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Apresentação

Dacia Jogger. Carrinha, monovolume e SUV num crossover só

O Dacia Jogger quer combinar o melhor de… três mundos: carrinhas, monovolumes e SUV, e toma o lugar dos Logan MCV e Lodgy.

Em Paris, França

“O Jogger tem o melhor de cada categoria: o comprimento de uma carrinha, o espaço de um monovolume e o aspeto de um SUV”. Foi assim que os responsáveis da Dacia nos apresentaram o Jogger, um crossover familiar que está disponível com cinco e sete lugares.

Este é o quarto modelo chave para a estratégia da marca romena do Grupo Renault, depois do Sandero, do Duster e do Spring, o primeiro 100% elétrico da Dacia. Até 2025 a marca já confirmou que pretende lançar mais dois novos modelos.

Mas enquanto isso não acontece, o “senhor que se segue” é mesmo este Jogger, que segundo os responsáveis da Dacia foi batizado com um nome que evoca “desporto, ar livre e energia positiva” e que reflete “robustez e versatilidade”.

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Dacia Jogger

Jogger, o crossover

E se há coisa que este Dacia Jogger aparenta ser é precisamente robusto e versátil. Já o vimos ao vivo e ficámos impressionados com as proporções de um modelo que chega para substituir o Logan MCV e o Lodgy. 

A meio caminho entre uma carrinha de “calças arregaçadas” e um SUV, este crossover — que recorre à plataforma CMF-B da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, ou seja, a mesma do Dacia Sandero — tem 4,55 m de comprimento, o que faz dele o maior modelo da gama Dacia (pelo menos até à chegada da versão de produção do ainda maior Bigster)

Na dianteira, são óbvias as semelhanças com o Sandero, com uma grelha muito larga a estender-se até aos faróis, que contam com tecnologia LED e com uma assinatura em “Y”. Já o capô apresenta dois vincos muito pronunciados que ajudam a reforçar a sensação de robustez deste modelo.

Na traseira, o grande destaque vai para os farolins verticais (não somos os únicos a encontrar semelhanças com o Volvo XC90, certo?), o que permitiu, segundo os responsáveis da Dacia, oferecer um portão traseiro bastante largo e reforçar a sensação de largura deste Jogger.

Dacia Jogger

Já de perfil, e para que este Jogger não fosse apenas um Sandero esticado, o designers e os engenheiros da fabricante romena encontraram dois soluções: painéis alargados sobre as cavas das rodas traseiras, ajudando a criar uma linha de ombros mais musculada, e uma quebra na moldura superior dos vidros, por cima do pilar B, que conta com um desnível (positivo) de 40 mm.

Isto não só permitiu criar um perfil distinto como também permitiu um ganho ao nível do espaço para a cabeça de quem viaja no banco traseiro. Mas já lá vamos…

De perfil, destaque ainda para as jantes, que na versão que vimos ao vivo eram de 16’’ e enchiam relativamente bem as cavas das rodas, para as proteções em plástico que ajudam a reforçar o caráter aventureiro deste modelo e claro, para as barras de tejadilho modulares que podem suportar até 80 kg.

Espaço para dar e vender

Avançando para o habitáculo é difícil encontrar diferenças para o Sandero, o que nem sequer é uma má notícia, ou não tivesse sido esse um dos campos onde o Sandero mais evoluiu. 

Interior Jogger

Nas versões mais equipadas conta com uma faixa em tecido que se prolonga pelo tabliê e que é muito agradável à vista e ao toque e apresenta, tal como o Sandero, três opções multimédia: Media Control, em que o nosso smartphone se transforma no centro multimédia do Jogger, graças a uma aplicação desenvolvida pela Dacia e que conta com uma interface muito interessante; Media Display, com um ecrã tátil central de 8’’ e permite integração (com fios) com o smartphone através dos sistemas Android Auto e Apple CarPlay; e Media Nav, que mantém o ecrã de 8’’, mas permite ligação ao smartphone (Android Auto e Apple CarPlay) sem fios.

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Mas no interior deste Jogger o que mais salta à vista é mesmo o espaço a bordo. Na segunda fila de bancos, onde somos brindados com duas mesas com suporte para copo (tipo avião), fiquei impressionado com o espaço disponível para a cabeça e com a facilidade de acesso, elogios que podem ser estendidos — e isso é que é mais notável… — à terceira fila de bancos.

Os dois bancos traseiros da terceira fila (a versão que vimos estava configurada para sete lugares) do Jogger está muito longe de ser apenas para crianças. Eu tenho 1,83 m e consegui sentar-me de forma confortável lá atrás. E ao contrário do que acontece com este tipo de propostas, não fiquei com os joelhos demasiado altos.

Nem na segunda fila de bancos nem na terceira existem saídas USB, contudo, e uma vez que nestes dois sítios encontramos tomadas de 12 V, é uma lacuna algo que pode ser muito facilmente resolvido com um adaptador. Por outro lado somos brindados com duas pequenas janelas que podem abrir ligeiramente em compasso e com dois porta-copos. 

Terceira janela abertura em compasso

Com os sete bancos em posição, o Dacia Jogger conta com 160 litros de capacidade de carga na bagageira, valor que sobe para os 708 litros com duas filas de bancos, e pode ser dilatado até aos 1819 litros com a segunda fila rebatida e a terceira removida.

E sempre que os dois lugares traseiros não forem necessários, saibam que é muito fácil (e rápido) removê-los. Fiz esse processo duas vezes durante este primeiro contacto ao vivo com o Jogger e posso garantir-vos que não demorei mais de 15 segundos a tirar cada um dos bancos.

A somar a isto, temos ainda de contar com os 24 litros de armazenamento espalhados pelo habitáculo e que nos permitem guardar quase tudo. Cada uma das portas dianteiras pode guardar uma garrafa de até um litro, a consola central tem 1,3 l de capacidade e existem seis porta-copos no habitáculo. Já o guarda-luvas tem sete litros.

Jogger ‘Extreme’, ainda mais aventureiro

O Jogger estará disponível com uma série limitada — denominada “Extreme” — que conta com uma inspiração off road ainda mais pronunciada.

Conta, de forma exclusiva, com o acabamento “Terracotta Brown” — a cor de lançamento do modelo — e apresenta vários apontamentos em preto brilhante, desde as jantes até às barras de tejadilho, passando pela antena (do tipo barbatana), pelos espelhos retrovisores laterais e pelos autocolantes nas laterais.

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No habitáculo destacam-se as costuras a vermelho, os tapetes específicos desta versão e a câmara de estacionamento traseiro.

Jogger Xtreme

E as motorizações?

O novo Dacia Jogger apresenta-se “ao serviço” com o bloco TCe a gasolina de 1.0 l e três cilindros que produz 110 cv e 200 Nm, que está associado a uma caixa manual de  seis velocidades, e com uma versão bi-fuel (gasolina e GPL) que já tanto elogiámos no Sandero.

Na versão bi-fuel, denominada ECO-G, o Jogger perde 10 cv face ao TCe 110 — fica-se pelos 100 cv e 170 Nm —, mas a Dacia promete consumos em média 10% inferiores aos do equivalente a gasolina, sendo que graças aos dois depósitos de combustível a autonomia máxima ronda os 1000 km.

Dacia Jogger

Híbrido só em 2023

Como não poderia deixar de ser, o Jogger vai receber, futuramente, o sistema híbrido que já conhecemos, por exemplo, do Renault Clio E-Tech, e que junta um motor 1.6 l atmosférico a gasolina com dois motores elétricos e uma bateria de 1,2 kWh.

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O resultado de tudo isto será uma potência máxima combinada de 140 cv, o que fará com que essa seja a versão mais potente da gama Jogger. Já a transmissão estará a cargo — como no Clio E-Tech — de uma evoluída caixa automática de múltiplas velocidades, com tecnologia herdada da Fórmula 1.

Dacia Jogger

Quando chega e quanto vai custar?

O novo Dacia Jogger só vai chegar ao mercado português em 2022, mais concretamente em março, pelo que os preços para o nosso país ainda não são conhecidos.

Ainda assim, a Dacia já confirmou que o preço de entrada na Europa central (em França, por exemplo) vai rondar os 15 000 euros e que a variante de sete lugares vai representar cerca de 50% das vendas totais do modelo.

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