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Crise dos semicondutores acabou? Stellantis responde com alerta

A Stellantis não quer ser apanhada de surpresa numa nova crise de semicondutores e acaba de assegurar as necessidades para os próximos anos.

Apesar dos sinais positivos de alívio nos últimos meses, a crise dos semicondutores pode, afinal, não estar resolvida. E poderá até agravar-se nos próximos anos.

Pelo menos é isso que pensam os executivos da Stellantis, que prevêem que a escassez de chips volte a «travar» a indústria automóvel ao longo dos próximos anos.

Um dos principais motivos para isso é o aumento de vendas dos automóveis elétricos. Outro é o clima de instabilidade que ainda se vive no planeta, muito por culpa do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Citado pela Automotive News Europe, Joachim Kahmann, que supervisiona todas as compras de semicondutores por parte da Stellantis, é peremptório quanto ao futuro da oferta de semicondutores, admitindo que o risco “vai aumentar drasticamente” nos próximos anos.

Kahmann vai mais longe e afirma que nos últimos dois anos a diversidade de semicondutores usados num automóvel significou “muitos problemas em todo o lado, e quando resolvíamos um tópico, aparecia logo outro de seguida”.

Estes «sintomas» deixam antever um problema ainda maior no futuro. A eletrificação, digitalização e conectividade que caracterizam hoje os automóveis, faz com que usem semicondutores cada vez mais complexos e obriguem a aumentar as sinergias entre si.

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© Stellantis Carlos Tavares, o português que lidera os destinos da Stellantis

Isto significa que qualquer quebra de fornecimento “pode afetar não só uma ou duas fábricas, mas talvez cinco, seis ou sete”, como explica Kahmann.

Qual é a solução para este problema?

Para tentar reduzir ao máximo o risco de uma nova crise de semicondutores, a Stellantis encetou uma série de contratos e parcerias com empresas estratégicas do setor. Empresas como a Qualcomm, a NXP Semiconductors e a Infineon Technologies, fazendo encomendas que permitem assegurar as necessidades dos próximos anos.

Para isso a empresa liderada pelo português Carlos Tavares vai investir qualquer coisa como 10 mil milhões de euros até 2030.

Além disso a Stellantis informou que está também a trabalhar com a AiMotive e com a SiliconAuto de maneira a desenvolver os seus próprios semicondutores, ficando assim ainda menos dependente dos «ventos» sempre inconstantes da indústria.

Fonte: Automotive News Europe