Notícias Obrigado EUA, pela caixa manual no BMW M2

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Obrigado EUA, pela caixa manual no BMW M2

Não fossem os clientes norte-americanos e a BMW M já não teria caixas manuais há muito. Mas estará já o destino traçado para a caixa manual?

BMW M2 Competition

E que tal isto como ironia? Os norte-americanos, eternamente gozados por não saberem usar uma caixa manual, são, provavelmente, o último bastião de resistência para a caixa de velocidades manual.

O exemplo mais recente é retirado das declarações de Frank van Meel, o chefe da BMW M, à australiana Car Advice, durante a apresentação dos novos BMW M5 Competition e M2 Competition, onde revelou que 50% dos clientes norte-americanos optam pela caixa manual no BMW M2, justificando a decisão de mantê-la no modelo, que acabou de ser renovado. Na Europa, essa cifra reduz-se a apenas 20%.

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Nas palavras de Frank van Meel:

Os compradores votam com as suas carteiras. (…) sendo um engenheiro eu diria que dum ponto de vista racional, e apesar da caixa manual ser mais leve que uma automática, usa mais combustível e é mais lenta, por isso não faz muito sentido… Mas de um ponto de vista emocional, muitos cliente dizem “eu não quero saber, eu quero uma”. Enquanto tivermos estas quotas no M2, mas também no M3 e M4, vamos continuar a ter (caixas) manuais, porque ouvimos os nossos clientes… Se a procura é tão alta, porque não satisfazê-la?

BMW M2 Competition 2018
Por isso, obrigado aos compradores americanos, por adquirirem tantos BMW M com caixas manuais. O BMW M2 é apenas o exemplo mais recente do “amor” dos americanos pelas caixas manuais nos M. Como exemplo, desde o M5 (E39), que não existe uma caixa manual neste modelo na Europa. No entanto, os americanos puderam comprar M5 manuais no E60 e no F10.

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Não colocamos em causa as palavras de Frank van Meel, sobre a maior rapidez e menor consumo de combustível das automáticas, mas, como temos verificado em tantos carros desportivos, ou com pretensões desportivas, as automáticas — sejam de dupla embraiagem ou conversores de binário — no geral, roubam parte da interação entre nós e a máquina. Verdade seja dita, nem todos nós queremos bater o recorde no “inferno verde”.

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Há futuro para as manuais?

Se, por enquanto, nos EUA têm comprado mais desportivos com caixa manual do que em qualquer outro lado, por cá, no “Velho Continente”, as caixas manuais são adquiridas, sobretudo, nas gamas mais baixas.

Mas o futuro destas, em ambos os casos, está cada vez mais ameaçado. Tudo devido à crescente automação da condução a que assistimos nos automóveis, tecnologia compreensivelmente incompatível com uma transmissão manual.

As más notícias é que se um dia tivermos carros autónomos, então as manuais nunca mais poderão funcionar, pelo que seria, digamos, o seu fim natural.

Frank van Meel, chefe da BMW M

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BMW M2 Competition consegue um recorde… a rebentar balões