Salão de Genebra 2019

O mais potente desportivo italiano de sempre é o Pininfarina Battista

A Pininfarina estreia-se com marca própria e não podia deixar mensagem mais clara. O Battista, com 1900 cv, é o desportivo italiano mais potente de sempre.

Primeiro, antes de nos debruçarmo-nos sobre o Battista, que pudemos ver no Salão de Genebra 2019, há que clarificar a situação atual da Pininfarina, a histórica carrozzeria e casa de design italiana. É atualmente propriedade da indiana Mahindra, que a adquiriu maioritariamente após as dificuldades dos italianos no início deste século.

Esta definiu uma estratégia “radical” para tão precioso nome, dividindo-a em duas, criando no processo uma nova marca de automóveis, independente do atelier de design. E assim nasceu a Automobili Pininfarina.

O seu modelo de estreia não poderia ser melhor cartão de visita: um hiperdesportivo, mas “muito” séc. XXI, que é como quem diz, 100% elétrico.

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© Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Battista, puro Pininfarina

A máquina em si é puramente Pininfarina no seu desenho. De fora ficou a agressividade visual, cada vez mais extrema, que podemos encontrar em tantos outros superdesportivos — o Battista apresenta-se mais “calmo”, com volumes e superfícies mais limpos e elegantes do que é habitual neste tipo de veículos.

Procura ser uma expressão visual de um novo tipo de máquina de altas prestações, uma que recorre aos eletrões e não aos hidrocarbonetos.

A origem do nome
O nome que escolheram, Battista, não poderia ser mais evocativo, já que é o nome do fundador da carrozzeria original, Battista "Pinin" Farina, que fundou a Pininfarina em 1930, há 89 anos. 

Para realizar a sua primeira máquina, a Automobili Pininfarina rodeou-se dos melhores da indústria, formando uma dream team automóvel. Na sua equipa encontramos membros que foram parte integral no desenvolvimento de máquinas como o Bugatti Veyron e Chiron, Ferrari Sergio, Lamborghini Urus, McLaren P1, Mercedes-AMG Project One, Pagani Zonda e Porsche Mission E.

O italiano mais potente de sempre

O “coração” elétrico proveio dos especialistas da Rimac (parte da qual foi comprada pela Porsche), eles próprios presentes no Salão de Genebra com o C_Two, o seu hiperdesportivo elétrico, e olhando para os números do Pininfarina Battista, não é difícil ver a ligação entre os dois, com números quase idênticos.

O Pininfarina Battista foi anunciado com impressionantes 1900 cv de potência e 2300 Nm de binário, que o torna no automóvel italiano de estrada mais potente de sempre!

Números conseguidos através do uso de quatro motores elétricos, garantindo tração às quatro rodas, fazendo com que o Battista demore menos de 12s para atingir os… 300 km/hserá que os menos de 2s dos 0 aos 100 km/h interessam informar a este nível? —, e alcance uma velocidade máxima de 350 km/h.

Para parar este eletrizante míssil, o Battista vem munido com discos de travão massivos em carbono-cerâmica com 390 mm tanto atrás como à frente.

Pininfarina Battista

A energia para alimentar 1900 cv provém de um pack de baterias de 120 kWh, que deverão permitir uma autonomia máxima de 450 kmtalvez não faça tanto após uns arranques de 12s para atingir os 300 km/h… O pack de baterias está colocado numa estrutura em “T”, colocada ao centro do carro e atrás dos bancos.

Silencioso? Não o Battista…

Os elétricos são conhecidos pelo seu silêncio, mas a Automobili Pininfarina afirma que o Battista terá a sua própria assinatura áudio, não só a mandatória — os carros elétricos têm de ser ouvidos pelos peões quando circulam a menos de 50 km/h —, como uma mais condizente com a de um hiperdesportivo.

Pininfarina Battista

De forma intrigante, a Automobili Pininfarina refere que não amplificará o som de forma artificial, recorrendo, ao invés, a elementos como os próprios motores elétricos, o fluxo de ar, o sistema de climatização e até a ressonância da monocoque em fibra de carbono que lhe serve de base.

Battista é só o início

O Pininfarina Battista será um modelo bastante exclusivo. A marca anuncia que não mais do que 150 unidades serão construídas, com um preço estimado a rondar os dois milhões de euros, com as primeiras unidades a começar a serem entregues em 2020.

O Battista é só o início. Nos planos já estão mais três modelos, entre os quais dois crossover rivais de máquinas como o Urus ou Bentayga, menos exclusivos ou onerosos que o hiperdesportivo Battista. A ambição da Automobili Pininfarina passa por crescer e vender entre 8000 e 10 mil carros por ano.

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