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Fórum Kenshiki 2021

Toyota quer reduzir emissões de CO2 em 100% até 2035 na Europa. Como o vai fazer?

No Fórum Kenshiki, a Toyota apresentou a sua estratégia para reduzir em 100% as emissões de CO2 dos seus veículos até 2035 na Europa.

Em Bruxelas, Bélgica, no Fórum Kenshiki, assistimos à apresentação do plano da Toyota para reduzir em 100% as emissões de CO2 dos seus veículos na Europa Ocidental até 2035.

Para atingir essa meta, o gigante japonês vai acelerar a eletrificação do seu portefólio, a começar com o bZ4X, um crossover 100% elétrico que teve a sua estreia europeia precisamente durante a realização do Fórum.

Antes de alcançar a meta final, a Toyota ambiciona que 50% das suas vendas na Europa sejam de veículos zero emissões em 2030, mas anuncia que, caso a procura assim o exija, tem a capacidade para incrementar esse valor.

VEJAM TAMBÉM: Toyota GR Yaris H2 revelado com motor a hidrogénio. Verá a «luz do dia»?
Toyota bZ4X
Toyota bZ4X no Fórum Kenshiki em Bruxelas. © Diogo Teixeira / Razão Automóvel

Aposta no hidrogénio

A eletrificação crescente dos seus modelos não se fará, apenas, com veículos elétricos a bateria; a Toyota também vai continuar a apostar nos elétricos com célula de combustível a hidrogénio, como o Mirai.

Para isso espera que em 2030, para além da Europa ter uma infraestrutura de carregamento suficiente para lidar com o crescimento exponencial de elétricos a baterias, também tenha uma infraestrutura de reabastecimento de hidrogénio.

A Toyota anunciou também que vai começar a produzir, já a partir de janeiro de 2022, a segunda geração dos seus módulos de células de combustível na Europa, mais precisamente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Toyota Motor Europe em Zaventem, Bruxelas, ainda que, por agora, seja ainda uma linha de montagem piloto.

Toyota Mirai
Toyota Mirai

A Toyota prevê que a procura por esta tecnologia vai crescer significativamente na Europa justificando o investimento. A tecnologia de célula de combustível a hidrogénio, estreada na segunda geração do Mirai, foi «reformatada» em módulos mais compactos e leves e com maior densidade de potência — como reportámos anteriormente, as «caixas de hidrogénio» da Toyota.

Estarão disponível em duas formas, como um cubo ou como uma base plana retangular, o que permite maior flexibilidade e uma mais fácil adaptação a um número variável de aplicações.

Caixas de hidrogénio Toyota
As «caixas de hidrogénio» da Toyota, ainda em fase de protótipo.

Aliás, a caminho do objetivo da redução em 100% das emissões de CO2 dos seus veículos, a Toyota vai «atacar» com todo o seu arsenal de tecnologias, como nos explica Gill Pratt, cientista chefe da Toyota Motor Corporation (TMC) e diretor executivo do Toyota Research Institute (TRI):

"Embora a Toyota esteja comprometida em tornar milhões de veículos elétricos a bateria disponíveis para os clientes, o caminho para reduzir globalmente ao máximo as emissões líquidas de carbono é usar todos os itens na nossa caixa de ferramentas, incluindo híbridos, híbridos plug-in, elétricos a bateria e elétricos a célula de combustível, com as proporções de cada um otimizadas para fazer o melhor uso das restrições de infraestrutura e circunstâncias do cliente de cada região, e o fornecimento limitado e desempenho crescente de baterias."

Gill Pratt, cientista chefe da TMC & diretor executivo TRI

Reduzir custos

A Toyota espera conseguir reduzir os custos da bateria por veículo em 50%, sem sacrifício da autonomia, na segunda metade da corrente década, para tornar os seus veículos elétricos acessíveis a parte maior do mercado.

VEJAM TAMBÉM: Ambition 2030. O plano da Nissan para lançar 15 elétricos e baterias em estado sólido até 2030

Nesse sentido, anunciou o início de produção de uma nova bateria de níquel-hidreto metálico (NiMh) usada pelos seus híbridos, que é a primeira bateria NiMh bipolar do mundo, que ao usar menos minerais preciosos, conseguiu reduzir ao custo, ao mesmo tempo que elevou a densidade da bateria. Vai agora aplicar técnicas semelhantes às baterias de iões de lítio (Li-ion), combinado com futuros avanços na eficiência do consumo de energia dos veículos.

Bateria Toyota Yaris Hybrid
Bateria do Toyota Yaris Hybrid.

Também o tema das baterias de estado sólido, que prometem mais densidade energética, maior autonomia e tempos de carregamento mais baixos relativamente às de iões de lítio, a Toyota afirmou que serão os seus veículos híbridos os primeiros a recebê-la, antes de as aplicar de forma mais ampla nos veículos 100% elétricos.

Previsões

Por fim, a Toyota Motor Europe prevê ainda bater recordes de vendas em 2021 e em 2022 no «velho continente», respetivamente, 1,07 milhões (6,3% quota do mercado) e 1,3 milhões (6,5%), em que 70% das vendas correspondem e corresponderão a veículos eletrificados.

Toyota Corolla Cross
Versão europeia do Toyota Corolla Cross foi também revelada no Fórum Kenshiki. © Diogo Teixeira / Razão Automóvel

Previsões de aumento otimistas que são justificados pela introdução de novos modelos como o Aygo X, o Corolla Cross e o elétrico bZ4X, mas sem esquecer o contributo do GR86.

Também a Lexus revelou ambições elevadas para a sua performance na Europa, esperando duplicar as vendas até 2025, o que se traduz em 130 mil unidades por ano. Para atingir esse objetivo, a Lexus anunciou o lançamento de 20 modelos até 2025, a começar com o já revelado NX 450h+, que já pudemos testar:

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