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Volkswagen Tiguan eHybrid. O que ganhou o “best-seller” da Volkswagen com a eletrificação?

O modelo mais vendido do mundo da Volkswagen é o Tiguan e com a sua atualização também passou a disponibilizar uma versão híbrida plug-in. Será que convence?

O Volkswagen Tiguan conseguiu aquilo que muitos nunca sonharam que fosse possível: substituir o Golf como o modelo mais vendido da marca alemã em todo o mundo. E conseguiu-o por ser muito versátil, muito fácil de usar e por apresentar a competência a que a marca de Wolfsburgo sempre nos habituou.

Mas agora o Tiguan acaba de receber outro trunfo muito importante: o da eletrificação. Num mercado onde a mobilidade livre de emissões é cada vez mais uma exigência, a Volkswagen não podia adiar mais a versão híbrida plug-in do seu SUV best-seller.

Era, por isso, com expectativa que se aguardava a chegada do Tiguan eHybrid ao nosso país, ainda que já lhe tivéssemos deitado brevemente as mãos há cerca de um ano, na Alemanha. Agora, passámos quase uma semana com ele por estradas portuguesas e contamos-vos como foi.

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VW Tiguan Hybrid
Imagem do SUV alemão foi atualizada e ganhou iluminação mais sofisticada em LED. © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

E vamos começar logo pela mecânica que lhe serve de base, porque é precisamente isso que distingue este Tiguan dos restantes. E aqui, sem surpresas, encontramos o sistema híbrido que já conhecemos do Golf GTE e de outros modelos do Grupo Volkswagen.

245 cv permitem ritmos elevados

O motor a gasolina 1.4 TSI turbo com 150 cv e 250 Nm surge associado a um motor elétrico de 116 cv e a uma bateria de iões de lítio com 9,2 kWh de capacidade que surge montada sob o piso da mala.

No total temos uma potência combinada de 245 cv e 400 Nm de binário máximo combinado, enviados às rodas dianteiras através de uma caixa automática de dupla embraiagem de seis velocidades que nos deixa acelerar dos 0 aos 100 km/h em 7,5s e atingir os 205 km/h de velocidade máxima.

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Mas para alcançarmos estes registos somos obrigados a selecionar o modo de condução GTE, que transforma por completo o comportamento deste SUV germânico. Aqui, a potência elétrica passa a estar disponível na função “boost” e a resposta do pedal do acelerador fica bem mais rápida.

Contudo, não esperem aptidões desportivas por parte deste Tiguan, que ainda assim nos consegue surpreender pelo ritmo que é capaz de impor e pela maneira como sai das curvas, colocando muito facilmente toda a força no asfalto, sem sinais de perda de aderência.

VW Tiguan Hybrid © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

Nem mesmo a inclinação lateral — natural num automóvel com este “porte” físico — chega para estragar a experiência, uma vez que está sempre muito bem controlada, permitindo manter eficazmente a trajetória.

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Neste capítulo, aquilo que menos me impressionou foi mesmo o ruído do motor a combustão sempre que o “convocamos” com mais convicção, uma vez que se mostra algo barulhento, prejudicando o silêncio a bordo deste SUV.

VW Tiguan Hybrid
Por fora, só os logótipos “eHybrid” e a porta de carregamento junto à cava da roda dianteira do lado direito denunciam que este é um Tiguan PHEV. © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

Até 49 km de autonomia elétrica

Mas não temos de chamar sempre o motor de combustão, pois o Tiguan eHybrid dá muito boa conta de si quando passamos ao modo 100% elétrico.

Arranca sempre em modo elétrico e caso não haja nenhuma aceleração mais forte — e as baterias estejam carregadas… —, assim pode manter-se até que sejam superados os 130 km/h. E neste modo, o silêncio só é interrompido por um som gerado digitalmente para que os peões não sejam surpreendidos pela presença deste SUV.

Mesmo assente apenas no sistema elétrico, o Tiguan mostra-se sempre muito despachado no trânsito da cidade e basta um “carregar” no acelerador para que ele nos devolva uma resposta suficientemente imediata.

VW Tiguan Hybrid
No habitáculo o que mais salta à vista é a redução drástica de comandos físicos. © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

E aqui, ao contrário do que acontece com outros plug-in, não senti o acelerador ou o travão difíceis de decifrar. Na função “B”, a regeneração gerada na desaceleração é maior e faz-se sentir sempre que levantamos o pé do acelerador, mas não é suficiente forte para imobilizar o carro, sendo sempre preciso recorrer ao pedal do travão. O comportamento é sempre muito previsível e progressivo, como num automóvel apenas com motor a combustão.

A somar a isso, a direção tem sempre a dose certa de assistência e um peso muito agradável, que naturalmente oferece mais resistência no modo GTE.

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Conforto é palavra de ordem

Também agradável é o conforto com que este Tiguan nos brinda em praticamente todas as situações onde o colocamos. A suspensão é muito confortável, mesmo nos pisos em pior estado e aqui, o facto da unidade que testámos — com o nível de equipamento Life — calçar jantes de apenas 17” também ajuda. Não acho mesmo que se ganhe nada em ir além das jantes 17” neste SUV, que pode contar com jantes de 20” e pneus de baixo perfil.

VW Tiguan Hybrid
Jantes de 17” podem não ter o impacto visual dos conjuntos de 20”, mas fazem maravilhas pelo conforto deste SUV. © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

Igualmente impressionante é a forma como a suspensão lida com as transferências de massa, que são sempre muito bem controladas, mesmo quando subimos o ritmo e abordamos curvas de forma mais incisiva.

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E os consumos?

Em cidade e com a bateria carregada, é possível fazer consumos em torno dos 18,5 kWh/100 km, número que nos deixa ao nível dos 49 km de autonomia elétrica anunciados pela Volkswagen.

VW Tiguan Hybrid © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

Já em modo híbrido consegui andar em torno dos 6 l/100 km em cidade, número que subiu para perto dos 8 l/100 km em autoestrada, a velocidades mais altas.

Em viagens mais longas e já depois de esgotada a carga da bateria, é relativamente fácil ficarmos próximos de médias de consumos de dois dígitos.

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É o carro certo para si?

Só em 2020 a Volkswagen vendeu mais de 590 000 unidades do Tiguan no mundo (em 2019 foram mais de 778 mil). Na Europa, o Tiguan foi o SUV mais vendido e deixou bem para trás o Nissan Qashqai. E isto, só por si, chega para nos ajudar a perceber os motivos que levaram o Tiguan a afirmar-se como um dos modelos mais importantes do catálogo da marca alemã.

Agora, na variante híbrida plug-in, manteve todas as características que o levaram à posição de best-seller mas acrescenta-lhe a possibilidade de percorrer quase 50 km em modo 100% elétrico, o que para muitos clientes europeus é o suficiente para ir e voltar do trabalho durante dois dias.

E para quem se inserir nesta realidade, mudar para este híbrido plug-in pode permitir, de facto, uma poupança mensal na “renda” gasta com combustíveis, sem que para isso tenham de adotar uma proposta 100% elétrica.

VW Tiguan Hybrid © Fernando Gomes / Razão Automóvel — editado por Thomas V. Esveld

Contudo, se não tiverem onde carregar este Tiguan ou se os vossos trajetos diários forem significativamente superiores à autonomia elétrica que ele promete, então poderá fazer mais sentido olhar para a motorização 2.0 TDI, que também continua a assentar que nem uma luva — a meu ver — a este SUV.

Versão base: €41.115

IUC: €137

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha; motor elétrico
    • Capacidade: 1395 cm³
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Inj. Direta, Turbo, Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válv. por cil. (16 válv.)
    • Potência: Motor combustão: 150 cv; Motor elétrico: 116 cv; Potência máxima combinada: 245 cv
    • Binário: Motor combustão: 250 Nm; Motor elétrico: 330 Nm; Binário máximo combinado: 400 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Automática de 6 relações
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4509 mm / 1839 mm / 1672 mm
    • Distância entre os eixos: 2680 mm
    • Bagageira: 476 litros (1516 litros)
    • Jantes / Pneus: 215/65 R17
    • Peso: 1811 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 1,6 l/100 km (Autonomia elétrica: 49 km)
    • Emissões de CO2: 37 g/km
    • Vel. máxima: 205 km/h
    • Aceleração: 7,5s
  • Garantias
    • Pintura e corrosão: 3 anos de pintura e 12 anos de anti-corrosão
    • Mecânica: 4 anos ou 80 000 km
    • Reviews Interval: 30 000 km
  • Equipamento
    • 2 entradas USB-C à frente
    • 4 jantes de liga leve "Montana" 7Jx17
    • Sistema de som com 8 altifalantes
    • App-Connect Wireless
    • Ar condicionado automático "Climatronic"
    • Barras de tejadilho Pretas
    • Cabo de carregamento para postos públicos - Mode3 Tipo2 16A
    • Cruise Control Adaptativo ACC
    • Câmara multifunções
    • Digital Cockpit "Pro"
    • Estofos em tecido "Shooting Star"
    • Faróis dianteiros em LED
    • Gavetas por baixo dos bancos dianteiros
    • Luz diurna (LED) com ajuste automático da intensidade da luz e função Coming Home
    • Pacote Driver Assistance
    • Pneus 215/65 R17, com otimização da resistência de rolagem
    • Retrovisores exteriores elétricos, aquecidos e rebatíveis eletricamente
    • Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros
    • Sistema "Front Assist" com sistema de travagem de emergência em cidade (City Emergency Brake)
    • Sistema "Lane Assist"
    • Sistema "Side Assist"
    • Sistema de deteção de fadiga
    • Sistema de monitorização dos peões
    • Sistema de proteção proativa dos passageiros em combinação com Front Assist e Side Assist
    • Sistema ISOFIX
    • Vidro frontal atérmico
    • Vidros traseiros escurecidos
    • Volante multifunções em couro, com patilhas seletoras de velocidade
Extras
Carregador 7 kW — 300 €; Portão traseiro elétrico — 490 €; Pintura branco nacarado — 750 €; Pintura exterior a dois tons — 300 €.
Avaliação
8 / 10
Se os carregamentos diários (ou pelo menos a cada dois dias) forem respeitados, este Volkswagen Tiguan eHybrid afirma-se como uma proposta que merece um olhar mais demorado. Oferece espaço para toda a família, a qualidade geral que esperamos de um Volkswagen e quase 50 km livres de emissões. Mas quando puxamos por ele e carregamos no botão GTE, ele brinda-nos com 245 cv e níveis de performance muito interessantes para um SUV com este tamanho. Gostei.
  • Conforto
  • Espaço no habitáculo
  • Prestações
  • Qualidade geral
  • Interior algo discreto
  • Motor algo barulhento
  • Bagageira perde capacidade
Sabe responder a esta?
Em que ano o Volkswagen Passat conquistou pela segunda vez o troféu Carro do Ano em Portugal?
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Volkswagen Passat. Vencedor do troféu Carro do Ano 1997 em Portugal

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