Tributo

Este McLaren P1 GTR é um tributo a Ayrton Senna

Este McLaren P1 GTR é um tributo a Ayrton Senna e ao carro com que conquistou o seu primeiro campeonato de Fórmula 1 há 30 anos.

A produção do McLaren P1 GTR — a versão de circuitos do P1 — já terminou aos anos, mas isso não impediu a MSO (McLaren Special Operations) de atender ao pedido de um cliente e coleccionador de McLaren em customizar o seu P1 GTR.

O objetivo foi o de o transformar num tributo a Ayrton Senna, coincidindo com o 30º aniversário sobre o seu primeiro campeonato de Fórmula 1, ao volante de um McLaren MP4/4.

O chassis #12 do P1 GTR foi meticulosamente customizado durante um período de três anos pela MSO em estreita colaboração com o proprietário desta muito especial máquina.

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McLaren P1 GTR Senna

Somos imediatamente brindados com a icónica pintura vermelha e branca das cores do patrocinador da McLaren da altura, a Marlboro — uma relação de mais de 20 anos — e a atenção ao detalhe vai ao ponto de até o nome da tabaqueira não estar presente, estando no seu lugar (observável nos flancos) o “código de barras”, solução para contornar as restrições à publicidade ao tabaco.

Ao percorrer a carroçaria, são demasiados os detalhes para absorver: o número 12 usado por Senna no “nariz” do P1 GTR, assim como na asa traseira, a marca “Senna” no splitter frontal e nas portas, que incluem também a frase “Driven to Perfection”; a bandeira brasileira (portas) e emblemas alusivos ao 30º aniversário (atrás das janelas laterais), assim como os logótipos de vários parceiros tecnológicos da McLaren, tanto do seu passado como do seu presente.

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Os detalhes não se ficam por aqui, com uma reprodução da assinatura de Senna na soleira da porta — que faz parte da célula central em fibra de carbono do P1 GTR —; um volante revestido a Alcantara, onde a linha de costura tem a mesma cor da usada no MP4/4 do piloto brasileiro, e ainda adornado com a marca “Senna”, que também surge no tablier acompanhada por uma linha vermelha que se estende a toda a sua largura e portas.

McLaren P1 GTR Senna

Nem o capacete do dono escapou à muito especial customização neste projeto.

Só a pintura e todos os detalhes no exterior demoraram mais de 800 horas a concluir.

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Este P1 GTR é diferente dos outros…

O trabalho efetuado no McLaren P1 GTR #12 não se ficou apenas pelo aspeto, já que o carro em si foi alvo de diversas alterações tornando-o único entre todos os P1 GTR — 58 unidades construídas no total.

McLaren P1 GTR Senna

Além de ter recebido a alcunha de Beco, a mesma que os pais de Ayrton Senna lhe chamavam, este P1 GTR viu o seu V8 biturbo híbrido de 1000 cv receber uma preparação única, elevando ainda mais a sua performance — apesar de nenhum número ter sido divulgado —; um escudo de calor em ouro de 24 quilates; uma cobertura traseira em Lexan e capas modificadas no compartimento do motor.

Perfeccionista como a McLaren é, para acompanhar o aumento de performance do motor, o P1 GTR #12 foi alvo de um programa de desenvolvimento aerodinâmico, que elevou os valores de downforce dos já elevados 660 kg do P1 GTR para os 800 kg, o mesmo valor do recente McLaren Senna.

Para o conseguir foram adicionadas novos canards na dianteira, um splitter frontal de maiores dimensões, uma lâmina Gurney na traseira e novas bargeboards (defletores laterais). A asa traseira recebe novas placas externas que se assemelham às do MP4/4 de Fórmula 1 e existem ainda elementos aerodinâmicos adicionais para gerar mais downforce.

Por fim, mas não menos importante, no interior os bancos foram substituídos pelas unidades super-leves que equipam o McLaren Senna.

McLaren P1 GTR Senna

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