Fim da linha. Depois do A1, também o Audi Q2 não terá sucessor

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Antevisão

Fim da linha. Depois do A1, também o Audi Q2 não terá sucessor

Se o fim dos Audi A1 já estava confirmado, o desaparecimento do Audi Q2 ao fim de uma só geração surpreende ainda mais.

Lançado em 2016 para rivalizar com modelos como o MINI Countryman e competir num dos segmentos mais concorridos da Europa, o Audi Q2 deveria conhecer em 2023 uma nova geração.

Contudo, tal não vai acontecer, com o Q2 a desaparecer da gama da Audi com o fim da atual e única geração, seguindo o exemplo do Audi A1.

A confirmação foi dada por Markus Duesmann, o diretor executivo da marca de Ingolstadt, numa entrevista ao jornal Handelsblatt, o que significa o abandono do segmento B por parte da Audi.

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Audi Q2

Uma questão de números

Uma análise às vendas do mais pequeno SUV da Audi em 2020 ajudam a perceber, em parte, esta decisão.

Naquele ano venderam-se a nível global 124 292 unidades do Audi Q2, um valor que apesar de ser quase o dobro do obtido pelo A1 (63 468 unidades) ficou ainda 100 mil unidades abaixo dos números apresentados pelos mais rentáveis Audi A3 e Q3.

Ora, uma segunda geração do Audi Q2 teria de trazer, obrigatoriamente, uma qualquer forma de eletrificação (algo que a plataforma MQB em que assenta permite), decisão essa que iria reduzir ainda mais a rentabilidade do pequeno SUV alemão.

Audi A1

Aliás, acerca da eletrificação do Q2, Duesmann até afirmou ao Handelsblatt que uma nova geração do SUV da Audi “teria de ser elétrico, e atualmente isso não se enquadra no planeamento do portfólio da Audi, nem nas capacidades de desenvolvimento da marca. Estamos a dar prioridade a outros segmentos”.

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Na mesma entrevista ao Handelsblatt, Markus Duesmann voltou a confirmar o fim do Audi A1, afirmando “Temos marcas de volume no Grupo e redefinimos o papel de cada uma. Realinhámos a Audi como marca premium. Vamos reduzir a oferta de modelos mais pequenos e apostar no segmentos mais altos. Especificamente, decidimos que o A1 não terá sucessor”.

A Audi nos próximos anos está decidida a apostar nos segmentos mais altos e também rentáveis, mesmo que isso possa trazer volumes de vendas inferiores aos que tem registado.

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