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Honda dá passo atrás e regressa aos botões físicos no novo Jazz

O novo Honda Jazz acaba por ser como um reconhecimento de que os comandos táteis para as funções mais comuns dificultam mais do que ajudam na sua operação.

Em contra-corrente, podemos ver que no interior do novo Honda Jazz há um aumento de botões físicos em relação ao seu antecessor, cujo interior fazia uso de comandos táteis para a maioria das funções, mesmo aquelas mais comuns como o ajuste do sistema de climatização.

Não deixa de ser um desenvolvimento curioso por parte da Honda nesta fase de digitalização rampante dos interiores dos automóveis. Já o tínhamos verificado quando atualizou recentemente o Civic, com botões físicos a tomar o lugar dos comandos táteis colocados do lado esquerdo do ecrã de info-entretenimento.

Compare-se a imagem abaixo com a imagem que abre este artigo, com a primeira a pertencer ao novo Honda Jazz (com chegada prevista para o verão) e a segunda à geração em comercialização.

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Como podemos observar, o novo Honda Jazz prescindiu dos comandos táteis para operar o ar condicionado, assim como aqueles que assistiam o sistema de info-entretenimento, e trocou-os por “velhos” botões físicos — até o botão de regulação de volume passou a ser um muito mais intuitivo e… tátil botão rotativo.

Porquê a mudança?

As declarações de Takeki Tanaka, líder do projeto do novo Jazz, à Autocar são reveladoras:

A razão é bastante simples — queríamos minimizar a disrupção do condutor quando em operação, em particular, do ar condicionado. Mudámos (a operação) de comandos táteis para botões (rotativos), porque recebemos comentários dos nossos clientes que eram difíceis de operar intuitivamente.

Tinham de olhar para um ecrã para mudar o programa do sistema, por isso, mudámos-o para que o possam operar sem olhar, garantindo maior confiança enquanto se está a conduzir.

É também uma crítica recorrente nos testes que realizamos aqui na Razão Automóvel. A substituição de comandos físicos (botões) por comandos táteis (ecrã ou superfícies) para as funções mais comuns — ou a sua integração no sistema de info-entretenimento — prejudicam mais do que ajudam, sacrificando a usabilidade, ergonomia e segurança.

Sim, na maioria das vezes, concordamos que trazem um benefício estético — interior com aspeto mais “limpo” (só até à primeira dedada) e sofisticado —, mas não são tão intuitivos em utilização e aumentam o potencial de distração durante a condução. Pois, não sem alguma ironia, os comandos táteis “roubam-nos” do sentido do tato, pelo que ficamos praticamente apenas e só dependentes do sentido da visão para efetuar várias operações.

Honda e
Apesar dos cinco ecrãs que dominam o interior do novo Honda e, os comandos do ar condicionado são compostos por botões físicos.

No entanto, no futuro, esta poderá ser uma discussão inócua, já que são muitos os que prevêem que será o controlo por voz o dominante — apesar de, por enquanto, serem mais as vezes que frustam do que facilitam.

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