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Descubram as diferenças. Já conduzimos o renovado Mini Electric Cooper SE (2021)

Já guiámos o renovado MINI Electric Cooper SE antes da sua chegada a Portugal em setembro, renovado após dois anos de chegar ao mercado.

Em Munique, Alemanha

Na MINI as evoluções de design, como as que podemos observar no renovado MINI Electric Cooper SE, são sempre muito ténues, porque parte do valor da marca reside precisamente nessa ligação ao passado da invenção genial de Alec Issigonis em 1959 e que o Grupo BMW sabiamente soube ressuscitar, há exatamente 20 anos.

Isso não impede que quando colocamos o carro de 2001 ao lado desta mais recente geração percebamos que, como em tanta coisa na vida, o todo é maior do que a soma das partes.

Descubra as diferenças

De lupa em riste vemos, então, que a grelha de radiador hexagonal é ampliada por uma moldura em negro, o para-choques está mais arrojado e as cortinas verticais integradas à esquerda e à direita ganham protagonismo no ligar das luzes de presença e a faixa central do para-choques (onde está fixa a matrícula) passa a estar pintada cor da carroçaria (em vez de ser negra).

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Os característicos faróis redondos passam a ter um revestimento interno em negro (e não cromado), há uma banda circular para as funções de luzes de condução diurna e “piscas”, e as luzes de médios e de máximos são agora LED, com melhor capacidade de iluminação, existindo também novas funcionalidades (luzes de curva, LED Matrix e para mau tempo). Nos faróis traseiros o desenho da bandeira inglesa passa a ser de série em todas as versões.

Continuam a existir os tejadilhos em cores distintas do resto da carroçaria, mas foi criada uma nova técnica especial de pintura.

Esta mistura várias tonalidades que são aplicadas ainda a fresco no processo de fabrico do carro para criar um acabamento especial (Spray Tech) e que difere de carro para carro, como explica Oliver Heilmer, diretor de design da marca inglesa nas mãos do Grupo BMW: “Este tejadilho de tons múltiplos projeta as possibilidades de personalização para novos patamares e pelo facto de cada acabamento ser realmente único, merece a pena olhar atentamente para o carro”.

tejadilho mini

A versão elétrica apresenta o conhecido e chamativo amarelo num círculo nas jantes, nas capas dos retrovisores, no logotipo MINI Electric e nos logótipos S (tem menos indicações da propulsão elétrica à vista), chamando ainda a atenção os puxadores das portas (opcionais) em negro lacado.

O volante tem um novo desenho (e passa a poder ser aquecido) e, nas versões mais equipadas (ou neste elétrico onde substitui o conta-rotações), há uma nova instrumentação digital colorida de 5” com a informação mais importante para o condutor. No MINI Electric Cooper SE é aqui que podemos ver a informação como a velocidade, o nível de carga da bateria, a autonomia, a quilometragem, a temperatura e as instruções de navegação.

Interior muda mais

Há novidades nos novos padrões e revestimentos, ao mesmo tempo que – tal como no exterior – o número de inserções metalizadas foi diminuído. As saídas de ventilação nos extremos têm painéis negros à volta, as centrais foram redesenhadas e surgem à face do painel de bordo.

O típico monitor central redondo passa a ser de 8,8” de série em todas as versões, tal como as superfícies em piano lacado, estando associado a um novo sistema operativo que cumpre a sua missão de ser mais intuitivo, ao mesmo tempo que os botões das luzes de emergência e dos sistemas de assistência à condução mudaram de posição dentro da unidade circular.

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Foi mantido o comando rotativo MINI Controller (o que se agradece e nem sempre acontece nestes tempos dominados pelas superfícies táteis), ao mesmo tempo que há gráficos mais modernos e novas funcionalidades nas aplicações disponíveis para este modelo.

Consola central Mini Electric

Na segunda fila de bancos cabem bem dois adultos até 1,80 m de altura (a largura não é problema porque são indicados para dois passageiros) e a bagageira continua a oferecer os mesmos 211 l (que aumentam até os 731 litros, mediante o rebatimento assimétrico das costas dos bancos traseiros) das versões com motores a gasolina.

Na questão dos sistemas de ajuda ao condutor, é positivo que o MINI tenha passado a dispor de Aviso de Saída de Faixa e Cruise Control com função Stop&Go (a condução no para-arranca resulta mais cómoda), mas continua a estar apenas ativo até aos 140 km/h (mais notado na Alemanha, onde há muitos troços de autoestrada sem limitação de velocidade máxima), por o sistema assentar na tecnologia de câmara. E assim deverá acontecer até à chegada do novo MINI elétrico, previsto para o final de 2023.

Motores mantêm-se, no elétrico também

A gama de motores mantém-se nesta renovação do MINI: três cilindros de 1.5 l com 75 cv, 102 cv e 136 cv e quatro cilindros 2.0 l nos dois John Cooper Works (JCW) com rendimentos de 178 cv e de 231 cv.

E, claro, esta versão 100% elétrica de 184 cv, cuja bateria de 32,6 kWh — 28,9 kWh líquidos — promete uma autonomia entre os 226 km e os 233 km.

Bastante “curto” para o que o que começa a existir no mercado, como no caso dos potenciais concorrentes Opel Corsa-e e Peugeot e-208 que permitem cobrir mais 100 quilómetros com uma única carga de bateria, ou mesmo o Renault Zoe que quase duplica a autonomia do MINI desde que passou a dispor de uma bateria de 50 kWh. Para mais conseguem ser (um pouco) mais acessíveis, na casa dos 3000-4000 euros…

MINI Electric carregar

Mas são os próprios engenheiros alemães que admitem que só no futuro a médio prazo será possível adotar células de bateria com maior densidade energética, como nos confessou Petra Beck, diretora do projeto MINI elétrico: “nesta arquitetura não conseguimos fazer melhor”.

Autonomia limitada

Guiámos a nova geração do MINI Electric Cooper SE em Munique e arredores, e não há grandes alterações no seu comportamento em estrada, como seria de esperar até porque — ao contrário das versões a gasolina, à exceção da menos potente — o Cooper SE não tem como principal novidade o novo sistema de amortecimento variável, que promete tornar o carro mais confortável sobre maus pisos.

Mini Electric Cooper SE

Dito de outra forma, este MINI elétrico continua a ter o dom de conseguir envolver o condutor com a sua missão melhor do que qualquer outro elétrico compacto no mercado.

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E o facto de dispor de uma altura ao solo maior do que as versões com motores de gasolina e um mais longo curso de suspensão permite compensar a massa adicional que resulta da montagem da bateria (mesmo sendo relativamente pequena) no piso do carro. E mesmo pesando menos 90-140 kg do que os rivais mencionados, são sempre 1365 kg que se fazem sentir em curvas e em transferências de massas, o que torna o MINI Electric Cooper SE menos ágil do que os seus “irmãos de gama” a combustão.

Rápido e divertido

Já nas prestações o caso muda de figura: 150 km/h de velocidade de ponta são 5 a 10 km/h mais do que os rivais e 7,3s de 0 a 100 km/h também deixam a concorrência um a dois segundos atrás dos seus retrovisores, cortesia dos seus 184 cv de potência e 270 Nm de binário de pico. E, claro, da resposta instantânea da propulsão elétrica, que favorece muito as retomas de velocidade, com um registo de 4,7s de 80 a 120 km/h, quase tão rápido como um Volkswagen Polo GTi, por exemplo.

MINI Electric Cooper SE

Naturalmente que não convém abusar muito do pedal da direita, porque então ainda se tornará mais difícil completar 200 km com uma única carga da bateria. Nesta experiência ao volante do MINI Electric Cooper SE oscilámos entre 20 kWh/100 km em autoestrada e vias rápidas e 13 kWh/100 km em condução urbana, para médias que dificilmente serão inferiores a 15 kWh/100 km, que farão com que a autonomia fica aquém dos 200 km.

Há dois modos de recuperação. Por defeito, no arranque, está ativo o mais forte que requer realmente um longo período de habituação, por a desaceleração do MINI ser enorme. É o mais forte que já guiámos num carro elétrico e realmente permite guiar de uma maneira que esquecemos por completo o pedal da esquerda, depois do devido “treino”. Mas há sempre a opção de selecionar o modo de recuperação mais suave, que é mais intuitivo.

Interior Mini Cooper SE

Temos também quatro modos de condução à escolha — Sport, MID, Green e Green+ —, o último dos quais ajuda a esticar um pouco a autonomia mesmo que à custa da potência e desativando a climatização ou o aquecimento dos bancos, nas versões que o incluam. O nível intermédio parece ser o mais equilibrado.

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Também no que diz respeito aos carregamentos este MINI Electric Cooper SE anseia pela chegada da tal nova arquitetura mais avançada. Fica-se pelos 11 kW em corrente alternada (AC) e pelos 50 kW em corrente contínua (DC), quando alguns modelos deste segmento chegam aos 22 kW e aos 100 KW, respetivamente.

Isso leva a que mesmo uma bateria pequena como esta necessite de 2,5 horas para chegar aos 80% de carga a 11 kW ou de 35 minutos a 50 kW (potência a que uma carga total irá requerer cerca de hora e meia). E se a operação for feita numa tomada doméstica e a 10 A pode contar com mais de meio-dia ligado à corrente para ficar com o “depósito” cheio.

Ficha técnica

MINI Electric Cooper SE
Motor
Motores 1 (montado transversalmente no eixo dianteiro)
Potência 135 kW (184 cv)
Binário 270 Nm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Caixa redutora de uma relação
Bateria
Tipo Iões de lítio
Capacidade 32,6 kWh (28,9 kWh líquidos)
Carregamento
Potência máxima em DC 50 kW
Potência máxima em AC 11 kW
Tempos de carregamento
2,3 kW 10-100%: mais de 12 horas
11 kW (AC) 10-80%: 2,5 horas
10-80% 50 kW (DC) 35 min
10-100% 50 kW (DC) 1,5 horas
Chassis
Suspensão FR: Independente MacPherson; TR: Independente multibraços
Travões FR: Discos ventilados; TR: Discos Ventilados
Direção Assistência elétrica variável
Diâmetro de viragem 10,7 m
Dimensões e Capacidades
Comp. x Larg. x Alt. 3850 mm x 1727 mm x 1432 mm
Distância entre eixos 2495 mm
Capacidade da mala 211-731 litros
Pneus 195/55 R16
Peso 1365 kg
Prestações e consumos
Velocidade máxima 150 km/h
0-100 km/h 7,3s
Consumo combinado 15,3-15,8 kWh/100 km
Autonomia 226-233 km

Autores: Joaquim Oliveira/Press-Inform.

Primeiras impressões

7 / 10
Pequenos retoques estéticos por fora e por dentro, neste último caso com evolução tecnológica mais evidente, definem a renovada geração do Mini Cooper SE. A bateria limita a autonomia deste elétrico compacto que, no entanto, continua a destacar-se ao ser o mais divertido de guiar e também o mais rápido neste segmento. O visual icónico e o interior cheio de personalidade e ligações ao passado podem ser razões para o escolher em detrimento de outras alternativas mais racionais e acessíveis.

  • Comportamento divertido

  • Prestações

  • Imagem

  • Autonomia

  • Carregamento demorado

  • Preço

Preço

34.750

Data de comercialização: Setembro 2021


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