Novo Toyota GR86 (2022) em vídeo. Melhor que o GT86?

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Novo Toyota GR86 (2022) em vídeo. Melhor que o GT86?

O novo Toyota GR86 sucede ao aclamado GT86. Um digno sucessor ou as vicissitudes de hoje «estragaram» aquele que parece ser o último coupé desportivo acessível?

Em Los Angeles, EUA

As expetativas são elevadas para o novo Toyota GR86. Afinal vem suceder ao aclamado GT86, um (verdadeiro) coupé desportivo de tração traseira que colocou a diversão ao volante acima de praticamente tudo o resto — a Toyota equipou-o com os mesmos pneus «verdes» do Prius, pelo que está tudo dito.

Ao longo dos últimos nove anos permaneceu como uma das experiências de condução mais gratificantes e por um preço acessível — ainda que a realidade portuguesa de taxar a cilindrada, tenha comprometido essa sua faceta.

Agora, o GT86 passa a GR86 e apesar de manter a mesma receita — motor naturalmente aspirado, caixa manual, tração traseira — tudo foi revisto ou modificado. Será que ainda vem com o mesmo caráter inebriante?

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O Guilherme Costa foi ao outro lado do mundo, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, para um primeiro contacto com o novo Toyota GR86, no âmbito dos L.A. Test Drives dos World Car Awards, onde além de jurado, é também diretor. E dá-vos a conhecer o novo desportivo e as primeiras impressões ao volante:

Mais «pulmão»

Muita coisa mudou no GR86, que continua a ter como «irmão» o Subaru BRZ. A mudança que tem dado mais falatório? O motor.

Este continua a ser um quatro cilindros boxer (cilindros opostos) naturalmente aspirado, mas a capacidade subiu dos 2,0 l do GT86 para 2,4 l, o que se refletiu nos números de potência e binário, que passaram de, respetivamente, 200 cv para 235 cv e 205 Nm para 250 Nm.

Toyota GR 86
O motor boxer passou a contar com 2.4 l em vez de 2.0 l.

É o valor de binário e, sobretudo, o regime a que é obtido, que fazem toda a diferença. Os modestos 205 Nm do GT86 estavam acessíveis apenas às 6400 rpm (até às 6600 rpm), muito perto do regime de potência máxima às 7000 rpm, tornando este motor particularmente «pontudo».

No novo GR86, os 400 cm3 adicionais trouxeram mais 45 Nm, mas mais importante, o binário máximo é agora atingido a umas mais acessíveis 3700 rpm, não sendo preciso «esmifrar» o quatro cilindros boxer para que o carro se mova de forma célere. Além de que torna a condução no dia a dia, sem ser com a «faca nos dentes», mais agradável.

Toyota GR86

No entanto, são infundados os receios de que esta disponibilidade acrescida tenham «diluído» o caráter do motor: os 235 cv são atingidos a umas idênticas 7000 rpm e a maior disponibilidade a médios regimes deram um caráter ainda mais enérgico, como o Guilherme pode comprovar na Angeles Crest Highway, onde decorreram os testes para os World Car Awards.

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O GR86 também acelera de forma mais vigorosa, com os 100 km/h a serem atingidos em 6,3s, contra os 7,6s do GT86. Continua a não ser um «monstro» de performance — nem é esse o seu objetivo —, mas como o Guilherme diz no vídeo:

"Não temos um carro avassaladoramente rápido, mas temos um carro que é muito, mas mesmo muito gratificante de conduzir."

Guilherme Costa, cofundador e diretor da Razão Automóvel

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Em Portugal

O novo Toyota GR86 passa a ser o novo degrau de acesso ao universo Gazoo Racing, posicionado abaixo do especial de homologação GR Yaris, que por sua vez posiciona-se abaixo do GR Supra.

Porém, mais uma vez devido à tributação automóvel em Portugal, é muito provável que, quando o GR86 for lançado algures em 2022, venha a ser até mais caro que o GR Yaris (que começa acima dos 42 mil euros), muito por culpa do seu «gigante» motor de 2,4 l de capacidade.

É de lamentar, pois este coupé desportivo old school é um tipo de «criatura» raríssima nos dias de hoje, uma das mais puras odes ao prazer de condução sem custar os «olhos da cara».

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