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BMW 520e. O Série 5 “de ligar à tomada” mais barato convence?

A família de híbridos plug-in da BMW ganhou mais um membro, o 520e. Será que é a escolha certa a fazer ou o Diesel 520d ainda tem uma palavra a dizer?

A BMW tem uma nova versão de acesso híbrida plug-in no Série 5, a 520e, que se junta à versão intermédia 530e e à topo de gama (eletrificada) 545e, da qual também vos falarei em breve.

Sendo esta a versão “hibridizada” mais barata do catálogo do Série 5 é, quase de forma automática, a mais interessante para o mercado nacional, sobretudo para as empresas, onde estes híbridos plug-in “encaixam” sempre muito bem.

Este BMW 520e não é exceção, mas tal como escrevi quando conduzi o “irmão” mais novo, o 320e, também pode interessar a particulares, desde que o tipo de utilização o justifique, claro está.

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BMW 520e © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Mas antes de abordar os temas obrigatórios quando se fala de híbridos plug-in — os carregamentos, o tipo de utilização e os custos de utilização — vamos falar da mecânica que está na base deste modelo, que é exatamente a mesma que encontramos no “mais pequeno” BMW 320e.

O “coração” deste modelo é um motor a gasolina de quatro cilindros com 2.0 litros que produz 163 cv, ao qual se junta depois um motor elétrico que permite obter uma potência máxima combinada de 204 cv e 350 Nm de binário máximo.

A força é enviada em exclusivo para o eixo traseiro, com o BMW 520e a precisar — no modo Sport — de 7,9s para cumprir o sprint dos 0 aos 100 km/h e a atingir os 225 km/h de velocidade máxima.

BMW 520e
Por fora, não é fácil distinguir este híbrido plug-in de um “irmão” equivalente com motorização Diesel. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Este número “cai” para os 140 km/h quanto estamos a circular em modo 100% elétrico, que graças a uma bateria de 12 kWh (montada por baixo dos bancos traseiros) é algo que podemos fazer durante 53 km (WLTP).

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Pelo menos é esse o registo homologado pela marca alemã, ainda que na realidade tenha conseguido “apenas” 38 km em modo elétrico antes de ter “definido” o limite mínimo de carga e “chamado” o motor térmico a recarregá-la.

BMW 520e
Através da funcionalidade “Battery Control” podemos dar “ordens” para que a carga da bateria naquele momento seja mantida. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Confesso que esperava um pouco mais, mas a verdade é que ao final de 631 km percorridos tinha feito 114 km em modo 100% elétrico. E isto foi antes de iniciar um novo ciclo de carga. É claro que a energia gerada nas desacelerações e nas travagens também ajudou (e muito!) a conseguir todos estes quilómetros “verdes”.

Contudo, recorrer ao motor térmico para carregar a bateria tem um problema: os consumos. E nesse capítulo, o dos consumos, posso dizer-vos que cheguei ao fim desses tais 631 km percorridos com uma média de 7,1 l/100 km.

BMW 520e
No modo híbrido podemos maximizar a autonomia elétrica através da previsão inteligente feita com base no sistema de navegação. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Por outro lado, com a bateria cheia e em modo híbrido, é relativamente fácil andar abaixo dos 2 l/100 km, com o sistema a fazer uma gestão muito oportuna (e suave, diga-se de passagem) entre a utilização do motor elétrico e do bloco a gasolina.

E quando o “sumo elétrico” acaba?

Quando a carga de bateria se esgota, o BMW 520e continua a ser muito competente, com o motor a gasolina sobrealimentado de 2.0 litros com quatro cilindros em linha de 163 cv a mostrar que tem pulmão que chegue para “arrastar” os 1910 kg do conjunto.

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Ter um híbrido plug-in só faz sentido — a todos os níveis… — se o conseguirmos carregar regularmente. Mas acreditem em mim quando vos digo que ficar dependente do motor de combustão deste 520e não é problema, ainda que o reflexo no consumo seja óbvio.

BMW 520e
No painel de instrumentos digital conseguimos sempre ver quantos quilómetros “verdes” já fizemos. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Em autoestrada, a cumprir os limites definidos por lei, o gasto de gasolina ronda os 7,3 l/100 km. Por estradas secundárias e fazendo um esforço para não ultrapassar os 80 km/h, é relativamente fácil ficar abaixo dos 6 l/100 km. O maior problema acaba mesmo por ser o pára-arranca da cidade, onde rapidamente vemos o gráfico dos consumos superar os 8,5 l/100 km.

A união faz a força…

Mas é quando o casamento entre o motor elétrico, a bateria e o motor a gasolina acontece que este BMW 520e faz mais sentido. É mais suave, mais eficiente e mais divertido.

BMW 520e
Debaixo do capô temos um motor a gasolina de 2.0 litros com quatro cilindros e um motor elétrico. Tudo combinado temos à nossa disposição uma potência máxima de 204 cv e 350 Nm de binário. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Temos sempre força disponível durante um leque alargado de regimes e por vez até nos esquecemos que estamos num automóvel com um “corpo” tão grande e pesado, tal a “potência de disparo” com que ele nos brinda.

Quero com isto dizer que as acelerações mais bruscas neste 520e são sempre intensas, ainda que a entrega de potência em situações normais surpreenda por ser muito progressiva, o que contribui para uma experiência de condução muito agradável.

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E ainda nem vos falei da já conhecida — e tantas vezes elogiada… — caixa automática desportiva Steptronic de oito velocidades que está entre as melhores “caixas” do mercado. É tão simples quanto isso.

BMW 520e
Não me canso de elogiar a caixa automática desportiva Steptronic da BMW… © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

E nas curvas?

Em reta e com a bateria “cheia de sumo”, o 520e “dispara” sempre muito bem. Mas e em curva? Bem, é um BMW e só isso faz com que tenha credenciais dinâmicas a respeitar. E a verdade é que o faz bem. Sem grandes dramas, é certo. Mas faz bem.

Num encadeado de curvas mais intenso, se “apertarmos” com ele, vamos obter uma resposta muito satisfatória. Apesar de não contar com um amortecimento muito firme, as mudanças de direção são sempre feitas de forma afirmativa e se pisarmos o acelerador um pouco mais antes da saída da curva, a traseira até nos ajuda a sair ainda mais rápido, auxiliando a frente a apontar para o sítio certo.

BMW 520e © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

E mesmo no que ao rolamento da carroçaria diz respeito, não sinto que haja muito a apontar. As massas estão muito bem controladas e o equilíbrio dinâmico está sempre presente.

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Acima de tudo um executivo

Refinado, bem construído e muito confortável. É assim que defino este BMW 520e, que se mostra muito mais um executivo do que propriamente um familiar, sobretudo nesta versão berlina, onde a capacidade da bagageira sai algo prejudicada pela “arrumação” do pack de baterias.

BMW 520e
A bagageira oferece apenas 410 litros de capacidade. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Mas se este detalhe merece um reparo, não tenho nada a dizer do conforto que ele nos proporciona. Mesmo com jantes de 19” e pneus de baixo perfil “calçados”, a suavidade com que este 520e “voa” sobre estradas secundárias com muitos ressaltos é notável.

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BMW 520e
Unidade testada tinha bancos dianteiros desportivos e aquecidos. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

E aqui, não basta falar só do trabalho da suspensão, que nos oferece um bom compromisso entre conforto e dinâmica.

É preciso trazer para a conversa a qualidade de montagem (não sentimos nada a ceder e não ouvimos qualquer ruído parasita) e a boa insonorização do habitáculo, que mantém “lá fora” todos os barulhos indesejáveis.

É o carro certo para si?

Que o BMW Série 5 continua a ser uma referência no segmento e que esta é uma motorização a ter muito em conta, não tenho dúvidas. Mas repito o que já disse acima: para que os custos de utilização sejam inferiores à versão equivalente Diesel, a 520d, é necessário carregar muito frequentemente as baterias deste 520e.

BMW 520e
Numa wallbox de 3,7 kW recarregar a bateria demora 3,6 horas. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Só assim vão conseguir tirar o máximo proveito desta proposta híbrida plug-in, que é capaz de alcançar consumos bastante comedidos nos percursos diários mistos ou citadinos.

Por outro lado, se os vossos trajetos diários forem mais longos e maioritariamente em autoestrada, o 520d merece um olhar mais atento, que já conta com tecnologia semi-híbrida com 48 V e com a possibilidade de desativar por completo a mecânica de quatro cilindros até aos 160 km/h, alcançando consumos mistos em torno dos 5 l/100km.

A utilização que pretendem fazer (e que vai influenciar os custos de utilização) ganha ainda mais importância no caso de serem clientes particulares, uma vez que no caso das empresas existem benefícios diretos que ajudam a influenciar a decisão… a favor do híbrido plug-in.

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Preço

unidade ensaiada

80.648

Versão base: €61.400

IUC: €204

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha; motor elétrico
    • Capacidade: 1998 cm3
    • Posição: Motor combustão: Dianteira Longitudinal; Bateria: central traseira
    • Carregamento: Motor combustão: Injeção direta, turbo e intercooler. Motor elétrico: bateria de iões de lítio de 12 kWh
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válv. por cil. (16 válv.)
    • Potência: Potência: Motor combustão: 163 cv entre as 5000 e as 6500 rpm; Motor elétrico: 109 cv às 3140 rpm; Potência máxima combinada: 204 cv
    • Binário: Binário máximo combinado: 350 Nm
  • Transmissão
    • Tracção: Traseira
    • Caixa de velocidades: Automática de 8 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4963 mm / 1868 mm / 1483 mm
    • Distância entre os eixos: 2975 mm
    • Bagageira: 410 litros
    • Jantes / Pneus: 245/40 R19
    • Peso: 1910 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 1,4 l/100 km
    • Emissões de CO2: 31 g/km
    • Vel. máxima: 225 km/h
    • Aceleração: 7,9s
  • Garantias
    • Pintura e corrosão: 3/12 anos
    • Mecânica: 2 anos sem limite de km
    • Reviews Interval: 30 000 km
  • Equipamento
    • Pele Dakota Preto com costuras exclusivas em Preto
    • Ar condicionado automático com controlo de duas zonas
    • Proteção activa (capô eleva-se em caso de acidente)
    • BMW Live Cockpit Professional
    • Pack espelhos retrovisores exteriores (apenas lado condutor antiencandeamento)
    • Monitorização da pressão dos pneus
    • Volante desportivo em pele
    • Assistente de estacionamento (inclui câmera traseira, assistência ao estacionamento lateral, sensores de estacionamento ativos e assistente de estacionamento e de marcha-atrás)
    • BMW Service Inclusive 5 Anos/100000 km
    • Proteção acústica para peões
    • eCall inteligente
    • Cartão BMW Charging e cabo de carregamento rápido (modo 3)
Extras
Acabamento galvanizado dos comandos — 178 €; Luzes adaptativas LED — 910 €; Assistente de condução — 951 €; Sistema de som surround Harman/Kardon — 951 €; Conectividade aparelhos móveis, Bluetooth e USB com carregamento wireless — 520 €; Controlo por gestos BMW — 268 €; Pack M Plus (inclui: Jantes 19'' bicolores, Travões desportivos M, Transmissão automática desportiva Steptronic, Sistema de acesso Comfort, Pack desportivo M, Vidros com proteção solar, Ajuste elétrico dos bancos dianteiros desportivos, Apoio lombar para os bancos dianteiros, Frisos interiores M em alumínio e Luz ambiente) — 6910 €; Assistente de estacionamento PLUS — 544 € e Pintura Bluestone metalizada — 1140 €.
Avaliação
7 / 10
Nota: 7,5. Esperava um pouco mais de autonomia 100% elétrica e consumos ligeiramente mais "controlados" quando a bateria se esgota. Mas nem isto chega para "beliscar" a qualidade geral deste BWM 520e, que é um executivo muito competente e um grande "rolador". Em autoestrada ou troços secundários, o conforto com que ele nos brinda é de assinalar, tal como a capacidade de construção e de insonorização, que tornam o habitáculo deste 520e um local muito agradável para se estar. Mas para mim não é óbvio que esta é a versão a escolher em detrimento do Diesel 520d. Tudo depende da utilização de cada um.
  • Conforto
  • Dinâmica
  • Insonorização
  • Alguns opcionais deviam ser "oferecidos" de série
  • Autonomia elétrica
  • Capacidade da bagageira
Sabe responder a esta?
Qual era a potência do BMW 767 iL “Goldfisch”?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

BMW 767 iL “Goldfisch”. O derradeiro Série 7 com um colossal V16

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