Indústria

Menos Nissan na Europa? Fábrica em Barcelona em risco de fechar

Uma redução de 20% na produção e até a forte possibilidade de fechar a fábrica de Barcelona. São algumas das consequências do plano de recuperação da Nissan.

Depois de há umas semanas te termos falado acerca do plano de recuperação da Nissan, que deverá materializar-se numa presença mais reduzida na Europa, hoje trazemos-te algumas das suas possíveis consequências.

Segundo avança a agência Reuters, a marca japonesa está a ponderar fechar definitivamente a fábrica que tem em Barcelona, a qual coloca em risco 3500 postos de trabalho diretos e cerca de 20 mil postos de trabalho indiretos.

Caso esta decisão se venha a confirmar, o Financial Times avança que a produção da Nissan Navara passaria para a África do Sul — a Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X também são lá produzidas —, enquanto o sucessor do furgão elétrico e-NV200 seria produzido na fábrica da Renault em Maubeuge, França.

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SUV’s Renault produzidos em Sunderland?

Sunderland, no Reino Unido, onde se situa a principal fábrica da Nissan na Europa, tem visto o seu futuro posto em causa desde o anúncio do Brexit.

Ora, com o previsto plano de recuperação da Nissan e a consequente decisão da marca nipónica reduzir a produção em 20% até 2023, ainda mais ameaçada a fábrica britânica ficou. No entanto, ao que parece, “há luz ao fundo do túnel”.

Aparentemente, tanto o Renault Captur como o Kadjar poderão vir a ser produzidos naquela unidade fabril, algo que é facilitado pelo facto de estes partilharem a plataforma com o Juke e Qashqai, respetivamente, ambos lá produzidos.

Caso se confirme a passagem da produção do Captur e do Kadjar para Sunderland, esta decisão irá ao encontro da vontade da Nissan em assegurar o futuro daquela fábrica. Resta é saber o que acontecerá às fábricas onde este são produzidos em Espanha.

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O plano de recuperação da Nissan na Europa será conhecido a 28 de maio. Entretanto, em antecipação à divulgação desse plano, a marca japonesa tinha já anunciado há uns dias o desaparecimento da Datsun, que tinha sido “ressuscitada” a pensar nos mercados emergentes.

Fontes: Financial Times, Reuters, Autocar.


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