Dacia Duster Extreme 150 cv. O que vale o Duster mais potente da gama?

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Dacia Duster Extreme 150 cv. O que vale o Duster mais potente da gama?

Este Dacia Duster não tem tração 4x4, mas é a versão mais potente que podem comprar. E ainda vem com uma imagem mais "Extreme"…

Não há outra forma de o dizer, a Dacia veio ajudar (e muito) à democratização do automóvel neste século e o Duster continua a ser um bom exemplo disso.

Com quase dois milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, é escusado destacar o sucesso deste modelo. Os números falam por si. Mas mesmo não sendo a proposta mais recente e moderna da Dacia, continua a ser a mais «crescida».

E digo isso pela versatilidade que oferece e pelos atributos que revela, mas acima de tudo pela vasta gama de motorizações. Há motores para todos os gostos, desde a gasolina ao Diesel, passando pelo bifuel (gasolina + GPL).

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Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC traseira
A versão Extreme destaca-se por contar com a inscrição “Duster” no portão traseiro em laranja. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

E hoje temos encontro marcado com o Dacia Duster mais potente da atualidade, que pela primeira vez no modelo junta um motor a gasolina de 1.3 litros com 150 cv a uma caixa automática EDC de seis velocidades.

Imagem “Extreme” antes da nova cara

A Dacia apresentou uma nova identidade visual e introduziu um novo símbolo, o Dacia Link, mais simples e minimalista, que em breve poderá ser visto em todos os modelos da marca romena.

Em Portugal, todos os modelos da Dacia encomendados depois de 16 de junho já vão adotar essa alteração, com as primeiras entregas a estarem marcadas para o último trimestre do ano.

A unidade que testámos ainda não tem (naturalmente) esse novo look, mas nem por isso é menos exclusiva, já que se apresenta na nova edição Extreme.

Uma edição que se destaca por alguns detalhes visuais em laranja que encontramos na grelha dianteira, nas capas dos espelhos retrovisores laterais, na inscrição da mala e nas barras do tejadilho e que lhe garantem alguma diferenciação.

No interior há mais apontamentos alaranjados nos bancos, na consola central, nas saídas de ventilação e nos puxadores das portas.

E o leque de equipamento é muito assinalável, onde se destaca o ecrã multimédia de 8” com integração sem fios com Apple CarPlay e Android Auto (nem alguns premium têm isto…), ar condicionado automático, sensores de estacionamento e câmara traseira (Multi-view) e reconhecimento dos sinais de trânsito.

O desenho interior não compromete, mas já começa a acusar a idade, sobretudo quando olhamos para o modelo mais recente da marca, o Jogger. Mas apesar disso (e dos plásticos duros), a qualidade de montagem é razoavelmente boa, tal como de resto é a vida a bordo deste SUV.

E tudo o que temos à nossa disposição é útil e acabamos por usar regularmente. A Dacia, bem à sua imagem, não perdeu tempo (e dinheiro) a adornar o interior deste Duster com funcionalidades supérfluas.

Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC bagageira
A bagageira oferece 445 litros de capacidade, número que cresce até aos 1478 litros com os bancos traseiros rebatidos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Novo motor de 150 cv faz sentido?

Mas se nada do que escrevi nas linhas acima me surpreende, porque acaba por ser a essência da marca romena, ver este SUV disponível com um motor a gasolina com 150 cv e caixa automática EDC de seis relações surpreendeu-me.

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Mas bastaram alguns quilómetros ao volante desta versão para perceber que esta motorização (e esta caixa) dá outro tipo de argumentos ao Dacia Duster, ainda que sem penalizar muito os consumos, se compararmos com o 1.3 TCe de 130 cv.

 motor 1.3 TCe de 150 cv
1.3 TCe 150, este é o motor mais potente na gama do Dacia Duster. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Esta unidade, que tem por base o mesmo bloco 1.3 TCe de quatro cilindros (desenvolvido pela Aliança Renault-Nissan e pela Mercedes-Benz) da variante de 130 cv, viu a potência crescer 20 cv para os 150 cv e o binário 10 Nm para os 250 Nm.

No papel, as diferenças podem nem ser grandes, mas a verdade é que a resposta deste conjunto é bem mais afirmativa e linear. E porque aqui temos uma caixa EDC de seis velocidades a tomar conta das operações, tudo acontece de forma suave e sem solavancos.

Isso é muito evidente na malha urbana, onde esta transmissão se mostra sempre muito competente e nos deixa «navegar» por este tipo de ambientes de forma muito confortável.

Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC bancos dianteiros
A caixa EDC de seis velocidades encaixa que nem uma luva neste motor 1.3 TCe de 150 cv. É muito suave em cidade e deixa-nos fazer bons consumos. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

E na estrada?

Em estrada aberta, quando imprimimos ritmos mais apressados, percebe-se que começam a haver algumas hesitações por parte da caixa, que perde a suavidade e o pragmatismo que elogiei acima.

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Contudo, sempre que adotamos um ritmo dito normal, não tenho rigorosamente nada a apontar a esta transmissão, que até conta com um modo sequencial no seletor, mesmo que tenha recorrido quase nunca a ele.

Volante em couro
O volante em couro é regulável em altura e profundidade. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Mas é quando começamos a explorar este motor de forma mais ampla que percebemos que a resposta é mais satisfatória e superior ao 1.3 TCe de 130 cv.

E isso fica evidente quando olhamos para os números, já que nesta variante aceleramos dos 0 aos 100 km/h em 9,7s e chegamos aos 199 km/h de velocidade máxima, contra os 10,6s e 193 km/h da versão com motor de 130 cv.

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Consumos não foram prejudicados

E os consumos nem saem muito prejudicados, pelo menos quando olhamos para os números oficiais: 6,3 l/100 km em ciclo combinado WLTP para a versão de 150 cv e 6,2 l/100 km para a variante de 130 cv.

No final deste ensaio o painel de bordo marcava 7,4 l/100 km, um número que acabou por refletir os muitos quilómetros que fiz em cidade. Contudo, nas incursões que fiz por autoestrada este Duster brindou-me com consumos inferiores a 6,0 l/100 km.

Mas se estiverem dispostos a ter o andamento limitado, podem sempre ativar o modo ECO e assim poupar mais.

Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC perfil
A imagem geral do Duster já não é nova, mas a Dacia tem sabido mantê-la atual. E esta versão Extreme faz um bom trabalho nesse sentido… © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

É o carro certo para si?

Sempre muito robusto, o Dacia Duster vê a sua suspensão fazer um bom trabalho na absorção das irregularidades do asfalto, brindando-nos com uma condução satisfatória.

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Continua a não impressionar na dinâmica e a acusar a sua elevada altura ao solo — ideal para quando o levamos para os maus caminhos… — em curva. Mas nunca perde a compostura e revela um bom equilíbrio.

Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC banco
Os bancos dianteiros contam com a inscrição “Duster” e combinam o tecido e a pele sintética, além de contarem com pespontos em laranja. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Há espaço para melhorar o isolamento acústico a bordo e a regulação do banco do condutor, que é algo limitada, mas no geral o Duster continua a ser uma proposta agradável e que quase nunca compromete.

A relação preço/qualidade é um trunfo importante, ainda que seja menos óbvia quando optamos por esta motorização de 150 cv e por esta transmissão. Mas o que ganhamos na resposta (em ultrapassagens ou nas recuperações normais em cidade) e na suavidade de utilização compensa.

Dacia Duster Extreme 1.3 150 EDC perfil
Versão testada estava equipada com jantes de 17” escurecidas, um elemento estético que ajuda a dar mais presença a este modelo. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Dito isto, o Duster já não é o modelo low cost e despido de equipamento de antigamente. É uma proposta muito competente, com um visual que continua a não comprometer e com uma oferta tecnológica à medida do que grande maioria das pessoas precisa.

Por tudo isto, o sucesso que continua a alcançar não me espanta. E a nova identidade visual da Dacia tem tudo para potenciar ainda mais isso.

Preço

unidade ensaiada

24.282

Versão base: €23.707

IUC: €171

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1332 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta + Turbo + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas/cilindro
    • Potência: 150 cv
    • Binário: 250 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Automática EDC de 6 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4341 mm / 1804 mm / 1693 mm
    • Distância entre os eixos: 2674 mm
    • Bagageira: 445-1478 l
    • Jantes / Pneus: 215/60 R17
    • Peso: 1384 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 6,3 l/100 km
    • Emissões de CO2: 142 g/km
    • Vel. máxima: 199 km/h
    • Aceleração: 9,7s
  • Garantias
    • Pintura e corrosão: 3 anos
    • Mecânica: 3 anos sem limite de quilómetros
    • Reviews Interval: 30 000 km
  • Equipamento
    • Barras de tejadilho longitudinais em dark metal
    • Jantes em liga leve 17" com acabamento escurecido
    • Pack Look exterior
    • Retrovisores exteriores em preto brilhante
    • Vidros laterais e óculo traseiro sobreescurecidos
    • Alerta de ângulo morto
    • Alerta de esquecimento dos cintos de segurança
    • Assistência à travagem de urgência
    • Controlo eletrónico de estabilidade + Sistema de ajuda ao arranque em subida (ESP+HSA)
    • Sistema ISOFIX
    • Câmara Multiview
    • Faróis diurnos LED
    • Óculo traseiro com desembaciamento
    • Regulador e limitador de velocidade
    • Sensores de luminosidade
    • Sistema de ajuda ao estacionamento traseiro
    • Ar condicionado automático
    • Cartão Mãos-Livres
    • Retrovisores exteriores c/regulação elétrica e função de desembaciamento
    • Volante em couro regulável em altura e profundidade
    • Estofos em tecido / pele sintética (TEP) com pespontos em laranja
    • Banco do condutor regulável em altura e com regulação lombar
    • Sistema multimédia Media Nav 8”
    • Android Auto e Apple CarPlay
    • Portas USB traseiras
Extras
Pintura metalizada especial (Azul Iron) — 425 €; Pneu sobressalente — 150 €.
Avaliação
7 / 10
O Dacia Duster está em melhor forma do que nunca e cobre quase todas as exigências que podemos fazer a um automóvel. Continua a ser uma escolha muito racional, ainda que já não seja o produto "low cost" que era há uns anos. Descreve-lo assim agora é apenas redutor. Ele cresceu, evoluiu e passou a ser muito mais do que isso. E nesta versão junta à versatilidade e ao espaço que sempre o caracterizaram um motor potente de 150 cv e uma caixa automática muito suave. Além de oferecer de série os equipamentos e as tecnologias que a maioria das pessoas procura num carro novo.
  • Relação preço/qualidade
  • Versatilidade
  • Conjunto motor/caixa
  • Conforto
  • Materiais duros no interior
  • Isolamento acústico
  • Condução pouco envolvente
  • Classe 2 nas portagens (sem via verde)
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