O vosso carro pode ser alvo de um ataque terrorista

Ligação à Internet, controlo por GPS, direcção eléctrica assistida, acelerador «drive-by-wire», câmaras de visão periférica, radar anti-colisão. Não, não estamos a descrever um «drone» de guerra, estamos a falar de um automóvel. Eventualmente igual ao vosso.

Imaginem que vão a caminho de casa, ouvindo a vossa música favorita de vidro aberto, gozando a fantástica brisa de uma tarde de Verão. De repente – e sem que nada o fizesse adivinhar… – o vosso automóvel fecha o vidro, tranca as portas, desliga o rádio, muda de faixa e começa a acelerar em direcção a um alvo especifico. Como por exemplo uma embaixada, uma viatura de Estado ou uma enorme piscina com bolas de borracha coloridas.

Desculpem o último exemplo, mas achei por bem «aliviar» o drama. Pensando melhor, esqueçam a piscina com bolas de borracha coloridas, vamos aumentar o drama… Vamos atropelar um palhaço, odeio palhaços. É melhor escrever sobre atropelar palhaços não é? Ainda ponderei atropelar o presidente dos EUA neste triller automobilístico, numa espécie de ataque terrorista – para efeitos de texto claro… – mas sabem que se escrever as palavras “terrorismo”, “EUA” e “Presidente” na mesma frase, ainda me arrisco a deixar a RazãoAutomóvel sob vigilância do FBI. É melhor estar quieto…

Tudo isto parece ficção saída de uma obra de George Orwell. Pois, mas infelizmente - como nas obras do citado escritor,  não é uma hipótese tão ficcional quanto isso.

 

Continuando. Tudo isto parece ficção saída de uma obra de George Orwell. Pois, mas infelizmente – como nas obras do citado escritor,  não é uma hipótese tão ficcional quanto isso. Bem pelo contrário. É uma hipótese bastante verosímil, hipótese que inclusivamente foi aflorada neste artigo sobre a progressiva Emancipação do Automóvel.

Com a integração e informatização dos sistemas mecânicos e eléctricos do «automóvel emancipado» (deste futuro que é já amanhã…), a possibilidade dos nossos automóveis serem alvos de «pirataria informática» é real. E não adianta muito que os construtores venham falar em sistemas de segurança e contra-medidas, porque na realidade nenhum sistema é inviolável.

Que o digam os bancos mundiais, que são lesados todos os dias por rapaziada que em vez de usar os computadores para causas mais nobres (como criar um site de automóveis fantástico…) dedicam o seu tempo a roubar milhões e a piratear os sistemas de segurança dos governos. Cada um faz o que gosta…

Parece que não estou sozinho nesta teoria «Orwelliana». Uma consultora americana para assuntos de segurança nacional publicou um relatório que aponta nesse sentido.

PS: Se nos próximos dias não escrever mais nenhum artigo já sabem, fui levado pela Secreta Portuguesa para interrogatório.

Mais artigos em Crónicas

Os mais vistos