Motor Wankel: rotatividade em estado puro

21/04/2014
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Depois da visita aos injectores Piezo, a Autopédia da Razão Automóvel dedica-se hoje a outro capitulo desta incursão pela mecânica: o motor Wankel.

O nome Felix Wankel é-lhe familiar? Não? Pois bem, o senhor Wankel foi um engenheiro alemão que quis revolucionar a industria motorizada. Wankel não se resignou ao establishment dos motores de pistões e decidiu desenhar uma alternativa viável à arquitetura de motores vigente. Uma tarefa, logo à partida muito difícil.

Em 1951, em colaboração com a NSU Motorenwerke (uma das empresas que deu origem à Audi), Wankel começou aquele que viria a ser o seu projecto mais marcante: o motor Wankel. Depois de 13 anos de ajustes, melhoramentos e algumas confusões pelo meio, surge o NSU Spider: o primeiro automóvel de produção movido por um motor rotativo Wankel. O tal motor com que Wankel queria surpreender o mundo.

Mazda-RX-8_2009

Tal como os motores de pistões a quatro tempos – para o efeito vamos esquecer os motores de ciclo a dois tempos ok? – o funcionamento do motor Wankel resume-se a quatro etapas: admissão, compressão, explosão e escape. No entanto, estas são feitas de maneira diferente do motor de pistões. O bloco Wankel é formado, essencialmente, por três peças (sim, três peças): o rotor, a caixa do rotor e o veio de excêntricos. Não há molas, válvulas, árvores de cames e outras coisas móveis. Keep it simple!

Apaixonado por automóveis desde que tem memória, Ricardo Correia é fascinado por dois extremos: o hardcore automóvel das direcções não-assistidas e a engenharia de ponta das trocas de caixa instantâneas.

  • André Couto

    muito boa exlicação 🙂