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Testámos o primeiro 100% ELÉTRICO da Honda e já sabemos quanto vai custar

O Honda E é o primeiro elétrico da marca japonesa. Não só o conduzimos como até deu para jogar Super Mario Karts com o Tiago Monteiro no seu interior.

Em Valência, Espanha

Não é todos os dias que podemos jogar Super Mario Karts ou Street Fighter no interior do nosso carro elétrico, recorrendo a um dos (cinco) ecrãs presentes, mas foi isso que o Guilherme fez, a bordo do novo Honda E, e para mais com a companhia do piloto Tiago Monteiro, enquanto a bateria carregava.

Um dos pontos altos e mais curiosos neste primeiro contacto dinâmico com o primeiro elétrico da Honda, em Valência, Espanha.

O Honda E chegará a Portugal durante o próximo mês de junho, com preços a arrancar nos 35 000 euros — a unidade que o Guilherme testou, Advance (nível de equipamento mais elevado) custará 38 500 euros.

VÊ TAMBÉM: São cinco os ecrãs no painel digital do Honda E
Honda e

O que esperar do Honda E?

Trata-se da nova coqueluche elétrica da marca japonesa e olhem para ela… Evocativa, mas muito apelativa, de formas simples, e cheia de charme.

Assenta sobre uma plataforma dedicada com a bateria de 35,5 kWh posicionada no chão, entre os eixos, a contribuir para um centro de gravidade quase tão baixo como o do NSX, o superdesportivo híbrido da Honda. Tem cinco portas e quatro lugares — espaço muito razoável na segunda fila —, mas a bagageira é digna… de um citadino: apenas 171 l.

A capacidade da bateria não é muito elevada — maior parte da concorrência, como o Renault Zoe ou Peugeot e-208, já estão nos 50 kWh (ou pouco mais) —, pelo que a autonomia é também ela modesta, inferior à dos seus concorrentes, apesar do E ser uma das propostas mais caras.

Honda e
5 ecrãs: um para o painel de instrumentos, dois para o sistema de info-entretenimento, e mais dois para os retrovisores digitais. Na realidade há mais um: o retrovisor interior também é digital, para quando a visão para trás está obstruída.

Oficialmente são 220 km de autonomia contra os quase 400 km do Zoe ou os 340 km do e-208 — até o mais modesto SEAT Mii Electric, com bateria de capacidade similar, anuncia 260 km.

No entanto, o Honda E recupera alguma vantagem no que à máquina elétrica diz respeito, pois não só está disponível com um motor de 136 cv como os seus principais concorrentes, como oferece ainda outro, mais potente com 154 cv — ambos os motores disponibilizam 314 Nm de binário máximo.

Este já garante prestações animadas, como podemos constatar pelos 8,3s nos 0-100 km/h — não esquecer que, tal como os seus rivais e apesar das dimensões compactas, o Honda E é um peso-pesado com 1500 kg (culpem as baterias).

As ligações ao solo são providenciadas por um esquema MacPherson, tanto à frente como atrás, e a tração é traseira. Destaca-se da concorrência pelo maior conforto a bordo, mas para ficares a saber todas as impressões de condução do Honda E, vê o vídeo com o Guilherme (e também o Tiago Monteiro) como companhia:

Carregamentos

Com os pouco mais de 200 km de autonomia, os carregamentos serão mais frequentes que em outros elétricos já à venda no mercado. A Honda anuncia apenas 30 minutos para “encher” a bateria até aos 80% do total da sua capacidade num carregador rápido (50 kW). Numa wallbox de 7,4 kW (32 A), são necessárias 4,1h para atingir os 100%, enquanto numa tomada doméstica esse valor aumenta para (longas) 18h.

Enquanto esperamos que carregue, e se uma pausa para o café não é para vocês, até dá para uma pequena disputa virtual com um piloto profissional. Obrigado, Tiago!

Tiago Monteiro e Guilherme Costa
Tiago Monteiro e Guilherme Costa, num saudável despique, no interior do Honda E.

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