Classe A e B em dezembro

Ao volante dos novos híbridos plug-in da Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz também já tem uma família completa de híbridos plug-in! Já conduzimos os seus mais recentes elementos — A, B, GLC e GLE.

Numa altura em que em Portugal já se comercializam os híbridos plug-in do Classe E, com base gasolina e gasóleo, além do Classe S, o S 560 e, a Mercedes-Benz acaba de proporcionar o primeiro contacto com os mais recentes — e mais importantes? — membros desta nova família de propostas PHEV: A 250 e, B 250 e, GLC 300 e e GLE 350 de.

A pouco mais de um ano da entrada em vigor das novas restrições em termos de emissões de CO2 (95 g/km de CO2 de média), a marca da estrela dá assim mais um passo rumo ao cumprimento desta obrigação.

Mais precisamente, colocando no mercado aquela que é a sua terceira geração de híbridos e elétricos, cuja família contará, até ao final do ano, com mais de 20 elementos.

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Mercedes-Benz, conferência imprensa Frankfurt 2019
Se houvesse dúvidas no foco das soluções sustentáveis para o futuro da mobilidade, esta imagem da conferência de imprensa em Frankfurt retira todas as dúvidas — a eletrificação chegou em força à marca da estrela.

A diferenciar esta nova geração, explica a Mercedes, contam-se as baterias de maior capacidade (de 13,5 a 31,2 kWh), mais potentes (a começar nos 218 cv e a terminar nos 476 cv), com maior autonomia elétrica (entre 50 km mínimo, até pouco mais de 100 km, máximo), mas também prometendo maior diversão ao volante. Desde logo, graças ao aumento da velocidade máxima conseguida em modo 100% elétrico — entre 130 a 140 Km/h.

Classe A ligado à corrente… e com 218 cv

Comecemos pelo princípio. Que, no caso da Mercedes-Benz, chama-se Classe A. E que, nesta nova variante híbrida recarregável A 250 e, que tivemos oportunidade de contactar em estreia mundial, durante cerca de duas dezenas de quilómetros, ameaça rivalizar com o A 250 (2.0 Turbo e 224 cv), ao anunciar uma potência conjunta de 218 cv!

Mercedes Classe A Hibrido

Como? Simples: utilizando como base o conhecido 1.3 Turbo a gasolina de 160 cv e 250 Nm, desenvolvido em conjunto pela Daimler e pela Renault, a que se junta um motor elétrico e respetivas baterias, colocadas sob o banco traseiro, com uma capacidade de 15,6 kWh.

Resultado deste casamento, a promessa não só dos já referidos 218 cv de potência, como também de um binário máximo de 450 Nm, e, principalmente, de uma capacidade de aceleração dos 0 aos 100 km/h em 6,6s (6,7s no Sedan), assim como de uma velocidade máxima de 235 km/h (240 km/h), ou 140 km/h com recurso apenas e só ao motor elétrico — 6,2s dos 0-100 km/h e 250 km/h de velocidade máxima.

Infelizmente, razões relacionadas também com o trajeto escolhido pela Mercedes para este primeiro contacto, maioritariamente dentro de localidades, não nos deixaram confirmar alguns destes atributos.

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Não nos impedindo, contudo e isso sim, de confirmar a excelente e pronta resposta deste sistema híbrido EQ Power, marcado igualmente pela suavidade garantida através da boa prestação da transmissão DCT de oito velocidades.

Fazer as passagens entre relações pode ser feito através das patilhas presentes no volante, mas estas servem não só para fazer isso, mas também para accionar os vários níveis de intensidade do sistema de recuperação de energia, quando a circular no modo “Electric” — um toque na patilha da esquerda e a regeneração fica ativa; dois toques, torna-se ainda mais eficaz… e brusca.

Mercedes Classe A 250 e

É uma das seis opções disponibilizadas com o já conhecido sistema de modos de condução Dynamic Select, do qual fazem ainda parte, além dos tradicionais “Sport”, “Comfort” e “Eco”, um “Battery Level” — basicamente, a opção que permite preservar a energia presente nas baterias, para utilização futura.

No entanto, a par da suavidade transmitida pelo sistema híbrido no funcionamento, também há uma maior firmeza do conjunto, a começar pela suspensão. Revista com o objetivo de ajudar a “digerir” melhor os cerca de 150 kg a mais no peso. O mesmo se passa, de resto, com a direção, cujo toque mais direto e preciso, assume-se como mais um argumento na competição com as restantes versões, impulsionadas apenas por motor de combustão.

Quanto a consumos e autonomias, promessas de um consumo combinado (valores NEDC2, ou NEDC correlacionado), de 1,5-1,4 l/100 km, e de energia de 15,0-14,8 kWh/100 km (fizemos 23,4 kWh, a uma média de 23 km/h, sensivelmente), com emissões de CO2 na ordem dos 34-33 g/km. Com o Sedan a registar ligeiras — ligeiríssimas — melhoras apenas nos consumos de eletricidade (14,8-14,7 kWh/100 km) e nas emissões, 33-32 g/km.

Relativamente às autonomias, a Mercedes-Benz fala em cerca de 75 km (NEDC2) com uma única carga. Recarregar as baterias até 80% da sua capacidade a partir de um valor de 10% — é no período até aos 10% de carga, e acima dos 80%, que as baterias demoram mais tempo a recarregar —, demora 1h45min através da Wallbox fornecida pela marca (e que representa um investimento acrescido de 1004 euros); 5h30min em tomada doméstica; e apenas 25 minutos num posto de carregamento rápido de até 24 kW ou 60 A (amperes).

Mercedes Classe A e Classe B Hibrido
De uma só vez a Mercedes-Benz eletrificou o Classe A e o Classe B.

Classe B também híbrido

Proposta mais familiar em formato monovolumeainda se lembram deles? —, o Mercedes-Benz B 250 e tem por base o mesmo sistema propulsor híbrido do Classe A, inclusive, a colocação das baterias por baixo dos bancos traseiro. Além de outras particularidades, como é o caso da saída de escape debaixo e ao centro da plataforma e a transmissão DCT.

De resto e uma vez em estrada, o mesmo pisar especialmente firme com direção particularmente direta, com o B 250 e a revelar não só um comportamento muito certinho, como também bastante precisão em curva — nota-se a maior altura, é verdade, mas, ainda assim, são quase nulas as oscilações de carroçaria.

Quanto a prestações oficiais, 6,8s nos 0 aos 100 km/h, 235 km/h de velocidade máxima (com os 140 km/h em modo elétrico) e consumos de 1,6-1,4 l/100 km, ou de 15,4-14,7 kWh/100 km, quando a eletricidade, ficando as emissões nos 36-32 g/km.

Finalmente e quanto à autonomia, promessas de realização de 70 a 77 km com uma só carga, com o recarregamento das baterias a ser em moldes idênticos aos do A 250 e.

GLE 350 de: híbrido, mas a gasóleo

Igualmente conduzido por nós neste curto contacto em Frankfurt, aquele que é também o único SUV híbrido plug-in a gasóleo do mercado, denominado Mercedes-Benz GLE 350 de 4MATIC. E que, tendo na base um “mero” quatro cilindros 2.0 l a debitar 194 cv de potência e 400 Nm de binário máximo, vê estes valores “explodir”, com a inclusão de um motor elétrico e um conjunto de baterias de 31,2 kWh colocados sob o banco traseiro, para os 320 cv de potência máxima e 700 (!) Nm de binário.

Mercedes-Benz GLE 350 de

Equipado com uma caixa de velocidades automática 9G-TONIC híbrida, uma caixa de transferências com torque-on-demand (0-100%) e sistema de tração híbrida, o GLE 350 de 4MATIC anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 6,8s, 210 km/h de velocidade máxima (160 km/h em modo 100% elétrico), a par de consumos de não mais que 1,1 l/100 km ou 25,4 kWh/100 km, com emissões de 29 g/km (NEDC2) — nós fizemos bem mais, 27 kW/100 km com uma velocidade média de 29 km/h, mas…

Quanto às sensações ao volante, a mesma condução doce, embora igualmente enérgica quando a tal convocado, ainda que o GLE híbrido revele uma suspensão bem mais permissiva, claramente pensada em prol do conforto; inclusive, em mau piso. Como nos Classe A e Classe B, a presença do já referido Dynamic Select, com os tais seis modos de condução — Sport, Normal, Comfort, Eco, Electric e Battery Level.

Como autonomia em modo elétrico, pouco mais de 100 km, 106 km para sermos mais precisos. Sendo que o (re)carregamento das baterias pode demorar, de acordo com os dados disponibilizados pela Mercedes-Benz, 3h15min (wallbox), 11h30 min (tomada doméstica) ou 20 min (carregamento rápido em tomada até 60 kW ou 150 A).

Quando chegam?

Fora deste lote de modelos com que tivemos oportunidade de contactar nesta viagem até Frankfurt, embora parte desta nova família híbrida plug-in, o C 300 e e 300 de, que só deverão chegar a Portugal em outubro ou novembro, além do E 300 e Limousine, o E 300 de Limousine e Station, e do S 560 e — todos já à venda entre nós.

Na mesma situação está, de resto, o 100% elétrico EQC 400, cujas primeiras 100 unidades previstas para venda no mercado português neste ano de 2019 já estão todas praticamente vendidas. Ainda que, devido à escassez de baterias, a entrega das primeiras unidades continue por acontecer, estando agora prevista para novembro.

Esperados apenas para dezembro de 2019, são os Classe A (hatchback e limousine) e Classe B híbridos, ao passo que o GLE 350 de 4MATIC só deverá chegar, tal como o GLC 300 e, durante o primeiro trimestre de 2020. Mais uma vez, devido às dificuldades em termos de produção de baterias.

A concluir esta enorme ofensiva de modelos híbridos plug-in e elétricos, que até ao final do ano deverá contar com mais de 20 modelos — palavra de CEO…—, o lançamento, já na primavera de 2020, do EQV, a versão 100% elétrica do Classe V. Neste caso e tal como também já aqui te revelámos, a anunciar uma autonomia de mais de 400 km.

Mercedes-Benz híbridos plug-in_1
O GLE e o GLC também surgiram em Frankfurt em modo híbrido plug-in.
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Falando de preços…

…, pouco ou nada de se sabe, infelizmente! Isto porque, segundo nos confidenciou um responsável da Mercedes-Benz Portugal, a tabela de preços e de equipamento destas novas versões está ainda a ser “cozinhada”, não existindo sequer a mais leve ideia de que quanto é que os híbridos plug-in custarão a mais que as respetivas motorizações sem a “vitamina” EQ Power.

A terminar e porque este é um aspeto que não deixa de inquietar alguns potenciais interessados, a certeza dada, desde já, pela Mercedes-Benz Portugal, de que todos os híbridos plug-in contarão com uma garantia nas baterias de 6 anos ou 100 000 km, tal como, para os 100% elétricos, a garantia de fábrica para os sistemas propulsores, será de 8 anos ou 100 000 km.

Primeiras impressões

9 / 10
Com desempenhos muito idênticos às versões com motores apenas de combustão, e agora com maiores potências e autonomias, os novos híbridos plug-in da Mercedes-Benz prometem cativar muitos clientes, desde logo, pela economia e baixa emissões que anunciam. Basta, tão-só, que os problemas técnicos ou de juventude não se atravessem no meio e, mesmo com preços sempre a subir, a mobilidade elétrica bem pode ganhar, muito rapidamente, também no maior fabricante premium mundial, peso de destaque.

  • Funcionamento dos sistemas híbridos plug-in

  • Aumento das autonomias

  • Consumos

  • Preços previsivelmente altos

  • Demora na entrega

Data de comercialização: Dezembro 2019


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