobalData recorda que há apenas quatro anos o cenário era diferente. “Em 2018, tanto a CATL quanto a Panasonic tinham cerca de 16% do mercado. Mas o poder da CATL está aumentar às custas de outros operadores históricos, como a LG Chem e Samsung SDI. Os principais clientes estrangeiros — principalmente Tesla, Volkswagen, BMW e GM — agora aceitam que têm poucas alternativas a não ser tornar a CATL num núcleo estratégico das suas cadeias de abastecimento globais.”

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Para a GlobalData, a Europa só conseguirá contrariar esta hegemonia caso os governos apoiem as empresas em toda a cadeia de valor: da exploração das matérias primas à produção dos componentes.

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