Show-off

Não houve Genebra 2020, mas houve uma mão cheia de novidades da Mansory

A Mansory não é conhecida pela discrição ou até… pelo bom gosto. Fiquem a conhecer as cinco novas propostas da Mansory que deveriam ter ido a Genebra.

Como é habitual, a Mansory tinha tudo preparado para apresentar no Salão de Genebra as suas mais recentes criações, uma mão cheia de novidades. Como sabem, o salão foi cancelado, mas… o espetáculo tem de continuar. E espetáculo (ou será espalhafato?) é o que as cinco novas propostas da Mansory parecem saber fazer melhor.

As cinco novas propostas da Mansory são de cinco marcas automóveis diferentes. Variedade não falta: Audi, Bentley, Lamborghini, Mercedes-AMG e Rolls-Royce. Vamos conhecê-las uma a uma…

Audi RS 6 Avant

Para os que acham que a nova Audi RS 6 Avant já é agressiva e ameaçadora o suficiente, para a Mansory é apenas o ponto de partida. Os painéis da carroçaria alterados, como os guarda-lamas, são agora em fibra de carbono. Destaque para as saídas de escape angulares (paralelogramos com um canto truncado) e para as jantes forjadas de 22″. O interior não ficou incólume, recebendo novos revestimentos e decoração.

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Não é só show-off… A Mansory injetou esteróides na já de si musculada RS 6 Avant. Os números do V8 twin turbo cresceram dos 600 cv e 800 Nm para uns ainda mais poderosos 720 cv e 1000 Nm. De acordo com a preparadora, os números crescentes resultam em valores decrescentes para as prestações: os 100 km/h são agora atingidos em 3,2s em vez de 3,6s.

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Bentley Continental GT Convertible V8

Olhem-me para aquele interior em pele… verde, ou melhor, “chrome oxite green”, como lhe chama a Mansory. Subtil não é, e para mais num descapotável como é o vasto Bentley Continental GT Convertible. A carroçaria em preto mate com apontamentos no mesmo tom verde dificilmente passa despercebida — mesmo de série, é difícil um carro destes passar despercebido. A fibra de carbono volta a marcar presença, estando visível nos elementos aerodinâmicos adicionados ao GTC.

A mecânica e a dinâmica também não foram esquecidas. O V8 twin turbo que o equipa viu a sua potência crescer quase uma centena de cavalos, dos 549 para os 640 cv, com o binário a subir também generosamente, dos 770 Nm para os 890 Nm. As rodas são… enormes. Jantes forjadas de 22″ com pneus 275/35 à frente e 315/30 atrás.

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Lamborghini Urus

A Mansory não lhe chama Urus, mas sim Venatus. E se um Urus já se destaca no meio da multidão o que dizer do Venatus? A carroçaria é em azul mate com acentos em verde neon; as jantes forjadas e ultra-leves (diz a Mansory), são enormes, com um diâmetro de 24″ e pneus 295/30 à frente e massivos 355/25 atrás. Destaque ainda para a atípica tripla saída de escape ao meio…

Se o exterior é talvez demasiado “azul”, o que dizer do interior em pele “azulíssima”? Um desafio para qualquer retina…

Como não podia deixar de ser, também este Venatus destaca-se pela vitamina extra em relação ao Urus que lhe serve de base. O V8 twin turbo passa a debitar 810 cv e 1000 Nm ao invés dos 650 cv e 850 Nm do modelo de série. Se o Urus já é um dos mais rápidos SUV do planeta, o Venatus ainda o é mais: 3,3s nos 0 aos 100 km/h e… 320 km/h de velocidade máxima (!).

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Mercedes-AMG G 63

Denominado Star Trooper, este G 63 é o segundo G da Mansory a ostentar este nome. A novidade em relação ao G 63 Star Trooper apresentado em 2019 é o facto da Mansory o ter transformado numa exclusiva pick-up. E tal como o primeiro, este projeto resulta de uma colaboração com o designer de moda Phillip Plein.

Este novo Star Trooper repete os temas do anterior, com destaque para a pintura tipo camuflagem — também o interior recorre ao mesmo tema —, as jantes de 24″, e o teto do habitáculo… iluminado com pontos de luz vermelhos.

O G 63 se há algo de que não precisa é mais “pujança”, mas a Mansory ignorou completamente esse conselho: são 850 cv (!) que o “hot V” entrega, mais 265 cv que o modelo original. Binário máximo? 1000 Nm (850 Nm o G 63 original). Este G é capaz de fulminar os 100 km/h em apenas 3,5s e deslocar-se a uns assustadores 250 km/h… limitados.

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Rolls-Royce Cullinan

Por fim, a fechar as cinco novas propostas da Mansory que deveriam ter estado em Genebra, a sua interpretação do Cullinan, o SUV da Rolls-Royce. Um veículo massivo, impossível de passar despercebido, mas a Mansory elevou a sua “presença” a um nível excêntrico e chamou-o de Coastline.

Excêntrico? Sem dúvida… Talvez seja das massivas rodas e do rebaixamento geral, talvez seja das peças em carbono forjado (que possui uma textura muito peculiar), talvez seja das entradas/saídas de ar de maior dimensão, ou talvez seja apenas da carroçaria bicolor.

E se o interior do Urus/Venatus desafiava a resistência das nossas retinas o que dizer do interior deste Coastline em turquesa? Nem a cadeira do bébé escapou (vejam na galeria abaixo), ou até o ornamento “Spirit of Ecstasy”…

Como vimos com as restantes propostas, também a mecânica do Cullinan não ficou incólume, ainda que aqui os ganhos tenham sido algo modestos, em contraste gritante com o exterior/interior do veículo. O 6.75 V12 passa a debitar 610 cv e 950 Nm, ao invés dos 571 cv e 850 Nm — a velocidade máxima é de agora 280 km/h (250 km/h de origem).

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